PWA2030BTL - amplificador bridged com TDA2030A

O amplificador BTL com TDA2030A sempre teve uma proposta bastante direta dentro do diyPowered: explorar a configuração em ponte de um componente clássico e conhecido, transformando dois TDA2030A em um estágio capaz de entregar uma potência consideravelmente maior do que seria possível em uma configuração convencional. A nova versão 1.1 mantém essa essência, mas leva o projeto para uma arquitetura muito mais completa e madura. 

Mais do que uma nova placa, esta atualização representa uma evolução do projeto anterior como um todo, desde o esquema elétrico até a alimentação, proteção, painel e documentação.

Nesta nova versão, o projeto passa a ser desenvolvido como um amplificador monoblock, com todos os elementos necessários para a construção de um módulo de potência completo reunidos em uma única solução. O estágio de saída continua baseado em dois TDA2030A trabalhando em configuração BTL (Bridge-Tied Load), mas agora o conjunto incorpora uma nova arquitetura de alimentação, circuito de proteção dos alto-falantes, controle de volume e interface de painel frontal. O resultado é um projeto mais organizado e completo, mantendo a simplicidade e a identidade DIY que sempre estiveram presentes no projeto original.

A configuração BTL é justamente o elemento central desta proposta. Essa arquitetura permite aproveitar de maneira mais eficiente a tensão disponível para o estágio de potência e resulta em uma potência nominal de aproximadamente 35W totais para o monoblock. É uma aplicação particularmente interessante para quem deseja explorar os limites práticos de um componente clássico sem transformar o projeto em um circuito excessivamente complexo.

Um novo esquema elétrico

O esquema da versão anterior foi completamente revisado e um novo esquema elétrico foi desenvolvido no KiCad, reorganizando os blocos funcionais e incorporando as novas características do projeto. A documentação agora representa de maneira mais clara a arquitetura completa do amplificador, incluindo os dois estágios TDA2030A, a fonte principal simétrica, a fonte auxiliar, o circuito speaker soft start e as conexões externas.

O novo esquema também evidencia uma preocupação maior com a integração entre os diferentes blocos do amplificador. A fonte principal possui sua própria etapa de retificação e filtragem, enquanto a alimentação auxiliar atende aos circuitos que não precisam da mesma capacidade de corrente do estágio de potência. Também foram mantidos recursos como o ground loop breaker, permitindo uma abordagem mais cuidadosa para o gerenciamento das conexões de terra durante a montagem do equipamento.

Uma fonte de alimentação à altura do projeto

Em um amplificador de potência, uma fonte de alimentação robusta é parte fundamental do projeto para alcançar o máximo desempenho do equipamento. Por isso, a versão 1.1 recebeu uma nova fonte de alimentação com maior capacidade de filtragem. A etapa principal utiliza retificação em ponte e um conjunto de capacitores eletrolíticos de grande valor, formando uma reserva de energia muito mais poderosa para o estágio de saída. Essa abordagem segue uma característica importante do diyPowered: quando o objetivo é construir um amplificador de potência, vale a pena dedicar atenção especial àquilo que muitas vezes fica escondido dentro do gabinete. 

Uma fonte bem dimensionada, com boa capacidade de filtragem e distribuição adequada das alimentações, contribui para que o estágio BTL possa trabalhar de maneira mais consistente e para que a placa funcione como um sistema realmente integrado, em vez de simplesmente reunir vários circuitos independentes.

Nova placa com painel frontal

A nova PCB foi desenvolvida como uma placa completa de monoblock, reunindo amplificador, alimentação, proteção e conexões em um único projeto. Mas a proposta não termina na placa principal: o projeto também inclui uma PCB de painel frontal, incorporada à panelização, onde ficam o potenciômetro de volume e os LEDs de indicação. A utilização de uma placa panelizada torna o conjunto especialmente interessante para quem pretende transformar o projeto em um equipamento final. Em vez de pensar apenas na PCB do circuito eletrônico, a placa já considera a interação com o gabinete e com o painel frontal. 

É uma pequena mudança de filosofia, mas bastante importante: o projeto deixa de ser apenas um circuito amplificador e passa a ser pensado como a base de um equipamento completo.

