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Toca discos (turntable) Philco Hitachi AS-700 - reparo e instalação de fonte e pré-amplificador

De dar gosto de fazer esses aparelhos vintage, vou te contar. 

Essa peça carregada de valor emocional surgiu depois de uma conversa sobre o Minimalista Amplifier, quando eu contava pro João que eu estava há muito tempo procurando uma vitrola velha pra comprar e restaurar, pra poder ouvir meu único vinil sobrevivente de mudanças e empréstimos que nunca retornaram, com a melhor qualidade possível. Ele disse que tinha um toca disco da namorada e pediu pra eu ver se tinha conserto. Teve.

Esse toca discos é parte do aparelho AS-700 e não possui nada além de conexão interna: alimentação e saída de áudio 'crua' diretamente do captador. Esses cabos eram conectados no aparelho 'pai' para fazer o disco tocar. Sem o aparelho 'pai', não tem disco tocando. Minha ideia inicial era:

  • Desenvolver um pré-amplificador interno e uma fonte de alimentação
  • Trocar a correia (estava com muita folga)
  • Lubrificar e revisar todos os mecanismos
  • Revisar a agulha e o captador

O pré-amplificador foi desenvolvido com componentes simples, discretos, com valores escolhidos para obter um timbre natural, suave e equilibrado. A fonte foi definida como externa e removível, facilitando uma manutenção futura, caso necessário, bastando substituir por outra de mesmas características. Também rolou aquela limpeza fina depois da troca da correia, da lubrificação das peças e das revisões generalistas. O resultado foi um aparelho renovado, independente do aparelho 'pai', devidamente lubrificado e limpo, pronto para tocar mais música boa por muitos anos ainda.




Primeiros testes depois do reparo







No estado original

No estado original

No estado original

Limpeza forte!

Troca da correia

Diferença da correia nova para a original


Minimalista Amplifier - um puro classe A single ended inspirado no clássico JLH de 1969

Visualização 3D da placa
Depois da grandiosa experiência em montar o Pur'A - Amplificador de Potência Hi-End Classe A, o bichinho do classe A me pegou e decidi que já era hora de ter outro 'A' pra chamar de meu. Mas dessa vez queria fazer algo mais clássico, mais vintage e com um timbre ainda mais puro. Nas minhas pesquisas e leituras no TCAAS - The Class-A Amplifier Site, minha primeira opção era usar o circuito original de 1969 e experimentar alguns toques de ousadia nesse circuito que, até hoje, é uma pérola da simplicidade e da qualidade, demonstrando que nem todo classe A precisa ser complexo para soar como um dos grandes.

O circuito original de 1969 é simplista, tema de muitas discussões até hoje a respeito da sua topologia. A complexidade dele gira em torno da sua simplicidade, promovendo uma audição muito interessante com tão poucos componentes e ajustes necessários. Claro que um circuito assim tem seus segredos para uma montagem de sucesso, e isso você pode ver no site que citei anteriormente, que possui vários materiais muito interessantes para leitura - além de algumas melhorias no circuito original de 1969 que você pode se guiar caso tenha vontade de aprofundar no assunto. Não vou repetir algumas informações sobre o projeto original aqui porque todas essas informações podem ser obtidas facilmente no TCAAS - The Class-A Amplifier Site ou mesmo e outros locais na internet. Material e roda de conversa não faltam sobre o JLH 1969!

Montagem robusta e visual vintage


Fiz a montagem inicial seguindo o esquema elétrico original como guia. Como gostaria de algo inspirado no JLH 1969, minhas alterações começaram nos componentes, onde alterei alguns valores e tipos como forma de contornar os componentes obsoletos do projeto original. Algo que pode ser muito interessante é substituir os transistores de saída por Darlington para um desempenho acima do esperado - e um aquecimento possivelmente maior, também. O dissipador de calor precisa ser muito eficiente pra manter a temperatura de trabalho dentro dos limites dos componentes, senão você vai perder o amplificador na primeira vez que deixá-lo ligado por alguns minutos - sim, acredite, um classe A consome corrente e gera calor mesmo que nenhum sinal seja injetado na entrada. 

