Mais tempo para DIY

Tenho observado que, mesmo com o blog sem novas postagens, os acessos têm aumentado ou, pelo menos, se mantido. Isso é bom. Em novembro passado, comecei a trabalhar na TI de uma rede de hospitais de segunda a sexta, e como passei a ter o sábado livre, já estou me organizando para colocar em dia esses projetos que ficaram parados por tanto tempo como o PROCATER. Alguns outros foram abandonados, como o recuperador de mídias CD/DVD por falta de tempo mesmo. Então, daqui em diante é bastante provável que eu passe a postar com maior frequência.

Intelbras No Stop 230

Com uma arquitetura robusta e de fácil manutenção - como todo equipamento Intelbras - o NS230 cumpre seu papel sem frescura. Do tipo 'casca grossa', trabalha num gabinete metálico com suporte para fixação em parede, circuito dissipativo, bateria interna e suporte para mais três baterias (borne para conexão externa)

Esse aí veio de Bagé-RS, da sucata do meu sogro - gênio da telefonia. A princípio, o defeito era desconhecido por ele e a única coisa que faltava era a bateria. Trouxe pra casa e já na inspeção visual notei que a placa nunca foi 'mexida'. Com poucas medições e algumas soldas refeitas, o mostrinho ligou com todas as tensões corretas. A bateria veio da minha sucata - 12V x 7A selada. Produtos da Intelbras possuem a vantagem de a manutenção ser -  geralmente - fácil e descomplicada.

Apesar de sua capacidade estar na casa dos 230VA (160W) o NS230 'segura' o PCR e o roteador. A fonte do PCR tem mais potência do que eu imaginava e já estudo a substituição para baixar esse consumo desenfreado, já que a placa ITX possui um consumo bastante baixo. Tenho planos para aumentar a capacidade do NS230 adicionando mais baterias - externas - mas isso é coisa para outro dia.

Seguem algumas fotos do NS230 já limpinho e montado na parede com todos os outros colegas de trabalho. Procurei mais informações mas não encontrei nada demais. Somente num site da Intelbras em inglês é que encontrei algumas informações mais detalhadas sobre o NS230.



Intelbras NS230, PCR Server, roteador, Central de
Alarme ZSE e Discadora GSM Westron

Painel frontal NS230 (rede)

Painel traseiro NS230 (note os bornes para
baterias externas)




** Note a temperatura do PCR nessa última foto. É um problema que preciso resolver - resolvido, ver atualização - 'para ontem' porque nos últimos dias fez muito calor (acima dos 38ºC) e trabalhei com a tampa do gabinete aberta para ajudar a dissipação. Essa plaquinha aquece muita coisa e como pretendo substituir a fonte, é provável que esse aquecimento seja reduzido - a fonte atual aquece bastante também, mesmo em condições normais.

F5812ADJ - Fonte tripla para bancada com saída dedicada ajustável

Indispensável em qualquer bancada e com múltiplas utilidades, uma boa fonte necessita de estabilidade, blindagem, ótima filtragem, proteções AC/DC e corrente útil para acionar equipamentos ou para testes em protótipos de projetos DIY. Com este propósito e com um projeto enxuto, foi desenvolvida a F5812ADJ

Partindo do princípio que uma fonte de bancada não tem mistério, não hesitei em iniciar o projeto com o clássico: filtro AC , fusível, transformador, diodos, capacitores. A grande sacada fica por conta da saída tripla 5V, 8V e 12V, sendo esta última ajustável até 20V. Com capacidade para fornecer 1A de corrente simultaneamente nas três fontes, a F5812ADJ também conta com proteção exclusiva 'Passive Charge', que só libera a tensão da fonte para os controladores cerca de dois segundos após o acionamento da fonte. Dessa forma, ao acionar a fonte, os capacitores principais se carregam rapidamente sem qualquer carga, o que promove maior eficiência na filtragem e protege o setor primário (diodos e capacitores principais) e o secundário (controladores) aumentando a vida útil de todo o sistema e minimizando ao máximo qualquer possível ruído. Todas as saídas possuem proteção contra curto, corrente reversa, sobrecarga e podem ser facilmente desarmadas em caso de aquecimento excessivo. Componentes como diodos, fiação e trilhas da placa, bornes, tensão de trabalho de capacitores, dissipação de resistores e até o dissipador de calor dos controladores foram superdimensionados para aumentar a vida útil da fonte. Isso é respeitar os limites do bom senso, contrário ao que fazem por aí.

Os voltímetros digitais são comerciais e foram adquiridos pelo Banggood. Demoraram para chegar, mas valeu a espera. São ligeiramente precisos e possuem consumo extremamente baixo, podem ser alimentados com tensões entre 4,5V e 30V e medem tensões até 99VDC.