Observações sobre a montagem

  • Use um bom excelente dissipador de calor ou compense com ventilação auxiliar (cooler)
  • Monte a fonte de alimentação com todo cuidado para evitar ruídos e interferências, não poupe esforços e o projeto vai lhe surpreender
  • Aperte bem os CIs no dissipador e use pasta térmica para que a transferência de calor seja eficiente
  • O terra da entrada (E) é comum ao gabinete, mas não é comum ao GND do circuito! Uma chave extra (LIFT/GROUND) que está representada no esquema elétrico como 'opcional' servirá para unir os grounds, se achar necessário
  • Use cabos blindados nas entradas de sinal e dê preferência para gabinetes metálicos - se optar por um gabinete plástico, recomendo forrar internamente com folhas metálicas as partes mais próximas do amplificador e aterrá-las, assim como qualquer ponto metálico 'solto' - como o corpo do potenciômetro, suporte do transformador etc. - para evitar interferências e ruídos (sim, é muito sensível se a montagem não for bem estruturada)
    • Essa união é pelo GND do circuito, não pelo terra do gabinete
  • Caixas acústicas de 8Ω com duas ou três vias são recomendadas, para que toda a qualidade da reprodução possa ser apreciada
  • Atenção aos pontos 'comuns' do circuito, para concentrar a malha e evitar loops de terra

Baixe aqui o arquivo PDF com o esquema elétrico completo do amplificador:

PWA2030BTL - Esquema elétrico.pdf









PROCATER MI5 - Nova versão do protetor contra alta tensão de retorno

Quando falta energia elétrica, um dos hábitos mais enraizados em qualquer casa brasileira é correr até a tomada para desconectar geladeira, freezer, ar-condicionado e demais equipamentos de uso contínuo. O motivo é conhecido: a rede elétrica nacional, especialmente em regiões com infraestrutura mais precária, pode apresentar picos de retorno de tensão extremamente severos no momento em que o fornecimento é restabelecido - casos de redes 127V que saltam para próximo de 180V por períodos de até dois segundos não são incomuns, e esse tipo de transiente é suficiente para causar danos permanentes a compressores, placas eletrônicas e fontes de alimentação com comutação bivolt manual.

O PROCATER (Protetor Contra Alta Tensão de Retorno) nasceu exatamente para eliminar essa vulnerabilidade. Trata-se de um dispositivo de proteção temporizada que se posiciona entre a rede elétrica e o equipamento protegido, suspendendo a energização da carga por um intervalo predeterminado sempre que a alimentação é restabelecida após uma queda. Esse pequeno intervalo - tempo suficiente para que a tensão da concessionária se estabilize - é o que garante que o equipamento jamais receba o pico de retorno, por mais severo ou repetitivo que ele seja.

Funcionamento do circuito

O princípio de operação do PROCATER é deliberadamente simples e robusto, características que se tornaram a marca registrada de toda a linha. Ao ser energizado, o circuito não libera imediatamente a saída para o equipamento protegido: um LED indicador de espera se acende, sinalizando que a temporização está em curso. Decorrido o tempo de segurança, um relé interno comuta e libera a energia para a carga. Caso a energia elétrica falte novamente durante esse processo, ou mesmo de forma intermitente, o PROCATER reinicia o ciclo de proteção, garantindo que o equipamento conectado jamais fique exposto a transientes de religamento, por mais instável que seja o fornecimento.

Além da função temporizadora, alguns modelos incorporam filtros AC para atenuação de ruídos e transientes comuns da rede, fusível de proteção dedicado à saída e, em versões mais recentes, proteção adicional por varistores e indicação de fusível rompido. A capacidade de corrente segura gira em torno de 8A contínuos, com pico admissível de até 10A, o que cobre confortavelmente a grande maioria dos equipamentos residenciais e comerciais de uso contínuo.

Aplicações típicas

O PROCATER foi empregado com sucesso, principalmente, na proteção de centrais telefônicas comerciais em ambientes com histórico recorrente de queima de equipamentos por descargas e sobretensão. Até mesmo em redes com refrigeradores e freezers e sistemas de telecomunicações de uso contínuo o aparelho foi empregado e validado como uma solução eficiente. Em praticamente todos os relatos de campo documentados, a incidência de falhas elétricas nos equipamentos protegidos caiu a zero após a instalação do dispositivo, validando na prática a eficácia do conceito original.

Baixe aqui o esquema elétrico do projeto:


Filosofia de projeto

Ao longo de sua trajetória, o PROCATER evoluiu em duas frentes paralelas: uma linha monofásica analógica individual, sem qualquer processamento digital embarcado (as versões I, II, III, MI e MI Volt), focada em robustez, simplicidade de manutenção e custo reduzido; e uma linha avançada com microcontrolador, representada pelo PROCATER ADVANCE, que introduziu monitoramento em tempo real da rede elétrica e registro de eventos em cartão de memória.