No fim, eu tinha um circuito com valores um pouco diferentes e transistores de outros tipos também, casando entre si num classe A single ended inspirado no JLH de 1969 soando de forma muito limpa e presente. Agudos sempre cristalinos, médios aveludados e na medida, graves naquela faixa esperada por um classe A de baixa potência. Fiz várias audições ainda com o circuito aberto e pendurado por fios, ajustando cada detalhe, testando novos valores e tentando encontrar o maior ganho possível dentro de uma qualidade acima da média. 

A fonte de alimentação é superdimensionada e foi concebida com todo cuidado. Possui regulagem fina da tensão de trabalho a partir do LM317, um por canal, muita filtragem e uma ponte de diodos que eu recomendo fixar num dissipador de calor pequeno para evitar um aquecimento desnecessário. A fonte inicial, de quando comecei o projeto, usava os 1N5408, de 3A, mas eles aqueciam bastante quando os dois canais eram ligados. Dentro da média? Sim, eles poderiam ser usados sem problemas, mas eu não gosto de componente aquecendo demais, mesmo que esteja dentro do esperado e resolvi usar uma ponte que permite transferir calor. Uma alternativa seria dobrar os diodos 1N5408, que aqueceriam bem menos, mas o custo não justificaria. Outra solução seria criar uma ponte de 1N5408 para cada circuito, dividindo a quantidade de capacitores entre eles e compartilhando o mesmo GND no final. São somente ideias, você pode montar da forma que achar melhor para o seu cenário.

O dissipador principal deve ser usado para todos os componentes críticos para que a temperatura total de trabalho possa ser 'vista' pelos reguladores LM317. Isso se torna uma estratégia para aproveitar o circuito de proteção térmica nativa dos reguladores como uma proteção do próprio amplificador, atuando diretamente na tensão de alimentação das potências. Tenha em mente que um dissipador mal dimensionado poderá impactar não somente num aquecimento excessivo, mas também influenciar na leitura da temperatura de trabalho dos LM317, acionando a sua proteção térmica e causando funcionamento irregular das potências.

Antes de qualquer coisa, tenha muito cuidado ao realizar qualquer tipo de reparo, modificação, ajuste ou intervenção em equipamentos elétricos ou eletrônicos. Primeiramente, pela sua segurança. Não me responsabilizo por quaisquer prejuízos que você possa causar ao equipamento, a você e/ou a terceiros. Faça por sua própria conta e risco.

Algumas considerações se você pretende montar este ou qualquer outro amplificador classe A:

  • Dissipador eficiente para trabalho seguro
  • Fonte de alimentação superdimensionada
  • Reguladores de tensão e transistores de potência devem ser isolados e bem apertados no dissipador de calor
  • Fiação robusta e GND bem feito evitarão problemas
  • Gabinete com bastante ventilação (tente montar o dissipador externamente)
  • Transformador pode ser convencional, mas atente ao posicionamento no gabinete para evitar ruídos - ou use um toroidal
  • Circuito PET (ponto de equilíbrio térmico) é opcional e os valores dos resistores (27k e 10k) devem ser recalculados de acordo com o dissipador escolhido
  • Circuito original possui um trimpot do GND até a base do transistor de entrada que eu substituí por resistores fixos depois de ajustar a tensão no positivo do capacitor de saída (esse ajuste deve ser feito ao ligar pela primeira vez e após 20 minutos, conferir se precisa de novo ajuste)

    Nota pessoal: você pode manter esse trimpot se quiser porque o ajuste pode ser conferido de tempos em tempos e será necessário em caso de manutenção (se precisar trocar algum transistor, por exemplo).

  • Placa deve ter trilhas largas e bem construídas, sem cruzamento de trilhas críticas e com isolamento/blindagem GND eficiente (instalar distante o suficiente do transformador)
  • Circuito antipop (relé de saída) é opcional, mas eu recomento aplicar no projeto de qualquer amplificador
  • A corrente máxima fica em torno de 800mA por canal com a configuração apresentada, mas se você alterar o resistor de 560R poderá ajustar a corrente de trabalho (BIAS)

Primeiro acionamento do amplificador


Antes de qualquer coisa, revise novamente as conexões. Depois que conferir tudo, acione o amplificador com os falantes conectados e uma lâmpada-série para evitar possíveis danos. Deu tudo certo? Remova a série e ligue diretamente à rede elétrica.

