Protetor antipop para alto-falantes (thumps no acionamento de amplificadores)

Este é um circuito clássico e muito simples que garante a proteção dos alto-falantes no acionamento de amplificadores de potência. Sabe aquele 'thump' forte que empurra os alto-falantes pra frente quando você liga ou desliga o amplificador? Então, isso pode causar danos aos drivers, tweeters e até reduzir a vida útil do woofer - fora que não é muito elegante um amplificador com esse tipo de característica. Mas tudo isso pode ser facilmente evitado ao usar esse circuito.

Funcionamento do circuito


O funcionamento é muito simples: ao ser acionado pela fonte auxiliar (que não compartilha GND com o amplificador) o circuito temporiza cerca de 2 segundos e ativa os relés, conectando as potências aos alto-falantes. Esse circuito possui dois LEDs, um vermelho (falantes desconectados) e um azul (falantes conectados) que foram montados estrategicamente atrás de um acrílico-espelho, promovendo um efeito de fade muito bacana durante a temporização - do vermelho para o azul -  fornecendo um visual muito elegante ao projeto e servindo como indicador de 'ligado'. Na partida, as potências estão conectadas via relés aos resistores de acionamento, para evitar que a comutação seja 'seca', de 'sem carga' para os alto-falantes. 

Você pode aproveitar esse esquema e aplicar o protetor em qualquer amplificador que você já possua ou até mesmo em novos projetos que vier a desenvolver. Os relés foram aplicados de forma individual, mas você pode utilizar relés com contatos múltiplos sem problemas. 


Baixe aqui o arquivo PDF com o esquema elétrico completo do amplificador e se tiver alguma dúvida, comenta aqui na postagem que respondo bem rapidinho : )

Amplificador BTL (bridged) com TDA2030A 35W + 35W e proteção para os alto-falantes (projeto completo)

Sempre fui apaixonado por montar amplificadores de potência, pré-amplificadores e circuitos de áudio em geral. Nem sei quantos já montei até hoje, foram vários. Meus preferidos são os classe AB, por uma questão de equilíbrio entre qualidade de reprodução e custo de montagem - embora eu tenha uma forte queda pelos classe A, como já falei por aqui antes, no projeto do Pur'A.

Neste projeto, o escolhido foi o clássico circuito integrado TDA2030A, que equipou vários amplificadores comerciais - tive até um cubo de guitarra que usava ele no projeto - em configuração de ponte (bridged) simples, sem o acréscimo dos transistores externos que podem ser vistos no datasheet do componente. A ideia básica era montar um amplificador com boa potência, que fosse compacto, com uma montagem sólida e confiável, extraindo o máximo de potência sem sacrificar a qualidade. E se você conhece a linha de integrados TDA, sabe que possuem uma boa reputação até hoje, principalmente os TDA2030, TDA2040 e TDA2050. Claro que, entre os monolithic integrated circuit in Pentawatt package, ainda prefiro o LM1875, que equipava um outro amplificador que produzi por aqui há algum tempo, mas todos eles possuem características muito interessantes.

Existem outros CIs amplificadores com maior potência e qualidade que o TDA2030A - como o próprio LM1875 que citei antes - mas como possuo vários em casa, já vinha pensando em dar um destino justo para eles! Lembrando que há equivalência entre alguns TDA e LM da Pentawatt package e você poderá compará-los via datasheet para decidir qual será o melhor para o seu projeto, de acordo com a sua necessidade.

Antes de qualquer coisa, tenha muito cuidado ao realizar qualquer tipo de reparo, modificação, ajuste ou intervenção em equipamentos elétricos ou eletrônicos. Primeiramente, pela sua segurança. Não me responsabilizo por quaisquer prejuízos que você possa causar ao equipamento, a você e/ou a terceiros. Faça por sua própria conta e risco.

Montagem do amplificador


Segui o datasheet com algumas pequenas alterações que já usei anteriormente em alguns projetos com o TDA2030A, com foco em uma configuração de ponte. A alimentação vem de uma fonte simétrica com transformador toroidal, bem dimensionada e largamente filtrada - 4 capacitores de 6800uF e 2 de 2200uF na linha final - que entrega 18V + 18V em aberto com capacidade para até 5A, montada cuidadosamente para eliminar possíveis ruídos. A vantagem de uma boa reserva de potência é perceptível quando se reproduz graves e médios graves, dando a percepção de profundidade e clareza, amanteigando os ouvidos e amaciando os woofers. Os bornes de saída possuem duas conexões a mais, que são os pontos de aterramento do amplificador que poderão ser aproveitados em interconexões com outros equipamentos.