Versão

Modelo

Principais características

V1/2015

PROCATER (original)

Primeira versão do conceito. Circuito analógico monofásico individual. LED PW (vermelho) indica espera; LED OK (verde) ganha brilho gradual até acionamento (~1 minuto). Filtro AC contra ruídos/transientes e fusível de proteção na saída. Carga segura de 8A (pico 10A). Uso pioneiro: proteção de refrigerador residencial e, posteriormente, central telefônica de hotel.

V2/2017

PROCATER II

Segunda unidade monofásica analógica individual, construída para aplicação em telefonia comercial. Mantém a topologia e o princípio da V1. LED único de indicação. Tomada de saída em padrão antigo (proposital, para compatibilidade com instalação local). 

Advance/2017

PROCATER ADVANCE

Evolução para plataforma digital, baseada em microcontrolador ATMEGA328P-PU. Introduz display retroiluminado com leitura da rede elétrica em tempo real, alertas visuais e sonoros, e gravação de logs em cartão microSD para análise histórica de quedas e subtensões, permitindo geração de relatórios e gráficos por período. Alimentação de backup por bateria interna de 7,4V x 2,2A, recarregada automaticamente pelo próprio circuito. Precisão de leitura comparável a multímetros comerciais. Protótipo de viabilidade, sem produção seriada.

V3/2017

PROCATER III

Terceira versão da linha monofásica analógica individual. Adiciona indicador dedicado de fusível aberto (LED vermelho abaixo da caixa de fusível) e pequenos refinamentos no circuito analógico para maior precisão de temporização. Mantém capacidade de 8A safe / 10A peak e tomada padrão antigo na saída. Uso particular (proteção de refrigerador).

V4 (MI)/2018

PROCATER MI

Rebatiza a linha individual com a sigla MI (Monofásico Individual), consolidando um padrão de produto mais definido. Gabinete plástico com fixadores de parede para instalação padronizada. Duas tomadas em padrão antigo. Fusível em caixa externa para troca rápida, dimensionado conforme a carga (até 10A). Cabo de força removível para fácil substituição. LED laranja único de indicação de funcionamento. Voltada a aplicações comerciais recorrentes (centrais de telecomunicações).

V4.1 (MI Volt)/2020

PROCATER MI Volt

Evolução do PROCATER MI para uso doméstico/interno. Principal diferencial: substituição dos LEDs indicadores por um display digital voltímetro DC, permitindo leitura da tensão em tempo real. Adiciona proteção complementar por varistores, mantendo os filtros básicos e o fusível de linha. 

MI5/2026

PROCATER MI5

Versão atual com eliminação da alimentação por transformador, evolução no circuito com destaque para maior capacidade de carga.






Recuperar tablet Samsung Galaxy Tab E SM-T116BU (Stock ROM Android 4.4.4 original)

Session.

Há algum tempo, atualizei o Samsung Galaxy Tab E SM-T116BU com uma imagem Lineage para Android 7. Esse post rende muitos acessos até hoje no site e alguns visitantes pediram a versão original de fábrica - ou stock ROM - para downgrade ou para recuperar instalações truncadas.

Sem mais delongas, estou disponibilizando a imagem original do modelo que vai te ajudar a recuperar esse tablet. 

1. Baixe a ROM original do Samsung Galaxy Tab E SM-T116BU


Baixe aqui os arquivos necessários para atualização do Samsung Galaxy Tab E SM-T116BU e continue seguindo as etapas. Habilite as opções de desenvolvedor pelas configurações e também a depuração USB.

A senha para descompactar o arquivo RAR é diypowered.

2. Entre em modo 'download'


Pressione simultaneamente as teclas power, volume - e home com o aparelho ligado mesmo. Quando aparecer a tela de confirmação, solte as teclas e pressione somente volume + para entrar.

3. Instale os drivers USB Samsung


Instale os drivers USB da Samsung, disponíveis no pacote que você baixou. Ainda com o modo 'download' habilitado, conecte o tablet ao computador usando o cabo USB.

4. Execute o Odin


Agora, execute o Odin como administrador e selecione o arquivo T116BUUBU0ARE1_T116BUZTO0ARE1_T116BUUBU0ARE1_HOME.tar.md5 pelo botão AP, deixando somente a opção F. Reset Time marcada. Clique em Start para começar.

Se tudo correr bem, você verá a mensagem de retorno PASS!.

Agora, pelas configurações do tablet, execute a redefinição de fábrica e limpeza completa do tablet pra deixá-lo no estado de zero.



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