Primeiro passo: 'aterre' as entradas ou feche completamente o potenciômetro de volume dos dois canais, conecte as caixas de som e alimente o circuito. Feito isso, ajuste perfeitamente a tensão de saída dos LM317 para 22V.

Segundo passo: ajuste de BIAS é 11V entre GND e o positivo do capacitor de saída, a partir do trimpot entre GND e base do transistor de entrada. 

Aguarde pelo menos 10 minutos e meça novamente a tensão dos reguladores e BIAS. Se necessário, refaça o ajuste e aguarde estabilizar. Importante usar trimpots multivoltas para maior precisão no ajuste das tensões de 22V e 11V de BIAS. 

Minha opinião sobre o Minimalista Amplifier


Eu tive uma experiência muito boa com o circuito do Pur'A - Amplificador de Potência Hi-End Classe A, mas posso dizer com toda certeza que o Minimalista Amplifier inspirado no JLH 1969 soa mais claro, possui nuances que o Pur'A não alcançava mesmo em volumes mais elevados. Acredito que a qualidade desse circuito possa ser explorada ainda mais com transistores de diferentes características, em busca de mais ganho e clareza no espectro das frequências audíveis. Eu quis aplicar os TIP41C por ter tido bons resultados com o Pur'A, mas nada impede que sejam feitos testes com outros tipos, e eu encorajo que alguém o faça!

Baixe aqui o arquivo PDF com o esquema elétrico completo e placa de circuito impresso do Minimalista Amplifier.

Versão 1.1



Nova versão 1.2

Atualizado em 20/06/2025 12h41




















Sugestão de placa de circuito impresso completa (28,95 cm x 12,65 cm)







Visualização 3D da placa de circuito impresso (versão 1.2)



A PCB da versão 1.2 foi gerada no Kicad 9 e pode ser utilizada como referência se você for montar o projeto. Possui todos os circuitos numa placa só, bastando alimentar com o transformador recomendado no esquema elétrico.

Nova versão 1.3

03/2026 - Versão aprimorada com alterações no layout anterior, placa desenvolvida em formato monobloco para maior fidelidade e compromisso com a qualidade hi-end. Estou preparando a montagem de um novo modelo de gabinete para aplicação dessa versão : )

Baixe os arquivos da nova versão


O projeto está na PCBWay e atualizado para versão 1.4 da PCB. Importante: o esquema elétrico da versão 1.3 atende a placa de versão 1.4. Você pode encomendar as placas a qualquer tempo:


Silk da placa versão 1.3

Layout da placa versão 1.3


Esquema elétrico 1.3







Fotos do protótipo que deu origem à versão 1.1 e 1.2, montagem compacta e robusta com cara de vintage.







Vintage Audio Limiter: um clássico limitador de sinal usando LDR (opto limiter, lightspeed)

Tudo começou há alguns anos com a primeira versão do circuito que aplicado no projeto Projeto Labrador - H2PV1 Home2Pro Limiter & Clear, em fevereiro de 2016. De lá pra cá, acabei me esquecendo desse projeto e eu achava até mesmo que sequer tinha anotado esse esquema elétrico na época. Com a produção do Minimalista receiver em novembro de 2024, senti a necessidade de revisitar aquele projeto simples e eficiente que há anos me atendeu muito bem porque as entradas desse receiver não possuem compensações, ou seja, não são canais dedicados para tape, aux, phono etc. e possuem o mesmo nível de entrada. 

Pensando nisso, procurei muito pelos arquivos de projetos que mantenho como registro e por sorte, encontrei o esquema elétrico original do limiter de 2016, bastante simples e de fácil construção. Como seria de se imaginar, lá fui eu incrementar o projeto para tirar o máximo de qualidade e amostragem possíveis. Num primeiro momento, pensei em montar o circuito em um novo projeto, com características próprias e um gabinete individual - como era o projeto original - mas pensando de forma prática, por que não integrá-lo ao Minimalista Receiver e aproveitar toda a infraestrutura que ele já possui?! Sim, fonte, impedâncias, gabinete blindado etc. são muitas vantagens e além disso, a necessidade surgiu justamente por conta dessa aplicação - o receiver. 