Todos os integrados são montados no mesmo dissipador de calor, isolados entre si, e com o menor espaço possível entre componentes, aumentando a eficiência do projeto. Particularmente, gosto muito de montagens P2P/PTP, ou ponto a ponto, aquelas montagens sem uma placa de circuito impresso, onde os componentes são soldados entre si mesmos ou em ilhoses, com curtas conexões. Os prós ficam por conta da simplicidade da produção, da grande efetividade na conexão dos componentes, baixo risco de interferências (trilhas sobrepostas, ruídos etc.) e os contras começam na dificuldade de uma manutenção futura e na probabilidade de erros na montagem. Nesse caso, como se trata de um projeto simples, sem muitos componentes, uma única placa de circuito impresso pode incluir todo o circuito, sem maiores dificuldades. Mas é você quem deve avaliar qual é a melhor opção para o seu projeto.

Se você nunca montou um amplificador Pentawatt package, cuidado na escolha do dissipador: esses integrados geram muito calor, precisam estar bem fixados e com pasta térmica para evitar danos térmicos e funcionamento intermitente - eles possuem proteções internas muito poderosas e ativas. Não subestime a dissipação de calor desses amplificadores: apesar da potência final deles não ser das maiores, geram muito calor e precisam de uma área considerável para manter a temperatura de trabalho segura. O gabinete que eu escolhi permitiu uma montagem muito precisa, cada componente possui um espaço muito delimitado para ser fixado e precisei medir minuciosamente cada item enquanto fazia a montagem dos circuitos.

O resultado é um amplificador com potência final de 70W em 8Ω, com uma montagem robusta e de qualidade, com um tamanho reduzido e leve, e com um visual elegante. Considere utilizar caixas acústicas de qualidade para aproveitar as características desse amplificador.

Proteção para os alto-falantes (antipop)


Também incluí um circuito de proteção 'soft start' para eliminar aquele 'pop' chato do amplificador ao ser acionado, que empurra com muita força o alto-falante para frente. O funcionamento é muito simples: ao ser acionado pela fonte auxiliar (que não compartilha GND com o amplificador) o circuito temporiza cerca de 2 segundos e ativa os relés, conectando as potências aos alto-falantes. Esse circuito possui dois LEDs, um vermelho (falantes desconectados) e um azul (falantes conectados) que foram montados estrategicamente atrás de um acrílico-espelho, promovendo um efeito de fade muito bacana durante a temporização - do vermelho para o azul -  fornecendo um visual muito elegante ao projeto e servindo como indicador de 'ligado'. Na partida, as potências estão conectadas via relés aos resistores de acionamento, para evitar que a comutação seja 'seca', de 'sem carga' para os alto-falantes. Pequenos detalhes que fazem uma grande diferença e agregam valor e robustez ao projeto.

Você pode aproveitar esse esquema e aplicar o protetor em qualquer amplificador que você já possua ou até mesmo em novos projetos que vier a desenvolver.

Observações sobre a montagem

  • Use um bom dissipador de calor ou compense com ventilação auxiliar (cooler)
  • Monte a fonte de alimentação com todo cuidado para evitar ruídos e interferências, não poupe esforços e o projeto vai lhe surpreender
  • Aperte bem os CIs no dissipador e use pasta térmica para que a transferência de calor seja eficiente
  • O terra da entrada (E) é comum ao gabinete e ao GND do circuito, mas você pode isolá-los, caso prefira, a partir de uma chave extra (LIFT/GROUND) que está representada no esquema elétrico como 'opcional' e que pode ser útil em alguns casos
  • Use cabos blindados nas entradas de sinal e dê preferência para gabinetes metálicos - se optar por um gabinete plástico, recomendo forrar internamente com folhas metálicas as partes mais próximas do amplificador e aterrá-las, assim como qualquer ponto metálico 'solto' - como o corpo do potenciômetro, suporte do transformador etc. - para evitar interferências e ruídos (sim, é muito sensível se a montagem não for bem estruturada)
  • Caixas acústicas de 8Ω com duas ou três vias são recomendadas, para que toda a qualidade da reprodução possa ser apreciada
  • Atenção aos pontos 'comuns' do circuito, para concentrar a malha e evitar loops de terra