Sistema Passive Charge

Ao acionar a fonte pela chave ON/OFF (painel traseiro) nenhum dos voltímetros é acionado, tampouco há tensão nos controladores e nos bornes de saída; o LED amarelo se ilumina. Cerca de dois segundos depois, o LED amarelo se apaga, os controladores recebem a tensão da fonte, os voltímetros indicam as tensões na saída e o LED verde se ilumina. A fonte se encontra funcional neste momento.

Ao desligar a fonte pela chave ON/OFF, a tensão geral começa a diminuir até certo ponto - sem zerar - onde a proteção 'Passive Charge' atua novamente cortando a tensão presente nos controladores, mantendo-a nos capacitores principais que se descarregam muito lentamente. Mesmo com essa descarga lenta, sempre existirá uma tensão residual nos capacitores principais para auxiliar a fonte num próximo acionamento. Assim, os capacitores principais não serão carregados 'do zero' novamente - a carga será retomada a partir da tensão residual, aumentando a vida útil do setor primário e acelerando a liberação da proteção 'Passive Charge'. 

Mais uma vez o lixo eletrônico ganhando vida nova: a carcaça é de um estabilizador, o transformador de 15V+15V x3A saiu de um no-break antigo; capacitores, diodos, controladores e todos os componentes foram reaproveitados de placas da sucata. Apenas os voltímetros foram comprados - há algum tempo, e bem baratinhos. 



Painel frontal com a fonte ligada
(bornes da esquerda +V e bornes da direita GND)

Detalhe da ventilação (dissipadores estrategicamente montados)

Com carga

Fonte sendo ligada (LED amarelo = 'Passive Charge')

Painel traseiro com a chave ON/OFF

* O voltímetro dos 8V mostra sempre 0,1V a mais do que deveria. Dado o preço e a distância para reclamar garantia, decidi deixar por isso mesmo.

** 22/09/2014 - O voltímetro dos 8V que apresentava 0,1V a mais passa a exibir a tensão correta após alguns minutos. Os outros dois voltímetros funcionam corretamente, somente este apresenta esse problema. Como disse anteriormente, pelo valor do produto e pelo tempo que levaria a troca por um novo, decidi não reclamar garantia. E levando em conta que todos os projetos DIY são protótipos de uso, se algum dia eu for produzir a F5812ADJ por alguma razão, o farei com todo cuidado e selecionarei os componentes corretamente.

Decidi melhorar a aparência gerando o silk para o painel. Atualizo a postagem assim que for aplicado.


Detalhe do voltímetro dos 8V


** 27/09/2014 - Silk finalizado e afixado no painel da fonte. Como a ideia é não gastar - ou gastar o mínimo possível - com os projetos, tudo foi feito em casa mesmo. Como eu disse anteriormente nesta postagem, se por ventura eu for produzir essa fonte algum dia, o farei da forma mais digna possível. Porque o protótipo é perfeito.


Silk aplicado (meia boca, mas custo zero)


Quanto ao sistema Passive Charge - que só libera a tensão da fonte para os controladores cerca de dois segundos após o acionamento da fonte - criei um vídeo demonstrativo.


PCR - Gravação inteligente de imagens de segurança e controle remoto de sistemas eletrônicos via porta paralela

Uma derivação de DVR, que é um equipamento para gravação de câmeras de segurança, o PCR é um computador capaz de gerenciar sua própria energia e alguns equipamentos de segurança pela porta paralela enquanto grava imagens com recursos avançados de detecção de movimento e gerenciamento de espaço em disco

Possuo uma ótima central de alarme em casa da ZSE conectada a uma discadora GSM Westron e faz tempo que penso em instalar câmeras para aumentar nosso nível de segurança. Não que a cidade seja violenta, mas a gente reforça a porta antes que ela seja arrombada. Parti do princípio de que um DVR tradicional não daria conta do recado, porque não seria possível controlar outros equipamentos. E porque são muito caros, a manutenção é cara e as câmeras são absurdamente caras pela qualidade da imagem que elas apresentam. A primeira opção foi mesmo um computador.

Consegui um micro Intel Atom 1.6GHz com 2GB de RAM e placa mãe ECS 945GCD-I230 V.1 num gabinete mini-ITX com fonte de 350W que, a princípio, seria para montar outra jukebox. Alguns testes feitos, cheguei à conclusão de que a máquina rodaria Windows 7 Professional x86 em modo de máximo desempenho e com suporte habilitado para Área de Trabalho Remota - já que seria instalado junto a central de alarme e de outros equipamentos no alto, em local seguro e fora do alcance das mãos. O software escolhido para gerenciar as câmeras é o iSpy Connect, que se mostrou muito eficiente, dinâmico e leve.

