dRUNkBOX - Preciso dizer mais?!

Mais do que uma central multimídia e uma fonte de diversão, a dRUNkBOX se tornou parte imutável da nossa sala. Bonita, prática, robusta, com dimensões reduzidas e produzida com o que seria lixo eletrônico

Montei minha primeira jukebox há alguns anos. Ela ainda existe e está com o Alex - salve! Quando morava no Rio, via as máquinas nos bares e pensava se eu seria capaz de montar uma. Sim, eu sou!

Na época, não prezei pelo tamanho e aproveitei todas as peças da sucata. O resultado foi um móvel com tudo embutido, neón frontal, tela 17" CRT e amplificador interno. A configuração era 4GB RAM, HD 160GB, placa mãe MSI com placa de som 7.1 e o bom e velho Windows XP Professional SP3. Nos amplificadores (estéreo) utilizei os TDA2030 com fonte simétrica e, então, bastava ligar a jukebox na rede elétrica e plugar as caixas de som. O resultado final do visual não foi muito bom, mas como se tratava de um protótipo para fins etílicos, utilizamos em alguns encontros entre amigos.

Muito tempo depois, decidi montar uma nova jukebox utilizando componentes mais nobres com tamanho reduzido e sem amplificador interno. Optei por utilizar um monitor LCD dessa vez. A parte interna é compactada na placa de um netbook Asus Eee PC 1201T com 2GB de RAM e HD de 80GB. Roda Windows XP Professional SP3 e o software escolhido foi o SK Jukebox 4.01 que é gratuito e muito bom. A máquina tem, basicamente, sistema operacional com codecs de áudio e vídeo e o software SK Jukebox. A base da montagem é uma tampa de acrílico revestida internamente que, originalmente, era de um antigo toca discos. Os formatos - que eu padronizei - são o .mp3 para os arquivos de áudio e .avi para os arquivos de vídeo. A drunkBOX é fixada na parede da sala e a administração dos arquivos é feita de forma remota via rede, bem como a transferência de novos discos ou DVD's. A navegação pelos discos é facilitada pela capacidade da SK Jukebox de mapear as teclas do teclado numérico, dentre outras funções incríveis, e também da possibilidade de personalização de fontes, cores, etc.

Como não possui amplificador interno, ela foi conectada ao Home Theater por meio do M1, que é um switch digital de áudio que eu desenvolvi há pouco tempo e que já foi publicado aqui no blog. A capacidade de armazenamento fica por conta da sua playlist. Atualmente, temos quase 50GB de dados, o que inclui vários discos e alguns shows em DVD também.

A única coisa que comprei para este projeto foi o teclado numérico. O resto, seria lixo eletrônico.



Reprodução de músicas

Conector AC, botão (feio) ON/OFF e P2 (Line Out)

Tela de boot do Windows XP alterado
A frase abaixo era repetida por minha avó, que bebia comigo
e sempre dizia 'bebo sim e vou vivendo. Tem gente que
não bebe e está morrendo.'

Reprodução de vídeos

** 06/01/2015

Após alguns meses de uso, o HD original (80GB) foi substituído por questões de capacidade (320GB) e também pelo SMART ter sido danificado. Logo, decidi substituir de imediato antes que a coisa ficasse feia. A jukebox segue funcionando perfeitamente e agora possui cerca de 80GB de dados, entre discos e shows completos em vídeo.

Legislação

Se você pretende montar uma jukebox, fique atento quanto aos limites de uso sob pena de processos e encrencas maiores. Como a nossa legislação digital ainda é precária, opte por reproduzir suas músicas somente em casa, como lhe é de direito ao comprar os CD's e DVD's. Instalar equipamento para uso comercial requer licença e autorização, com recolhimento dos devidos impostos e sujeito a fiscalização constante. Cumpra o seu dever e não infrinja os direitos dos outros.

Claro que, com uma lei tão confusa e falha, há quem defenda a premissa de que se você comprou o CD ou o DVD, você deverá reproduzi-los somente no formato em que lhe foi fornecido, ou seja, não pode transformar a mídia física em arquivos digitais para quaisquer fins. Reza a lei que alterar o formato de reprodução infringe o direito que lhe foi concedido ao pagar pela obra, mas se eu e você pagamos pela obra e estamos apenas reproduzindo aquilo o que nos é de interesse na forma da lei que é apresentado de uso pessoal e individual, não estamos utilizando formas de reprodução pública ou radiodifusão ou qualquer outro meio de distribuição, que mal haveria? Obviamente que se trata de um assunto extenso e complexo onde cada um defende o seu ponto de vi$ta, e não cabe a mim ou a você discutir isso.