Baixe aqui o arquivo PDF com o esquema elétrico completo do amplificador e se tiver alguma dúvida, comenta aqui na postagem que respondo bem rapidinho : )

Apesar de precisar concluir as laterais do gabinete, o amplificador já está pronto e tocando com muita qualidade! Como de costume, vou deixar algumas fotos atuais dele pra se ter uma ideia do tamanho do gabinete e do desafio que foi montar tudo aí dentro.




Esse vídeo demonstra o acionamento do amplificador e a proteção dos alto-falantes em ação. 


Dissipador principal e finalização das conexões

Primeiras audições (lateral ainda aberta)

Vista superior

Painel frontal

Painel traseiro

Parte inferior

Circuito automático de carregador de baterias automotivas ou nobreak com cut off (corte) e float (flutuação)

fonte: internet
Este é um circuito simples e seguro para montar um carregador de baterias que vai servir tanto para a linha automotiva/veicular quanto para estacionárias/chumbo-ácida de nobreaks. São poucos componentes e uma montagem fácil que pode ser feita até mesmo sem placa de circuito impresso, só vai exigir um bom dissipador/radiador de calor e muita atenção, por se tratar de um projeto que trabalha com correntes altas.

Antes de qualquer coisa, tenha muito cuidado ao realizar qualquer tipo de reparo, modificação, ajuste ou intervenção em equipamentos elétricos ou eletrônicos. Primeiramente, pela sua segurança. Não me responsabilizo por quaisquer prejuízos que você possa causar ao equipamento, a você e/ou a terceiros. Faça por sua própria conta e risco.

Como funciona o carregador de baterias


Este circuito é um clássico que venho utilizando há muitos anos com sucesso e permite a carga de lenta a moderada - dependendo da corrente do transformador - com segurança, encerrando automaticamente o ciclo ao final. O funcionamento do circuito carregador de baterias é muito simples: ao ser ligado, inicia a carga da bateria com tensão e corrente controlados até atingir 14,3V. Ao atingir essa tensão, o circuito altera sua forma de atuação em duas situações:

  • Baterias automotivas: o circuito 'corta' o contato com a bateria, protegendo-a contra possíveis sobrecargas, acendendo o LED 'bateria carregada' e permanecendo nessa condição até que seja desligado
  • Baterias estacionárias/nobreak: o circuito alterna o contato da bateria, passando a fornecer a tensão de flutuação de 13,6V, acendendo o LED 'bateria carregada' e permanecendo nessa condição até que seja desligado

Dessa forma, o carregador atua de forma automática, não sendo necessária qualquer ação do operador desde o início da carga até a sua conclusão. Um fusível de proteção foi adicionado para proteger a linha de saída contra curto-circuito que, quando rompido, acende um LED indicando o evento.

Seleção do tipo de bateria


O circuito permite selecionar o tipo de bateria que será carregada a partir de uma chave, que deve ser fixada no painel frontal para facilitar a operação. Com a chave desligada, o circuito estará configurado para carregar baterias automotivas; já com a chave ligada, baterias estacionárias/chumbo-ácidas/nobreak. A distinção é necessária porque as baterias automotivas não precisam da tensão de flutuação após o final da carga.

Se você não pretende carregar um dos tipos, pode montar o carregador omitindo essa chave, deixando pré-configurado para um ou outro tipo de bateria.