Entusiastas diriam que a máquina é 'fraca' para gerenciar vídeo. Discordo, já que a máquina se resume ao sistema operacional e ao software das câmeras, e que nada mais roda em cima disso. Até pensei em aumentar a memória, ao menos, mas as limitações são muitas nos mini-ITX e a ideia é não investir em algo que funciona bem da forma como veio para minha bancada.

As únicas alterações no hardware foram a furação do gabinete para fixação à parede, a instalação do HD e um display LCD com backlight para monitorar a temperatura interna - sim, gera algum calor e eu não pretendo acessar a máquina com frequência para ver o quanto está suja. O PCR é capaz de controlar - pela porta paralela - remotamente a central de alarme e outras coisas, grava imagens de todos os ângulos da casa sem pontos cegos, possui capacidade de gravação estendida graças ao software que gerencia o espaço em disco e monitora movimento - só grava quando detecta movimento nas câmeras - em configuração totalmente gerenciável. O sistema de controle gerenciável pela porta paralela será publicado em breve no blog e conta com até oito canais de acionamento remoto NF e NA.

Por questões óbvias, maiores informações sobre a integração dos sistemas de segurança não serão divulgadas. O micro em questão também seria lixo eletrônico.


PC-R Server ativo e funcional

** 21/09/2014

- Quatro câmeras foram adicionadas ao sistema com previsão de mais duas;
- Gestão de disco aprimorada;
- Gestão de energia aprimorada;
- Roteador/Switch substituído para aprimorar a velocidade;
- Aprimoramento do monitor de temperatura e substituição do backlight (luz laranja, menos brilho, mais discrição) e LED azul (MSGLED) desligado;
- Ventilação aprimorada com menos ruído e maior área coberta;
- Cooler da fonte invertido (melhora a ventilação e reduz ruído de atrito)


Detalhe do monitor de temperatura

Disposição e conexões

** 03/11/2014

- Nova câmera adicionada (5 no total);
- Dissipação de calor aprimorada com cooler externo com controle de temperatura X velocidade;
- Redução do ruído gerado pelo cooler;
- Temperatura interna drasticamente reduzida;


Temperatura controlada (dia quente)

Cooler out/in adicionado

Placa de controle do cooler (sensor no dissipador)

Cooler 80x80mm controlado (giro baixo em
condições normais)

** 08/12/2014

- HD substituído e sistema operacional reinstalado na versão x64;
- iSpy reinstalado na versão x64 e atualizado para a última versão (nesta data);
- Real VNC Enterprise instalado para acesso remoto (LAN) aprimorando a velocidade e a praticidade na manutenção;
- Câmeras reconfiguradas para menor consumo de memória mas mantendo a fidelidade e a resposta de gravação com buffer de 5s e sensor de movimento fino;

Considerações gerais: as versões x64 gerenciam de forma mais eficiente a questão da memória, mas na máquina em questão, o resultado não foi satisfatório dada a limitação de 2GB (DDR2) na placa mãe, que não possui dois slots para expansão. A diferença de desempenho se compararmos a versão anterior do PCR, que usava SO x86 com iSpy obviamente na versão x86, é quase imperceptível. De toda forma, esta atualização não será revertida de imediato, mas futuramente, numa possível manutenção de disco ou coisa que o valha.

Também estudo a possibilidade de implantar o Zone Minder, que roda em Linux. Seria o SO perfeito para a aplicação PCR, mas ainda não me convenci a mudar todo o sistema já implantado e familiarizado, embora as perspectivas sejam favoráveis até agora.

** 03/01/2015

O PCR foi removido das suas instalações para manutenção preventiva e limpeza de todos os coolers e do gabinete. Em uso desde agosto de 2014, esta é a primeira vez que passa por tamanha manutenção. E não estava tão sujo, mas prefiro não deixar acumular pó.

- Downgrade de HD (320GB para 80GB) por questões óbvias;
- Sistema operacional x86 reinstalado e iSpy na versão x86 também por questões de desempenho;
- Buffer das câmeras reduzido para 2s porque os prints (media, espaço abaixo das câmeras onde são exibidas as gravações) perdem o instante do disparo;
- Pen drive de 4GB utilizado como cache do sistema (Microsoft ReadyBoost) melhorou o desempenho e a velocidade do acesso remoto, bem como o consumo de CPU e memória (física e paginação) em níveis impressionantes;
- Cooler externo (vide última atualização) reduzido para 5V (a temperatura necessitava passar dos 50ºC para que a alteração de velocidade fosse autorizada, logo, não quis arriscar em trabalhar nessas condições) e circuito de controle descartado;
- Cooler afixado no dissipador do processador reduziu em 10ºC a temperatura;
- Cooler afixado na parte superior do gabinete para remover o calor aprimorou a manutenção da temperatura interna.