Sistema Operacional

Você também deve observar a questão legal sobre o sistema operacional. Nesse modelo utilizei o Microsoft Windows XP Professional SP3 x86 devidamente licenciado e atualizado até o ponto final, onde a Microsoft encerrou o seu suporte. Claro, pretendo atualizar para o Windows 7 um dia, ou até conseguir um software para Linux - que seria perfeito - mas por enquanto, fica o bom e velho XP. E se tratando de uma máquina não possui acesso à Internet, ou seja, o SO roda puramente para manter a jukebox ativa, não vejo problema algum em mantê-lo funcionando por tempo indeterminado. Até porque o SK Jukebox é um software abandonado há anos, e não irá requerer maiores funcionalidades e suporte que o XP pode oferecer sem maiores esforços.

** 24/04/2015

Não mencionei na época, mas o acrílico é revestido internamente pelo encarte de um disco do Pink Floyd - Animals.

Algumas alterações visuais na jukebox e um vídeo demonstrativo bem simples para destacar um dos melhores projetos DIY Powered até aqui.





** 25/04/2015

Há algum tempo o monitor vinha apresentando linhas e algumas falhas nas cores. A coisa só piorou e passou a distorcer a imagem em alguns casos. Decidi tirar a jukebox da parede para limpar (estava bem suja de poeira) e aproveitei a empreitada para verificar esse problema. 

Depois de testar vários capacitores da placa principal e refazer algumas soldas sem sucesso, decidi verificar a placa do LCD. O problema era causado por uma solda fria num aparente regulador de tensão. Problema resolvido e até cores, brilho e contraste ficaram mais intensos.

** 03/01/2016 

Após meses de diversão e horas de música, após desligar na noite anterior, pela manhã a jukebox não tinha som. Fui verificar e a placa de som havia 'desaparecido'. Não ficou como dispositivo desconhecido nem nada, simplesmente sumiu. Como não quis investigar e perder o dia em cima disso, aproveitei a oportunidade para fazer um upgrade: instalei a placa de um Acer Aspire 5516 - AMD Athlon TF-20 1.60GHz - que estava guardado faz tempo. Ficou com 1GB de RAM, módulo original dessa máquina. Placa bem maior que a anterior, mas deu tudo certo e já ao final da tarde a jukebox estava operante.

A placa do Acer possui chipset AMD ATI, placa de vídeo e áudio melhores que a placa do Asus. Ainda não tenho destino pro Asus, e ainda falta testar melhor para saber o que houve com a placa de som. Em todo caso, ideias não faltam para implantar com essa placa.

** 10/01/2015

Testei o conjunto anterior (ASUS) em ambiente Linux e realmente, está sem som. O SO instala o driver, há todo suporte de controle de áudio mas não há qualquer som na saída. Como não há qualquer razão para que o conector de áudio tenha sido danificado, resolvi abandonar a placa de áudio - o resto funciona normalmente. Ironicamente, há algum tempo, descartei uma placa auxiliar desse mesmo modelo... Esse netbook possui a placa de som e duas portas USB destacadas da placa mãe, e sei lá porquê, achei que não teria problemas com esse conjunto e descartei a placa auxiliar... Ônus à parte, a jukebox segue funcional. É o que importa, no final.

** 07/02/2016 

Depois de penar sem o libmad/libavcodec - que definitivamente não funcionaram nessa versão do driver Realtek da placa do Acer - decidi montar meu limiter & clear. Agora tudo ficou mais legal ainda e o áudio, cada vez mais limpo. Conheça o H2PV1 Home2Pro Limiter & Clear

** 01/04/2016

Quase um ano após a primeira intervenção no monitor, há algumas semanas comecei a notar as malditas linhas novamente com um diferencial: a tela se apagando e criando imagens abstratas como quando o LCD dá pau. Enquanto degustava as duas últimas Stellas da noite anterior, desmontei a jukebox para rever o monitor.

Encontrei um capacitor danificado e refiz algumas soldas por garantia. Tudo funcionando novamente como novo!