Dicas importantes para montar o circuito carregador de baterias


  • Utilize um bom dissipador de calor: carregar baterias exige bastante corrente e os componentes aquecem bastante. Se não tiver um dissipador de calor grande o suficiente, utilize um cooler para ajudar a resfriar o circuito
  • Se for montar em placa de circuito impresso, mantenha trilhas largas para os pontos de maior corrente do circuito para evitar aquecimentos desnecessários
  • Aplicar fiação com bitola compatível com a corrente de trabalho
  • A corrente do circuito pode ser aumentada facilmente substituindo o transformador e os diodos utilizados no esquema (recalcular os fusíveis de proteção!)
  • Cuidado com a montagem: a corrente é alta e um erro pode causar danos aos componentes, perigo a você mesmo e até fogo!
  • Um voltímetro pode ser adicionado ao circuito para monitoramento da carga

Baixe aqui o arquivo PDF com o esquema elétrico do carregador de baterias automático e se tiver alguma dúvida, comenta aqui na postagem que respondo bem rapidinho : )

Circuito simples para controle de temperatura com cooler por termistor usando o TL431 (cooler automático)

fonte: internet
Continuando a série de circuitos simples para iniciantes que foi aberta com o projeto de fonte de alimentação simples para iniciantes (fonte regulada e não regulada), vou disponibilizar um circuito muito desejado pelos estudantes e entusiastas: um controle de cooler com sensor de temperatura baseado no TL431. O TL431 - baixe o datasheet aqui - é um componente muito versátil, comumente visto em fontes de alimentação e carregadores de baterias, é um ótimo substituto para diodos zener, consistindo num tipo de 'comparador' que dispara sua saída quando a tensão de referência alcança 2,5V. Aproveitando essa característica, podemos acionar um cooler de forma automática, permitindo um funcionamento autônomo e elegante que servirá para projetos como amplificadores de potência, gerenciamento de fan em computador/pc gamer, fontes de alimentação de alta corrente, carregadores de baterias e quaisquer outros projetos que precisem manter a temperatura de trabalho controlada.

Como funciona


O termistor de 10k deverá ficar em contato direto com o dissipador de calor ou componente que será monitorado. Dessa forma, ao atingir uma temperatura X - que é definida pelos resistores divisores de tensão - a saída do TL431 entrará em disparo, acionando o cooler. Uma característica muito interessante desse circuito é o acionamento gradual do cooler, aumentando a velocidade proporcionalmente ao aumento da temperatura, e desligando o cooler assim que a temperatura baixar. Com a temperatura baixa, o cooler não é acionado, permanecendo nessa condição até que o componente monitorando gere calor suficiente para que a resistência do termistor se altere, disparando a saída do TL431.

Teste e comprovação de funcionamento


Após montar o circuito, alimente-o com 12V e teste o acionamento aproximando o ferro de solda do termistor. O cooler deverá acionar gradualmente até alcançar a velocidade máxima. Ao afastar o ferro de solda, o termistor esfriará, alterando a referência do TL431 e baixando gradualmente a velocidade do cooler até que ele pare de girar. Importante ressaltar que a capacidade do TL431 é de 100mA, ou seja, você precisará utilizar um cooler de consumo compatível, preferencialmente abaixo de 90mA para manter uma margem de segurança.

Outras tensões de trabalho podem ser utilizadas (5V, 7V, 9V, 24V etc.) alterando os valores dos resistores de referência. Também poderá ser modificada a faixa de temperatura a ser monitorada, alterando-se os mesmos resistores para a faixa de 12V indicada no esquema elétrico.

Antes de qualquer coisa, tenha muito cuidado ao realizar qualquer tipo de reparo, modificação, ajuste ou intervenção em equipamentos elétricos ou eletrônicos. Primeiramente, pela sua segurança. Não me responsabilizo por quaisquer prejuízos que você possa causar ao equipamento, a você e/ou a terceiros. Faça por sua própria conta e risco.

Baixe aqui o arquivo PDF com o esquema elétrico do sensor de temperatura e se tiver alguma dúvida, comenta aqui na postagem que respondo bem rapidinho : )

Projeto de fonte de alimentação simples para iniciantes (fonte regulada e não regulada)

fonte: internet
Há algum tempo, falei sobre projetos simples de montar para iniciantes, estudantes e hobbystas em eletrônica. De lá pra cá, alguns projetos intermediários e dicas foram publicados, mas ainda não tinha publicado um projeto que todo mundo quer montar logo no início: uma fonte de alimentação simples. Eu mesmo, quando comecei minhas aventuras em eletrônica, montei várias fontes de bancada e adaptadores AC/DC para alimentar meus primeiros discman : )