Podemos dizer até que o Minimalista Receiver é uma integração muito melhorada do Home2Pro com o M1 Switch box

Funcionamento do limiter


Vou aproveitar um trecho do texto do projeto original do limiter para ilustrar o conceito básico de funcionamento:

Quanto ao ajuste automático, optei por montar uma cápsula limiter com um LED 3mm vermelho de alto brilho apontado para um LDR precisamente selecionado a uma distância cravada de 3mm num ambiente interno totalmente isolado e escuro. A configuração foi crucial e perfeitamente encontrada após horas de testes massacrantes. Parece simples - e é - mas no controle dessa interface é que mora o segredo do projeto. Porque se você acha que basta o LED piscar para cair a resistência no LDR, você está enganado. O controle - depois de ser calibrado internamente, claro - analisa a resistência atual do LDR, cruza essa informação com o sinal de entrada e envia para o LED a informação precisa de 'quanta luz' deve emitir e quanto tempo deve se manter iluminado para cada pico de sinal. Seguindo o mesmo princípio, o controle envia para o LED a informação para se apagar rapidamente quando a resistência lida no LDR é proporcionalmente inferior ao necessário para manter a saída constante, o que faria com que o sinal 'caísse' tornando o sinal de entrada menor do que o pico atual. Mais uma vez o circuito de controle atua de forma precisa e rápida sem perder as características originais do sinal. Claro que toda essa função é processada num período de tempo extremamente curto para que consiga acompanhar cada linha de sinal que chega ao circuito. Enquanto você lia essa informação, o circuito já operou a função milhares de vezes.

Com a nova versão, alguns pontos foram aprimorados, como a própria cápsula que aponta o LED para o LDR, além da calibração de resistência mínima que foi adicionada para que o pico de atenuação dos LDRs seja exatamente igual em ambos canais, facilmente ajustável pelos trimpots multivoltas. Há dois controles no painel frontal, um para ajustar o range (CUT) e outro o tempo de atenuação (TIME) ajustando o sinal como se fosse um attack/release mais aveludado. Também existem dois LEDs ACT nos circuitos que servem como um visual da quantidade de sinal que está sendo atenuado em tempo real. Adicionalmente, foi acrescentado um botão de pressão ON/BYPASS que permite desativar o limiter a qualquer tempo, com dois LEDs indicadores de status - azul para ON e vermelho para BYPASS. O casamento entre o limiter e o receiver resultou numa solução clássica para audição de diferentes fontes de sinal mantendo o volume master num nível mais adequado para todas as aplicações.

Calibração das cápsulas


É necessário ajustar a resistência mínima de atenuação dos LDRs de forma individual pelos trimpots TR1 e TR2, que são multivoltas e permitem um ajuste fino.

  • Alimentar o LED da cápsula entre 2.5V e 3V
  • Medir a resistência do LDR entre os pontos LIMITER IN R e GROUND 
  • Ajustar TR2 até obter 2 k na leitura do multímetro
  • Aguardar estabilizar e garantir que TR2 esteja no ponto

Repetir a operação para o outro canal e finalizar a montagem do circuito.

Pequeno manual de boas práticas


Vou comentar alguns pontos do circuito para ajudar na interpretação do projeto atual e as modificações possíveis que você poderá fazer para customizar seu projeto.