** 14/04/2016

Pois é. O monitor decidiu se entregar e o defeito voltou pior ainda. Como ele já tem idade e cumpriu muito bem seu papel, entendi que era hora de trocar por um novo bom usado. E lá vamos nós de novo com as permutas - valeu, Cristian! - que nos enobrecem. Esse aí me custou uma placa mãe ECS com 2GB de RAM e um bom e velho Intel Core 2 Duo instalado.


Nova cara da jukebox
 ** 29/03/2017

Tela de boot alterada com novo logo diyPowered. No mais, segue funcional e perfeita! Consegui uma sucata de DELL bem novo, já com DDR3 e aquela placa de som ótima que só os DELL e os HP possuem, mas ainda nem cheguei a testar. Se tudo estiver ok, pretendo fazer mais um upgrade na jukebox para melhorar a qualidade e também poder aplicar alguns recursos como o EqualizerAPO, que conheci há alguns meses e tenho utilizado no meu desktop.



** 19/07/2017

O software SK Jukebox foi liberado para download no diyPowered Drive com o upgrade para 4.1 e os fixes. Testado em Windows 7, funciona perfeitamente.

M1 - Digital Switch Box

Muito mais do que cumprir seu papel, este pequeno notável  engrandece o áudio e permite que a audição seja aprimorada em cada timbre. Claro, desde que o Home Theater/amplificador responda à altura!

Desenvolvido recentemente para conectar o receptor da TV por assinatura e a drunkBOX (saberão mais a respeito nas próximas postagens) à entrada do Home Theater, o M1 possui duas entradas estéreo com comutação digital a partir de um único botão de pressão NA localizado no painel frontal. A seleção é visual por meio de um LED bicolor, onde azul seleciona o canal 1 e amarelo, o canal 2. Para maior praticidade de uso, quando conectado à rede elétrica pela primeira vez, o M1 é ligado automaticamente no canal 1. Para selecionar o canal 2, basta pressionar o botão de seleção. 

O aparelho possui entradas e saídas padrão RCA, gabinete metálico comum ao terra e pré-amplificadores FLAT de ganho contínuo desenvolvidos exclusivamente para o M1 que compensa as perdas de cabeamento e comutação. O consumo é muito baixo, o que permite que o aparelho permaneça ligado de forma contínua. Outras formas para indicar  visualmente a seleção dos canais foram consideradas, como um display que exibisse CH1 e CH2 ou LED's independentes para cada canal, mas a forma mais prática de tornar o aparelho apenas um acessório e não uma atração foi mesmo deixá-lo o mais discreto possível utilizando um LED transparente bicolor de 5mm com brilho reduzido e uma única chave no painel, que é o botão de comutação dos canais. 

O esquema é enxuto, possui resposta rápida e limpa, áudio claro e sem deformações e saídas com alto ganho e peso sonoro. Todo o circuito é alimentado por uma fonte estabilizada e muito bem filtrada de 12V com corrente máxima de 150mA. O gabinete e o transformador foram reaproveitados de um switch de câmeras de CFTV.



Painel frontal com o aparelho desligado

Painel traseiro (sim, marcações feitas à mão)

Painel frontal com o aparelho ligado (CH1)

Painel frontal com o aparelho ligado (CH2)

microSub Multimídia

Utilizando filtros ativos, um falante de 8" e alguns poucos e fiéis componentes, o microSub foi muito utilizado há algum tempo em conjunto com dois satélites 2.1 da Creative. O resultado final foram graves intensos e aveludados com os limpos médios e agudos que somente uma Creative pode oferecer

Um dos primeiros projetos que finalizei. E faz muito tempo. Caixinhas 2.1 não são capazes de fornecer graves razoáveis e como eu não suporto ficar sem graves, decidi montar esse monstrinho utilizando toda e qualquer sucata. O aspecto final não seria muito importante, já que a ideia era não gastar com isso. Utilizando filtro ativo, dois TDA2030 em ponte num falante de 8" com impedância de 8R, montei tudo numa caixa firme de MDF com entrada RCA e saídas P2 para os satélites. Pena que me desfiz desse microSub, era excelente.