Então, para preencher essa lacuna no site que existe faz tempo sobre projetos simples de montar, aqui vai uma fonte de alimentação básica que vai servir como base para diversos outros projetos. As características são:

  • Entrada bivolt manual, selecionável por chave comutadora 110V ou 220V
  • Fusível de proteção na entrada
  • Transformador de força que irá fornecer 12V com corrente máxima de 1A
  • Duas versões: não regulada e regulada, mantendo a mesma configuração inicial
  • LED indicador de circuito energizado (acende quando a fonte está ligada)
  • Proteção contra curto-circuito e superaquecimento

Lembrando que você pode alterar a tensão de saída da fonte para outras faixas de alimentação, como 5V, 6V, 8V e por aí vai, apenas substituindo o regulador da família 78XX. Caso precise de uma tensão maior que 12V, também será necessário alterar o transformador. Vale ressaltar que os reguladores dessa família precisam ter na sua entrada uma tensão pelo menos 2V maior que a sua saída regulada - para o regulador 7812, por exemplo, é necessário uma tensão de pelo menos 14V no terminal de entrada dele.

Abaixo, o esquema elétrico para que você possa montar esse projeto com facilidade. A grande vantagem de utilizar o regulador é que a tensão de saída será sempre a mesma, regulada, com proteção contra curto-circuito, superaquecimento e garantindo grande estabilidade de energia ao circuito que for alimentado por essa fonte. Importante que você utilize um dissipador de calor no regulador, ele aquece bastante quanto maior for a corrente consumida pela carga que será alimentada.

Antes de qualquer coisa, tenha muito cuidado ao realizar qualquer tipo de reparo, modificação, ajuste ou intervenção em equipamentos elétricos ou eletrônicos. Primeiramente, pela sua segurança. Não me responsabilizo por quaisquer prejuízos que você possa causar ao equipamento, a você e/ou a terceiros. Faça por sua própria conta e risco.




Baixe aqui o arquivo PDF com o esquema elétrico da fonte de alimentação e se tiver alguma dúvida, comenta aqui na postagem que respondo bem rapidinho : )

Projeto completo: imobilizador ou bloqueador automotivo automático para carros e motos (corta corrente)

Big session. Again.

Após o sucesso do projeto inversor old school, vou lhe ensinar a proteger seu carro ou moto com um circuito simples, confiável, testado e extremamente robusto contra roubos. Este projeto é lá de 2020,e foi vendido por algum tempo sob encomenda. O projeto é tão confiável que tinha garantia vitalícia, acredita?! Vou deixar alguns documentos da época disponíveis para consulta sobre a instalação e o funcionamento, também vou fornecer o esquema elétrico e a placa de circuito impresso sugerida. 

Com algumas alterações nos componentes do projeto, ele também poderá ser aplicado em veículos que operem em tensões diferentes de 12Vcc. Aproveite!

Antes de qualquer coisa, tenha muito cuidado ao realizar qualquer tipo de reparo, modificação, ajuste ou intervenção em equipamentos elétricos ou eletrônicos. Primeiramente, pela sua segurança. Não me responsabilizo por quaisquer prejuízos que você possa causar ao equipamento, a você e/ou a terceiros. Faça por sua própria conta e risco.


Célula Imobilizadora de Controle Externo por Relé Ocioso - CICERO


O circuito é muito simples e não utiliza microcontroladores nem CIs discretos. Além disso, não possui consumo de espera, ou seja, enquanto o bloqueador está inativo, ele não consome a bateria do veículo, o que é altamente desejável nesse tipo de dispositivo. A instalação é simplificada e o módulo pode ser utilizado tanto para cortar o fornecimento de combustível quanto para inibir a ignição, atuando na bomba de combustível ou na bobina, respectivamente, com capacidade de corte para até 10A.

Utilizando relés de qualidade, a tendência é que o circuito trabalhe por anos sem qualquer pane ou mal funcionamento, visto que os contatos são superdimensionados e somente atuam quando há disparo da central de alarme do veículo, tornando sua aplicação confiável e robusta. É um projeto feito para durar!