A substituição do HD de notebook por um de desktop aumentou a dissipação de calor interna, o que me obrigou a rever a estrutura anterior. Na atual configuração, a temperatura não ultrapassou os 42ºC num dia de 33ºC. Achei bastante razoável.

** 23/04/2015

Na última manutenção, estudei novamente a questão da ventilação e deixei apenas o cooler externo ligado em 5V, retirando os internos para reduzir o ruído. Também instalei outro monitor de temperatura para o HD, e desliguei os backlights por causa da iluminação excessiva do ambiente. Num futuro próximo, pretendo substituir o gabinete do PCR por outro com melhor ventilação natural, ainda que seja maior, e também há projeto para camuflar todos os objetos de segurança da casa, retirando o PCR e todos os equipamentos do local original para mantê-los em maior segurança. Também tenho algumas ideias no papel para transformar o PCR num servidor de arquivos central, mas isso é coisa para o futuro.

As últimas versões do iSpy passaram a se comportar como as últimas versões do Ubuntu: muito consumo de CPU e RAM para recursos que nem são utilizados. Muito provavelmente, vou remover a instalação atual e passar a utilizar uma versão mais antiga, sem recursos inúteis como suporte extremo ao Youtube.




Microcontroladores/Arduino/Raspberry X Componentes discretos

Abrindo as portas para conteúdos informativos e de cunho técnico, já começo com alguma polêmica. Os mais jovens - experientes ou iniciantes - têm se encantado pelas possibilidades apresentadas pelos Microcontroladores, Raspberry e Arduino. Nada contra o uso destes conceitos, mas convenhamos que pela capacidade e custo dos componentes, é óbvio que não deveriam ser empregados em todo e qualquer projeto.

Sequencial com Raspberry/Arduino
Tenho lido pela Internet afora e visto muitas imagens de projetos relativamente simples que empregam Raspberry/Arduino ou PIC. Sinceramente, não acho justificável criar um projeto simples como acender LED's, sequenciais, timer, motor de passo ou coisas do tipo utilizando componentes tão caros e também acho um desperdício, já que para funções tão simples, alguns componentes discretos o fariam com muito louvor. E com baixo custo. Minha opinião é imutável quanto a utilização de um Core i7 para rodar Windows 95, se é que me entende.

Clássico sequencial com 4017
Os microcontroladores são ótimos aliados para soluções mais complexas, que requeiram maior atividade e melhor atribuição de comandos, sem falar na praticidade e simplicidade dos projetos que o adotam. A premissa vale para as placas Raspberry/Arduino e afins, que também possuem funções muito valiosas para quem desenvolve. Não estou aqui fuzilando quem aplica PIC ou Raspberry/Arduino em seus projetos - muito pelo contrário - e eu estaria sendo leviano porque aprecio a utilização de ambas as tecnologias para desenvolvimento. O que pretendo deixar claro é a falta de estudo de caso e, por vezes, até preguiça por parte do projetista em analisar os passos de um projeto para avaliar a necessidade real de utilizar um componente de alto valor operacional. Porque não acho muito inteligente acender luzinha com PIC, me perdoem.

Pessoalmente, valorizo muito mais quem projeta pensando na manutenção futura, principalmente na reposição de peças sem stress. E é claro, estamos falando de circuitos que empregam componentes discretos com CI's em seus respectivos soquetes, conectores facilmente substituíveis, capacitores com tensão de trabalho distante da tensão na placa, resistores com dissipação coerente, dissipadores generosos e por aí vai. Outro fator muito importante é a montagem dos componentes em um gabinete firme, com disposição inteligente de placas e fios e se necessário, com blindagem e filtros AC/DC. Mas isso é assunto para um outro dia.

Se você é um técnico experiente e faz uso de PIC's e Raspberry/Arduino para qualquer coisinha, repense. Se você é um novato na coisa toda, estude bastante antes de adotar estes conceitos para seus projetos mais simples e saiba que há muito potencial em componentes discretos.

dRUNkBOX - Preciso dizer mais?!

Mais do que uma central multimídia e uma fonte de diversão, a dRUNkBOX se tornou parte imutável da nossa sala. Bonita, prática, robusta, com dimensões reduzidas e produzida com o que seria lixo eletrônico

Montei minha primeira jukebox há alguns anos. Ela ainda existe e está com o Alex - salve! Quando morava no Rio, via as máquinas nos bares e pensava se eu seria capaz de montar uma. Sim, eu sou!