  • Chave GROUND/LIFT e seu LED são opcionais, assim como os LEDs 'preview' do limiter e os peak level do pré-amplificador
  • Reguladores 78XX não precisam de dissipador de calor, mas dependendo do transformador utilizado, recomendo aplicar pelo menos no 7805 (ou fixar os reguladores num ponto metálico do gabinete para evitar aquecimentos desnecessários)
  • Conectores que utilizei são RCA e recomendo que faça as conexões com GROUND o mais perfeccionistas possível para evitar ruídos
  • Pode alterar o ganho do TL082 como preferir, mas não há necessidade se for aplicar entradas comuns (rádios, tapes etc.)
  • O mesmo circuito do limiter pode ser adaptado para pedais de guitarra (sim, já fiz algo assim e fica excelente) ou para utilização em mesas de som pelo SEND/RETURN para voz e instrumentos que precisam ser limitados (também já fiz e o resultado surpreende)
  • A distância ideal entre o LED e o LDR na cápsula é de 1 cm (precisa ser totalmente escura e isolada com LED e LDR perfeitamente alinhados frente a frente)
  • Limpe a face do LDR e do LED antes de fechar a cápsula para remover sujeiras e garantir a melhor absorção/emissão de luz possível
  • O circuito de referência do limiter (etapa com BC546 na folha 'PREAMP + LIMITER REFERENCE + PEAK LEVEL') já está calibrado dentro daqueles valores e equivalentes do transistor podem ser aplicados sem problemas
  • Faça casamento dos LDRs: mesmo que o circuito possua a calibração inicial, selecione aqueles que mais se aproximam entre si no valor de resistência quando iluminados pelo LED (dica de calibração descrita anteriormente)
  • Realize a montagem da forma mais cuidadosa possível e prefira gabinetes metálicos para aproveitar a blindagem natural do material (aterrar de forma eficiente a carcaça)
  • Com a exceção do LED das cápsulas, todos os demais LEDs indicadores podem ser substituídos por outros com a devida compensação dos seus resistores limitadores
  • Aterrar ao GROUND todas as partes metálicas (como potenciômetros) e usar cabeamento blindado se for montar ponto a ponto



Baixe aqui o arquivo PDF com o esquema elétrico do Vintage Audio Limiter.



Acompanhe a evolução do projeto pelo post do Minimalista Receiver


Para facilitar a localização dos arquivos das versões e também para futuras atualizações, compartilhei as pastas onde estão salvos os esquemas elétricos e desenhos das placas de circuito impresso.

Projeto Jukebox AP - uma jukebox perfeita para apartamento!

Depois de muitos anos com a CUBE, vimos uma necessidade de reinventá-la: aproveitar a estrutura atual, aprimorar a audição e transformar o gabinete móvel em um painel para ser fixado na parede, como era a sua irmã antiga. Desmontei todo o móvel da CUBE e fiz alguns recortes nas peças para que ela ficasse o mais compacta possível, melhorando a acústica e aprimorando o amplificador original para termos (ainda) mais qualidade.

O que mudou?


Além da estética renovada, troquei a tela (que estava com pouco brilho e com algumas manchas de tempo de uso) e refiz o amplificador de potência para que os dois TDA2030A trabalhassem em ponte - o famoso bridge/BTL - aumentando muito a potência final e trazendo mais qualidade no timbre dos alto-falantes, que 'entregavam menos' do que deveriam por conta da baixa potência individual dos circuitos. Também adicionei um controle de loudness antes do volume, trazendo mais qualidade aos graves e agudos e tornando a audição ainda mais agradável - circuito muito bacana que encontrei no site RF Cafe, disponível em https://www.rfcafe.com/references/electronics-world/loudness-control-electronics-world-december-1963.htm. Claro, alterei um pouco os valores para que o timbre soasse como eu gosto e o resultado surpreendeu!

Ainda faltam alguns detalhes estéticos - como uma tampa traseira de proteção para os componentes, uma plaquinha artesanal com a data e nome do projeto que será fixada na tela dos alto-falantes, o suporte traseiro para fixação na parede etc. - mas praticamente tudo o que estava nos planos foi concluído até agora.

Aproveita e segue o diyPowered no Instagram pra gente conversar mais sobre os projetos! Costumo postar alguns conteúdos exclusivos por lá. Ah, o software é o SK Jukebox e está disponível para download aqui no site se você quiser experimentar.

Baixe aqui o arquivo PDF com o esquema elétrico da fonte de alimentação, do amplificador e do circuito loudness. Se tiver alguma dúvida, comenta aqui na postagem que respondo bem rapidinho : )















Minimalista receiver: switch de áudio digital com 4 canais, peak level e pré-amplificador

De uma simples ideia a um minimalista receiver: um clássico J-FET duplo casado na entrada como pré-amplificador, grandes LEDs 'big red eyes peak level' independentes por canal, controle de ganho por carga aplicada e quatro canais digitalmente selecionáveis. É um projeto feito sob medida que permite conectar até 4 dispositivos ao mesmo tempo, selecionando qual deles está ativo com apenas um botão e exibindo o número do canal que está sendo ouvido num display LED.