Especificações técnicas


Operação: 12Vcc, aprox. 100mA (em disparo sem sirene)
Stand by: 0mA (não há consumo)
Modos de acionamento: saída de seta ou pulso da central de alarme, chave-segredo ou pulso de rastreador GPS/GPRS/3G
Conexões: fios identificados por cor
Capacidade de corte: contatos suportam até 10A
Proteções elétricas: fusíveis externos na linha B+ e nas entradas de pulso das setas e rastreador, filtros para evitar ruídos de acionamento nos sistemas do veículo, proteção contra tensão reversa dos relés
Proteções físicas: gabinete permanentemente isolado e circuito selado permite total imersão em líquidos sem causar qualquer dano ao dispositivo
Compatibilidade: veículos que operem com baterias de 12Vcc, que possuam central de alarme instalada e funcional com saídas para setas ou disparo de pulso positivo. Caso o veículo não possua central de alarme, é possível disparar a Célula Imobilizadora a partir do pulso positivo contínuo de um rastreador GPS/GPRS/3G (caso o dispositivo dispare sinal negativo, é necessário instalar um relé auxiliar) ou a partir da chave-segredo
Fixação: pode ser fixada por parafusos nas abas das extremidades ou fita dupla face de qualidade, interna ou externamente ao veículo e de preferência em local discreto que não seja facilmente notada

Instalação da célula imobilizadora


O esquema elétrico de instalação resumido pode ser visto no diagrama de ligação dos fios da Célula Imobilizadora, bem como a identificação de cada fio de acordo com a sua cor. O LED utilizado na ilustração é meramente sugestivo.



O projeto é tão robusto que existem unidades instaladas desde 2020 sem qualquer problema apresentado, atuando perfeitamente e sem qualquer incidente. Claro que a qualidade da montagem é o ponto chave para que o projeto se torne realmente robusto - placa confeccionada, soldagens, fixação das peças, selagem do circuito etc. - por isso, se for montar o projeto, recomendo que utilize uma boa caixa plástica que use um revestimento interno (preferencialmente resina para selar o circuito) para proteger contra umidade, poeira e vibrações. Aqui vão algumas fotos de uma das unidades produzidas em 2020 e que se encontra em atividade num veículo até hoje:







É possível criar um circuito muito compacto, que caiba numa caixa menor que esta das fotos para ser instalado em motos. Para que seja possível instalar o bloqueador, é imperativo que o veículo possua uma central de alarme instalada que tenha saídas para as setas e/ou saída dedicada de pulso positivo contínuo ao disparo, ou seja, a central precisa disparar algum sinal para o bloqueador.

Atuação da Célula Imobilizadora e instalação no veículo

trecho copiado do manual redigido em 2020

Agora que já temos a localização da Célula Imobilizadora, precisamos definir o modo de atuação do sistema. Basicamente, há dois modos de se bloquear um veículo, sendo o mais utilizado a interrupção da alimentação da bomba de combustível. Alternativamente, também é possível efetuar a imobilização do veículo ao interromper a alimentação da bobina de ignição. Outra maneira também bastante difundida entre fabricantes é interromper a alimentação para o motor de arranque do veículo. Todas as alternativas são viáveis e amplamente utilizadas no mercado, cabendo ao técnico instalador a escolha que melhor lhe convier desde que seja respeitado o limite de corrente máxima do dispositivo. Decida a maneira de atuação, identifique o fio do veículo responsável pela alimentação do ponto escolhido (bomba de combustível, bobina de ignição etc.) e faça um corte limpo estanhando as pontas. Faça pontas estanhadas também nos fios pretos grossos da Célula Imobilizadora e solde-os aos fios que você cortou previamente no veículo. Não importa a ordem dos fios pretos grossos, basta que estejam soldados aos fios que você cortou no veículo. Para melhor resultado, utilize tubo termorretrátil nas emendas soldadas e outro tubo maior, cobrindo o conjunto. Esta etapa está concluída e podemos passar para as demais conexões necessárias para operação da Célula Imobilizadora.

Chave-segredo (opcional nas versões Plus e Premium)

Para instalação da chave-segredo, utilize os dois fios cinzas da Célula Imobilizadora e solde-os aos terminais de qualquer chave de contato (gangorra, alavanca etc.) de polo simples. A escolha da chave fica a critério do técnico instalador, que decidirá qual modelo se aplica melhor ao seu veículo. Instale a chave-segredo em local discreto, que não chame atenção e que seja de fácil acesso para eventuais acionamentos. Em qualquer caso, é recomendada a utilização de tubo termorretrátil para isolar e proteger os terminais da chave. Com o cabeamento pronto e a chave-segredo devidamente afixada,
esta etapa estará concluída.