Na época, não prezei pelo tamanho e aproveitei todas as peças da sucata. O resultado foi um móvel com tudo embutido, neón frontal, tela 17" CRT e amplificador interno. A configuração era 4GB RAM, HD 160GB, placa mãe MSI com placa de som 7.1 e o bom e velho Windows XP Professional SP3. Nos amplificadores (estéreo) utilizei os TDA2030 com fonte simétrica e, então, bastava ligar a jukebox na rede elétrica e plugar as caixas de som. O resultado final do visual não foi muito bom, mas como se tratava de um protótipo para fins etílicos, utilizamos em alguns encontros entre amigos.

Muito tempo depois, decidi montar uma nova jukebox utilizando componentes mais nobres com tamanho reduzido e sem amplificador interno. Optei por utilizar um monitor LCD dessa vez. A parte interna é compactada na placa de um netbook Asus Eee PC 1201T com 2GB de RAM e HD de 80GB. Roda Windows XP Professional SP3 e o software escolhido foi o SK Jukebox 4.01 que é gratuito e muito bom. A máquina tem, basicamente, sistema operacional com codecs de áudio e vídeo e o software SK Jukebox. A base da montagem é uma tampa de acrílico revestida internamente que, originalmente, era de um antigo toca discos. Os formatos - que eu padronizei - são o .mp3 para os arquivos de áudio e .avi para os arquivos de vídeo. A drunkBOX é fixada na parede da sala e a administração dos arquivos é feita de forma remota via rede, bem como a transferência de novos discos ou DVD's. A navegação pelos discos é facilitada pela capacidade da SK Jukebox de mapear as teclas do teclado numérico, dentre outras funções incríveis, e também da possibilidade de personalização de fontes, cores, etc.

Como não possui amplificador interno, ela foi conectada ao Home Theater por meio do M1, que é um switch digital de áudio que eu desenvolvi há pouco tempo e que já foi publicado aqui no blog. A capacidade de armazenamento fica por conta da sua playlist. Atualmente, temos quase 50GB de dados, o que inclui vários discos e alguns shows em DVD também.

A única coisa que comprei para este projeto foi o teclado numérico. O resto, seria lixo eletrônico.



Reprodução de músicas

Conector AC, botão (feio) ON/OFF e P2 (Line Out)

Tela de boot do Windows XP alterado
A frase abaixo era repetida por minha avó, que bebia comigo
e sempre dizia 'bebo sim e vou vivendo. Tem gente que
não bebe e está morrendo.'

Reprodução de vídeos

** 06/01/2015

Após alguns meses de uso, o HD original (80GB) foi substituído por questões de capacidade (320GB) e também pelo SMART ter sido danificado. Logo, decidi substituir de imediato antes que a coisa ficasse feia. A jukebox segue funcionando perfeitamente e agora possui cerca de 80GB de dados, entre discos e shows completos em vídeo.

Legislação

Se você pretende montar uma jukebox, fique atento quanto aos limites de uso sob pena de processos e encrencas maiores. Como a nossa legislação digital ainda é precária, opte por reproduzir suas músicas somente em casa, como lhe é de direito ao comprar os CD's e DVD's. Instalar equipamento para uso comercial requer licença e autorização, com recolhimento dos devidos impostos e sujeito a fiscalização constante. Cumpra o seu dever e não infrinja os direitos dos outros.

Claro que, com uma lei tão confusa e falha, há quem defenda a premissa de que se você comprou o CD ou o DVD, você deverá reproduzi-los somente no formato em que lhe foi fornecido, ou seja, não pode transformar a mídia física em arquivos digitais para quaisquer fins. Reza a lei que alterar o formato de reprodução infringe o direito que lhe foi concedido ao pagar pela obra, mas se eu e você pagamos pela obra e estamos apenas reproduzindo aquilo o que nos é de interesse na forma da lei que é apresentado de uso pessoal e individual, não estamos utilizando formas de reprodução pública ou radiodifusão ou qualquer outro meio de distribuição, que mal haveria? Obviamente que se trata de um assunto extenso e complexo onde cada um defende o seu ponto de vi$ta, e não cabe a mim ou a você discutir isso.

Sistema Operacional

Você também deve observar a questão legal sobre o sistema operacional. Nesse modelo utilizei o Microsoft Windows XP Professional SP3 x86 devidamente licenciado e atualizado até o ponto final, onde a Microsoft encerrou o seu suporte. Claro, pretendo atualizar para o Windows 7 um dia, ou até conseguir um software para Linux - que seria perfeito - mas por enquanto, fica o bom e velho XP. E se tratando de uma máquina não possui acesso à Internet, ou seja, o SO roda puramente para manter a jukebox ativa, não vejo problema algum em mantê-lo funcionando por tempo indeterminado. Até porque o SK Jukebox é um software abandonado há anos, e não irá requerer maiores funcionalidades e suporte que o XP pode oferecer sem maiores esforços.