Um projeto minimalista


Sem querer reinventar a roda, o receiver é CD4017 para seleção dos canais que são gerenciados pelo duplo SN74HC4066, CD4511 como driver do display LED e TL082 como pré-amplificador - praticamente na mesma configuração do projeto anterior. Particularmente, gosto muito da resposta do TL082 e já empreguei ele em outros projetos, mas você pode optar por outros CIs mais novos e aprimorados, se preferir. Todo o conjunto é alimentado por tensões +12V e -12V para o TL082 e os circuitos peak level e +5V para o CD4017, CD4511, display e SN74HC4066 que são fornecidos por uma fonte robusta e superdimensionada, como de costume. No protótipo, por falta de um regulador 7912, optei por montar todos os reguladores de tensão com transistor e zener, como se fazia antigamente. Mas recomendo que use os reguladores de tensão que estão no esquema elétrico por questões de eficiência, proteção e qualidade. De toda forma, o circuito vai se comportar muito bem, é um projeto maduro e já utilizado anteriormente no M1 - Digital Switch Box, que possuía dois canais e um pré-amplificador discreto com transistores, o primeiro que montei há mais de uma década.

Todos os 4 canais - 3 canais com conectores RCA e 1 com conector P10 estéreo - possuem a mesma característica de sinal, ou seja, não existe diferença de ganho entre eles e tanto faz em qual canal conectar isso ou aquilo. Eu poderia ter feito como fiz no Pré-amplificador com TL 082 e VU meter analógico (line and phono preamplifier), que possui um canal Phono com ganho muito superior ao canal Line, mas preferi deixar todos iguais para que as conexões futuras permitam um controle mais fino de cada equipamento - por exemplo, o toca-discos vai passar por um pré-amplificador específico para ele antes do receiver, a TV vai conectada diretamente pelo receiver, e assim por diante.

Antes de qualquer coisa, tenha muito cuidado ao realizar qualquer tipo de reparo, modificação, ajuste ou intervenção em equipamentos elétricos ou eletrônicos. Primeiramente, pela sua segurança. Não me responsabilizo por quaisquer prejuízos que você possa causar ao equipamento, a você e/ou a terceiros. Faça por sua própria conta e risco.

Cuidados na montagem de circuitos sensíveis


Empregar circuitos integrados em qualquer projeto pode ser desafiador. Desde a qualidade das conexões até a prevenção de possíveis interferências que podem acontecer entre circuitos, existem vários fatores que podem contribuir para que dois circuitos montados de forma idêntica apresentem comportamentos distintos: trilhas mal dimensionadas ou cruzadas, pontos de solda fria, cabos de baixa qualidade, fonte de alimentação com regulagem ineficiente, interferências irradiadas, conduzidas ou até uma tensão de trabalho instável podem fazer com que o circuito se comporte de uma forma completamente inesperada, causando uma grande perda de tempo em busca de um problema que nem sempre corresponde aos sintomas apresentados. Para evitar transtornos na montagem desse projeto ou de qualquer outro que envolva circuitos sensíveis, anota aí:

  • Tenha cuidado ao manipular circuitos integrados, existe um negócio fatal chamado energia estática
  • Vai confeccionar a placa? Seja meticuloso com as trilhas mais finas
  • Vai desenhar um layout de placa exclusivamente seu? Tenha cuidado com trilhas de sinais e garanta que tudo vai ser montado com qualidade
  • A fonte de alimentação precisa fornecer energia de alta qualidade regulada para evitar ruídos e comportamentos erráticos dos circuitos
  • Use soquetes para montar os CIs (vai me agradecer o dia que precisar trocar um deles)
  • Escolha um transformador de qualidade
  • Superdimensionar a fonte é meu critério pessoal, mas faça como você achar melhor!
  • Use cabos blindados para transferir sinal entre entradas, circuitos e saídas
  • Conectores de qualidade, por favor!
  • Fixe todas as partes, organize a sua montagem
  • Seja metódico com os grounds dos circuitos para evitar ruídos
  • Compre de fornecedores confiáveis: a falsificação de componentes é uma (triste) realidade
  • Eu montei o protótipo fisicamente, ponto a ponto, com solda, porque tenho preguiça de montar na protoboard (e tenho uma forte tendência a desconfiar da eficiência dos seus contatos internos) e se você pretende usar para criar circuitos mais elaborados, seja cauteloso para garantir que tudo esteja em contato
  • Mantenha os circuitos críticos isolados fisicamente de cabos AC, transformador e qualquer outro componente que possa gerar interferências
  • Quer mais dicas? Aqui tem uma minissérie baseada nas premissas diyPowered : )