No painel, um controle de volume para os graves e um controle para os satélites. Um LED bicolor indicador de atividade (branco) e outro (vermelho) indicador de espera. Quando não detectava áudio por cinco minutos corridos, entrava em espera e silenciava as saídas, desconectando também a alimentação dos TDA. Outros dois LED's brancos indicavam Input Signal e fusível DC. Também havia uma chave que desligava a espera do microSub, mantendo-o desligado de forma permanente. O revestimento externo? Jornal com verniz incolor.



microSub ligado (sem knobs mesmo)

Em espera (sem sinal de áudio)

Case para pedais Black

Tamanho reduzido, leve, impermeável, seguro e bonito. Características desejáveis para um case que servirá de base permanente para pedais caros que, geralmente, giram em torno dos três dígitos

Desenvolvido na mesma época do Vintage Pro, este case foi produzido para o amigo Léo - baixista dos melhores - que havia comprado pedais e cabos novos e precisava de transporte seguro. Inteiramente em MDF e fechado com perfil de alumínio, o exterior foi pintado de preto fosco e revestido com verniz incolor para selar e dar um brilho diferente. As fotos foram cedidas pelo próprio e pelo que sei, está em uso até hoje.



Vista superior com os pedais

Case fechado

Case fechado em sua posição de transporte

Case para pedais Vintage Pro

Segurança, flexibilidade e muito estilo para carregar pedais de efeito e acessórios para o guitarrista. Em MDF com revestimento impermeável e fechado com perfil de alumínio, o Vintage Pro acomoda os pedais de forma fixa e os protege contra choques físicos, poeira e movimentos bruscos

Desenvolvido após o Vintage Pro II, o case abriga até cinco pedais e os mantém no lugar ao ser transportado. Todo músico sabe o quanto é importante manter um set pré-configurado e fixo, bem como manter seus equipamentos em segurança e tudo isso foi impresso neste case. Seu fechamento conta com acolchoado interno na tampa que protege os equipamentos e quatro travas independentes para maior segurança, com suporte a cadeados comerciais.

Forrado internamente e com tampa removível, tamanho digno e espaço de sobra, basta abrir os clips e conectar o set. 



Teste de espaço (mais pedais foram adicionados depois)

Detalhe do conjunto fechado

Detalhe da parte traseira

Finalização do forro

PWA 700T - Amplificador de potência AB 700W de baixa distorção

Baseado nos princípios básicos do PWA 5000, o PWA 700T é uma versão mais enxuta com um gabinete sob medida - acredite se quiser

Exatamente como você leu. A ideia aqui era cortar todo e qualquer custo - o aspecto final não era importante para o 'cliente' - para investir na potência. O transformador de 45V+45V x 8A veio de um mini system e serviu para empurrar toda potência possível de ser tirada dos TIP142 e 147. Com capacitores gordos, pré-amplificador embutido com controle de ganho, Signal Level e monitores DC básicos, o esquisitão aí empurrava sem dó dois falantes de 15" pesados com graves avassaladores. 



Painel dianteiro com o aparelho ligado e com sinal

HF100S - Monitor de alta fidelidade para fones de ouvido

Mais do que um simples acessório, o HF100S foi desenvolvido para aprimorar a audição de qualquer programa de áudio com uma equalização FLAT e ruído baixíssimo, permitindo que o sinal seja enviado aos fones de ouvido da mesma forma com que ele é gerado na fonte

O HF100S é um monitor de áudio para gravações em estúdio de alta fidelidade com saídas independentes e VU Meter de LED desenvolvido com componentes discretos e conectores padrão P10. A necessidade de gravar voz com uma fonte de sinal digna como retorno em fones de ouvido foi o impulso inicial do projeto, que foi muito utilizado na época e ainda se encontra em uso. 

Todo o conjunto foi admitido numa carcaça de CD-ROM, que serviu muito bem de acomodação para todos os componentes e também blindou severamente o equipamento contra ruídos. Este pode ter sido o projeto mais rápido até hoje, mesmo com toda a complexidade dos circuitos, por conta da necessidade. Talvez por isso eu não tenha caprichado no acabamento. De qualquer forma, mais um DIY utilizando lixo eletrônico.