** 24/04/2015

Não mencionei na época, mas o acrílico é revestido internamente pelo encarte de um disco do Pink Floyd - Animals.

Algumas alterações visuais na jukebox e um vídeo demonstrativo bem simples para destacar um dos melhores projetos DIY Powered até aqui.





** 25/04/2015

Há algum tempo o monitor vinha apresentando linhas e algumas falhas nas cores. A coisa só piorou e passou a distorcer a imagem em alguns casos. Decidi tirar a jukebox da parede para limpar (estava bem suja de poeira) e aproveitei a empreitada para verificar esse problema. 

Depois de testar vários capacitores da placa principal e refazer algumas soldas sem sucesso, decidi verificar a placa do LCD. O problema era causado por uma solda fria num aparente regulador de tensão. Problema resolvido e até cores, brilho e contraste ficaram mais intensos.

** 03/01/2016 

Após meses de diversão e horas de música, após desligar na noite anterior, pela manhã a jukebox não tinha som. Fui verificar e a placa de som havia 'desaparecido'. Não ficou como dispositivo desconhecido nem nada, simplesmente sumiu. Como não quis investigar e perder o dia em cima disso, aproveitei a oportunidade para fazer um upgrade: instalei a placa de um Acer Aspire 5516 - AMD Athlon TF-20 1.60GHz - que estava guardado faz tempo. Ficou com 1GB de RAM, módulo original dessa máquina. Placa bem maior que a anterior, mas deu tudo certo e já ao final da tarde a jukebox estava operante.

A placa do Acer possui chipset AMD ATI, placa de vídeo e áudio melhores que a placa do Asus. Ainda não tenho destino pro Asus, e ainda falta testar melhor para saber o que houve com a placa de som. Em todo caso, ideias não faltam para implantar com essa placa.

** 10/01/2015

Testei o conjunto anterior (ASUS) em ambiente Linux e realmente, está sem som. O SO instala o driver, há todo suporte de controle de áudio mas não há qualquer som na saída. Como não há qualquer razão para que o conector de áudio tenha sido danificado, resolvi abandonar a placa de áudio - o resto funciona normalmente. Ironicamente, há algum tempo, descartei uma placa auxiliar desse mesmo modelo... Esse netbook possui a placa de som e duas portas USB destacadas da placa mãe, e sei lá porquê, achei que não teria problemas com esse conjunto e descartei a placa auxiliar... Ônus à parte, a jukebox segue funcional. É o que importa, no final.

** 07/02/2016 

Depois de penar sem o libmad/libavcodec - que definitivamente não funcionaram nessa versão do driver Realtek da placa do Acer - decidi montar meu limiter & clear. Agora tudo ficou mais legal ainda e o áudio, cada vez mais limpo. Conheça o H2PV1 Home2Pro Limiter & Clear

** 01/04/2016

Quase um ano após a primeira intervenção no monitor, há algumas semanas comecei a notar as malditas linhas novamente com um diferencial: a tela se apagando e criando imagens abstratas como quando o LCD dá pau. Enquanto degustava as duas últimas Stellas da noite anterior, desmontei a jukebox para rever o monitor.

Encontrei um capacitor danificado e refiz algumas soldas por garantia. Tudo funcionando novamente como novo!

** 14/04/2016

Pois é. O monitor decidiu se entregar e o defeito voltou pior ainda. Como ele já tem idade e cumpriu muito bem seu papel, entendi que era hora de trocar por um novo bom usado. E lá vamos nós de novo com as permutas - valeu, Cristian! - que nos enobrecem. Esse aí me custou uma placa mãe ECS com 2GB de RAM e um bom e velho Intel Core 2 Duo instalado.


Nova cara da jukebox
 ** 29/03/2017

Tela de boot alterada com novo logo diyPowered. No mais, segue funcional e perfeita! Consegui uma sucata de DELL bem novo, já com DDR3 e aquela placa de som ótima que só os DELL e os HP possuem, mas ainda nem cheguei a testar. Se tudo estiver ok, pretendo fazer mais um upgrade na jukebox para melhorar a qualidade e também poder aplicar alguns recursos como o EqualizerAPO, que conheci há alguns meses e tenho utilizado no meu desktop.



** 19/07/2017

O software SK Jukebox foi liberado para download no diyPowered Drive com o upgrade para 4.1 e os fixes. Testado em Windows 7, funciona perfeitamente.