Utilizar uma chave física multipolo para selecionar os canais ou ainda aproveitar relés especialmente desenvolvidos para comutação de áudio deixaria a gente mais feliz, pelo desejável true bypass. Mas a necessidade que tenho é muito bem atendida dessa forma e não vejo motivos neste momento para mudar isso. Seria uma versão bastante interessante para um minimalista receiver, concorda?! O protótipo será usado por tempo indeterminado como piloto, em busca de melhorias e de novas funcionalidades.

Baixe aqui o arquivo PDF com o esquema elétrico do Minimalista receiver.


Baixe aqui o arquivo PDF com a sugestão de layout para as placas do Minimalista receiver.





The big red eyes peak level

Entradas à direita, saídas à esquerda









*** 28/02/2025

Nova versão 1.2 liberada com pequena alteração no start/reset do CD4017. Se for montar na placa de circuito impresso, basta adaptar no mesmo layout da versão 1.1 (apenas um resistor e um capacitor).





Baixe aqui o arquivo PDF com o esquema elétrico do Minimalista receiver 1.2



** 10/03/2025

Implementado no projeto o Vintage Audio Limiter, um clássico atenuador de volume baseado em LDR acionado por LED. Já havia montado esse mesmo projeto no passado e usei o circuito original como referência para aprimorar a resposta do circuito.

Poderia ter montado de forma independente do receiver? Poderia, mas quis integrar a ele essa funcionalidade para aprimorar a audição, visto que todos os 4 canais possuem a mesma dinâmica de seleção e não possuem circuitos clássicos como tape, radio, phono etc. e dessa forma, mesmo que uma música soe mais alta que a outra, o limiter vai fazer essa compensação.

Pretendo fazer uma postagem dedicada ao circuito do Vintage Audio Limiter, mas por enquanto, vou disponibilizar a versão 1.3 do Minimalista Receiver com algumas melhorias nos circuitos originais com a adição do recurso limiter, que pode ser desligado ou ligado a qualquer tempo e possui ajuste de corte (cut) e de tempo (time) tornando a correção do pico de sinal bastante uniforme e suave. Nessa versão, o esquema elétrico traz as conexões de entrada e saída de sinais.

Baixe aqui o arquivo PDF com o esquema elétrico do Minimalista receiver 1.3


Para facilitar a localização dos arquivos das versões e também para futuras atualizações, compartilhei as pastas onde estão salvos os esquemas elétricos e desenhos das placas de circuito impresso.

Versão 1.1 - 11/2024
Versão 1.2 - 02/2025 (usar a mesma PCB do 1.1 com pequena alteração)
Versão 1.3 - 03/2025 (com várias melhorias nos circuitos e adição do Vintage Audio Limiter)
Versão 1.4 - 04/2025 (alterações no atenuador) 
Versão 1.5 - 04/2025 (melhorias no preamp/limiter)
Versão 1.6 - 09/2025 (melhorias no limiter) NOVO! ATUALIZADO









** 19/04/2025

Ajustes finos no circuito de referência do Vintage Limiter levaram a novos resultados, sendo alterado o esquema elétrico para versão 1.5 no mesmo mês em que a versão 1.4 foi publicada. O projeto - que começou despretensioso - ganha cada vez mais qualidade e uma gama de possibilidades se abrem a partir da validação constante dos circuitos.

Todos os arquivos com esquemas desde a primeira versão podem ser baixados gratuitamente aqui. A versão 1.1 possui layout para PCB que pode ser modificado para versão 1.2 e servir como referência para um novo layout na versão mais recente.

Se o projeto lhe inspirar de alguma forma, considere apoiar este site : ) 


** 25/09/2025

Pequenas melhorias no limiter abrangendo o ganho da referência e resposta do ajuste de tempo.

Versão 1.6 - 09/2025 (melhorias no limiter) NOVO! ATUALIZADO

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