Painel frontal com o aparelho desligado

Painel frontal com o aparelho  ligado e com sinal


Vintage Pro II - Amplificador de potência AB 55W para guitarra com drive

Um excelente amplificador para guitarra que agrega potência com baixa distorção, equalização ativa de três bandas, drive vintage transistorizado exclusivo, entradas alta e baixa, saída de linha, falante de 12" e um super timbre vintage

Esse é meu xodó, sem dúvidas. Como amante dos timbres vintage dos antigos amplificadores, decidi reproduzir toda a nostalgia desde o timbre até a aparência final do projeto. Utilizando como base um transformador de 20V+20V x 3A retirado de um mini system, desenvolvi a potência utilizando um par de TIP3055 e alguns transistores de média e baixa potência. Cheguei a um esquema enxuto, potente e com distorção baixa. Mas precisava de um bom pré-amplificador com drive e equalização que fizessem soar a tal nostalgia. Utilizando alguns transistores de baixo ruído, desenvolvi um drive muito quente e firme, soando como um fuzz mais agressivo e pesado. Não é possível descrever! A equalização de três bandas é macia, presente e alongada, com potenciômetros de 100kb. O controle do drive atua no ganho e em alguns filtros adicionados ao circuito, o que faz com que a guitarra soe de forma grandiosa.

O dissipador - mais lixo eletrônico - foi afixado externamente para garantir a dissipação dos TIP's que aquecem bastante. O gabinete possui blindagem interna com folhas metálicas e toda parte metálica é aterrada. O falante seco de 12" x 60W possui 8R de impedância e cabe precisamente no gabinete. O painel frontal possui uma chave muito resistente, um LED piloto na cor laranja, porta fusível, cinco knobs (volume, drive e equalização) e três conectores P10 para entrada alta e baixa e saída de linha. O gabinete é montado com MDF e fechado com perfil de alumínio. Note que na época em que foi produzido possuía a marca AUDIOBOOMN.



Conjunto Amp + Case Vintage

Detalhe do painel

Silk e knobs

Entradas, chave ON/OFF, fusível e LED piloto

Painel traseiro e seu digno dissipador

O monstrinho em uso

PWA 5000 - Amplificador de potência AB 500W de baixa distorção

Alto desempenho em dimensões reduzidas, monitores de tensão AC/DC, proteção contra surtos na rede elétrica, alta potência e baixa distorção, dissipação controlada e fonte superdimensionada fazem do que seria um simples projeto, um conceito

Desenvolvido com materiais de primeira linha previamente selecionados, o PWA 5000 foi concebido para ser utilizado como via de retorno em shows pequenos e também em ensaios. O circuito - baseado nos TIP142/147 e alguns transistores de média e baixa potência - foi cuidadosamente desenvolvido para agregar toda potência possível com baixíssima distorção, um timbre pesado com médios aveludados e agudos muito bem definidos. Para ouvir suas nuances foram utilizadas duas caixas acústicas dignas de três vias com falantes secos de 12" com capacidade de 300W por unidade e impedância de 8R. 

O PWA 5000 possui monitor de temperatura LCD com backlight e dois coolers 80x80 girando a 40% da capacidade e aumentando a rotação de acordo com a necessidade do sistema. Claro que sistemas dissipativos são mais práticos, mas, neste caso, como a potência é alta e o gabinete reduzido, foi necessário manter a temperatura do sistema controlada. O circuito controlador dos coolers foi desenvolvido exclusivamente para o PWA 5000 e conta com um sensor afixado no dissipador da potência e um sensor de temperatura média interna, afixado no centro do gabinete. 

No painel traseiro encontram-se três pares de conectores RCA - Input, Line 1 (saída para mais amplificadores) e Line Out, que é uma saída em nível de gravação - quatro bornes de saída, fusível AC, chave seletora de tensão e conector AC com pino GND. Já no painel dianteiro temos os LED's dos monitores AC e DC, chave ON/OFF e a saída dos túneis de ventilação. Os minimalistas diriam que são muitos cuidados para um equipamento simplório, mas já discordando, a ideia aqui - e em todos os meus projetos - é aumentar a vida útil ao máximo e baixar a manutenção futura. E isso é simples se você respeita os limites e tem bom senso quanto ao calor dissipado pelos componentes. Como você acha que os excelentes receivers dos anos 80 chegaram até aqui?

Para não dizer que não falei em flores: o display, os conectores RCA de entrada e os bornes de saída, os coolers, a tampa superior (fundo metálico de um monitor CRT) e o transformador (40V+40V x 7A) seriam lixo eletrônico. O gabinete foi montado utilizando MDF e as bordas são fechadas com perfil de alumínio.

Nota: o projeto foi utilizado de forma assídua por cerca de quatro anos e ainda se encontra em uso. Nunca apresentou problemas e o ponto máximo da sua manutenção foi ter que limpar os coolers. Note que na época em que foi produzido possuía a marca AUDIOBOOMN.



Painel frontal do PWA 5000