M1 - Digital Switch Box

Muito mais do que cumprir seu papel, este pequeno notável  engrandece o áudio e permite que a audição seja aprimorada em cada timbre. Claro, desde que o Home Theater/amplificador responda à altura!

Desenvolvido recentemente para conectar o receptor da TV por assinatura e a drunkBOX (saberão mais a respeito nas próximas postagens) à entrada do Home Theater, o M1 possui duas entradas estéreo com comutação digital a partir de um único botão de pressão NA localizado no painel frontal. A seleção é visual por meio de um LED bicolor, onde azul seleciona o canal 1 e amarelo, o canal 2. Para maior praticidade de uso, quando conectado à rede elétrica pela primeira vez, o M1 é ligado automaticamente no canal 1. Para selecionar o canal 2, basta pressionar o botão de seleção. 

O aparelho possui entradas e saídas padrão RCA, gabinete metálico comum ao terra e pré-amplificadores FLAT de ganho contínuo desenvolvidos exclusivamente para o M1 que compensa as perdas de cabeamento e comutação. O consumo é muito baixo, o que permite que o aparelho permaneça ligado de forma contínua. Outras formas para indicar  visualmente a seleção dos canais foram consideradas, como um display que exibisse CH1 e CH2 ou LED's independentes para cada canal, mas a forma mais prática de tornar o aparelho apenas um acessório e não uma atração foi mesmo deixá-lo o mais discreto possível utilizando um LED transparente bicolor de 5mm com brilho reduzido e uma única chave no painel, que é o botão de comutação dos canais. 

O esquema é enxuto, possui resposta rápida e limpa, áudio claro e sem deformações e saídas com alto ganho e peso sonoro. Todo o circuito é alimentado por uma fonte estabilizada e muito bem filtrada de 12V com corrente máxima de 150mA. O gabinete e o transformador foram reaproveitados de um switch de câmeras de CFTV.



Painel frontal com o aparelho desligado

Painel traseiro (sim, marcações feitas à mão)

Painel frontal com o aparelho ligado (CH1)

Painel frontal com o aparelho ligado (CH2)

microSub Multimídia

Utilizando filtros ativos, um falante de 8" e alguns poucos e fiéis componentes, o microSub foi muito utilizado há algum tempo em conjunto com dois satélites 2.1 da Creative. O resultado final foram graves intensos e aveludados com os limpos médios e agudos que somente uma Creative pode oferecer

Um dos primeiros projetos que finalizei. E faz muito tempo. Caixinhas 2.1 não são capazes de fornecer graves razoáveis e como eu não suporto ficar sem graves, decidi montar esse monstrinho utilizando toda e qualquer sucata. O aspecto final não seria muito importante, já que a ideia era não gastar com isso. Utilizando filtro ativo, dois TDA2030 em ponte num falante de 8" com impedância de 8R, montei tudo numa caixa firme de MDF com entrada RCA e saídas P2 para os satélites. Pena que me desfiz desse microSub, era excelente.

No painel, um controle de volume para os graves e um controle para os satélites. Um LED bicolor indicador de atividade (branco) e outro (vermelho) indicador de espera. Quando não detectava áudio por cinco minutos corridos, entrava em espera e silenciava as saídas, desconectando também a alimentação dos TDA. Outros dois LED's brancos indicavam Input Signal e fusível DC. Também havia uma chave que desligava a espera do microSub, mantendo-o desligado de forma permanente. O revestimento externo? Jornal com verniz incolor.



microSub ligado (sem knobs mesmo)

Em espera (sem sinal de áudio)

Case para pedais Black

Tamanho reduzido, leve, impermeável, seguro e bonito. Características desejáveis para um case que servirá de base permanente para pedais caros que, geralmente, giram em torno dos três dígitos

Desenvolvido na mesma época do Vintage Pro, este case foi produzido para o amigo Léo - baixista dos melhores - que havia comprado pedais e cabos novos e precisava de transporte seguro. Inteiramente em MDF e fechado com perfil de alumínio, o exterior foi pintado de preto fosco e revestido com verniz incolor para selar e dar um brilho diferente. As fotos foram cedidas pelo próprio e pelo que sei, está em uso até hoje.



Vista superior com os pedais

Case fechado

Case fechado em sua posição de transporte

Case para pedais Vintage Pro

Segurança, flexibilidade e muito estilo para carregar pedais de efeito e acessórios para o guitarrista. Em MDF com revestimento impermeável e fechado com perfil de alumínio, o Vintage Pro acomoda os pedais de forma fixa e os protege contra choques físicos, poeira e movimentos bruscos

Desenvolvido após o Vintage Pro II, o case abriga até cinco pedais e os mantém no lugar ao ser transportado. Todo músico sabe o quanto é importante manter um set pré-configurado e fixo, bem como manter seus equipamentos em segurança e tudo isso foi impresso neste case. Seu fechamento conta com acolchoado interno na tampa que protege os equipamentos e quatro travas independentes para maior segurança, com suporte a cadeados comerciais.

Forrado internamente e com tampa removível, tamanho digno e espaço de sobra, basta abrir os clips e conectar o set. 



Teste de espaço (mais pedais foram adicionados depois)

Detalhe do conjunto fechado

Detalhe da parte traseira

Finalização do forro

PWA 700T - Amplificador de potência AB 700W de baixa distorção

Baseado nos princípios básicos do PWA 5000, o PWA 700T é uma versão mais enxuta com um gabinete sob medida - acredite se quiser

Exatamente como você leu. A ideia aqui era cortar todo e qualquer custo - o aspecto final não era importante para o 'cliente' - para investir na potência. O transformador de 45V+45V x 8A veio de um mini system e serviu para empurrar toda potência possível de ser tirada dos TIP142 e 147. Com capacitores gordos, pré-amplificador embutido com controle de ganho, Signal Level e monitores DC básicos, o esquisitão aí empurrava sem dó dois falantes de 15" pesados com graves avassaladores. 



Painel dianteiro com o aparelho ligado e com sinal

HF100S - Monitor de alta fidelidade para fones de ouvido

Mais do que um simples acessório, o HF100S foi desenvolvido para aprimorar a audição de qualquer programa de áudio com uma equalização FLAT e ruído baixíssimo, permitindo que o sinal seja enviado aos fones de ouvido da mesma forma com que ele é gerado na fonte

O HF100S é um monitor de áudio para gravações em estúdio de alta fidelidade com saídas independentes e VU Meter de LED desenvolvido com componentes discretos e conectores padrão P10. A necessidade de gravar voz com uma fonte de sinal digna como retorno em fones de ouvido foi o impulso inicial do projeto, que foi muito utilizado na época e ainda se encontra em uso. 

Todo o conjunto foi admitido numa carcaça de CD-ROM, que serviu muito bem de acomodação para todos os componentes e também blindou severamente o equipamento contra ruídos. Este pode ter sido o projeto mais rápido até hoje, mesmo com toda a complexidade dos circuitos, por conta da necessidade. Talvez por isso eu não tenha caprichado no acabamento. De qualquer forma, mais um DIY utilizando lixo eletrônico.



Painel frontal com o aparelho desligado

Painel frontal com o aparelho  ligado e com sinal


Vintage Pro II - Amplificador de potência AB 55W para guitarra com drive

Um excelente amplificador para guitarra que agrega potência com baixa distorção, equalização ativa de três bandas, drive vintage transistorizado exclusivo, entradas alta e baixa, saída de linha, falante de 12" e um super timbre vintage

Esse é meu xodó, sem dúvidas. Como amante dos timbres vintage dos antigos amplificadores, decidi reproduzir toda a nostalgia desde o timbre até a aparência final do projeto. Utilizando como base um transformador de 20V+20V x 3A retirado de um mini system, desenvolvi a potência utilizando um par de TIP3055 e alguns transistores de média e baixa potência. Cheguei a um esquema enxuto, potente e com distorção baixa. Mas precisava de um bom pré-amplificador com drive e equalização que fizessem soar a tal nostalgia. Utilizando alguns transistores de baixo ruído, desenvolvi um drive muito quente e firme, soando como um fuzz mais agressivo e pesado. Não é possível descrever! A equalização de três bandas é macia, presente e alongada, com potenciômetros de 100kb. O controle do drive atua no ganho e em alguns filtros adicionados ao circuito, o que faz com que a guitarra soe de forma grandiosa.

O dissipador - mais lixo eletrônico - foi afixado externamente para garantir a dissipação dos TIP's que aquecem bastante. O gabinete possui blindagem interna com folhas metálicas e toda parte metálica é aterrada. O falante seco de 12" x 60W possui 8R de impedância e cabe precisamente no gabinete. O painel frontal possui uma chave muito resistente, um LED piloto na cor laranja, porta fusível, cinco knobs (volume, drive e equalização) e três conectores P10 para entrada alta e baixa e saída de linha. O gabinete é montado com MDF e fechado com perfil de alumínio. Note que na época em que foi produzido possuía a marca AUDIOBOOMN.



Conjunto Amp + Case Vintage

Detalhe do painel

Silk e knobs

Entradas, chave ON/OFF, fusível e LED piloto

Painel traseiro e seu digno dissipador

O monstrinho em uso