Instalação da sirene (opcional em todas as versões)

A utilização da sirene na Célula Imobilizadora é opcional e indicada apenas para veículos que possuam uma central de alarme sem sirene dedicada. Se o seu caso for aplicável, defina a localização da sirene no corpo do veículo, fixe-a e faça o correto cabeamento soldando os fios de acordo com a figura 1. Recomenda-se a utilização de tubo termorretrátil para isolar e proteger as emendas soldadas entre a sirene e a Célula Imobilizadora. O consumo máximo da sirene não deve exceder 4A.

Instalação do LED indicador de status (opcional em todas as versões)

Assim como a utilização da sirene é opcional, a aplicação do LED indicador de status também é um item que pode ser omitido na instalação da Célula Imobilizadora. A omissão deste componente não afeta o funcionamento da Célula Imobilizadora, que serve apenas como alerta visual para os eventos de acionamento e/ou disparo dos sistemas. Caso opte pela utilização do LED indicador de status, defina a localização deste, fixe-o como for mais conveniente e solde os terminais aos fios azul (positivo +) e preto (GND -) diretamente, de acordo com a polaridade do LED, utilizando tubo termorretrátil para isolar e proteger as conexões, conforme se vê na figura 1. Não é necessário utilizar resistor limitador de corrente neste LED, pois este componente já existe no circuito interno da Célula Imobilizadora.

Conexão à central de alarme do veículo

Para utilização da Célula Imobilizadora, é imperativo que o veículo possua uma central de alarme instalada e funcional. Esta central deve fornecer saída para setas (que piscam ao ativar e desativar a central e ao disparo) ou uma saída de pulso positivo contínuo ao disparo. Na ausência de uma das duas alternativas mencionadas anteriormente, inviabiliza-se a implantação da Célula Imobilizadora na versão Lite, podendo o cliente optar pelas versões Plus ou Premium, que possuem acionamento por chave-segredo ou via comando de módulo GPS/GPRS/3G. Uma pequena adaptação na saída da central de alarme que aciona as setas é necessária para que a Célula Imobilizadora se comunique no evento do disparo e também nos demais eventos (ativar e desativar alarme, etc) e pode ser conferida abaixo.


Central de alarme com saída para setas

Escolha um dos fios de saída para as setas e siga o mesmo procedimento descrito na orientação dos fios pretos grossos, efetuando um corte limpo, estanhando todas as pontas (fio roxo da Célula Imobilizadora deve ser soldado do lado da central de alarme, ao extremo em que o fio foi cortado) e cobrindo preferencialmente com tubo termorretrátil para melhor proteção e acabamento. O diodo 1N5408 utilizado no esquema elétrico não deve ser substituído ou omitido (se omitido, a Célula Imobilizadora poderá ser acionada erroneamente bloqueando o veículo e podendo causar acidentes) e também deve ser recoberto com tubo termorretrátil para proteção do mesmo.

Central de alarme sem saída para setas (possui saída de disparo positivo contínuo)

Quando a central de alarme do veículo não possui saída para eventos nas setas mas possui uma saída dedicada de pulso positivo contínuo ao disparo, basta soldar o fio roxo da Célula Imobilizadora ao pino ou fio correspondente na central de alarme e o funcionamento será o mesmo. Em centrais de alarme que disparem pulso negativo contínuo, é necessário utilizar um relé auxiliar para acionar a Célula Imobilizadora com pulso positivo direto que pode ser coletado diretamente da linha B+ (positivo da bateria) para ser aplicado ao fio roxo SIG+ para utilizar o recurso. Nestes casos, a Célula Imobilizadora não emitirá eventos no LED e bip indicadores de status nos eventos de ativar e desativar a central de alarme, exibindo apenas o evento de disparo. Em qualquer caso, utilize tubo termorretrátil para soldar e proteger as conexões efetuadas nos sistemas. Feitos tais procedimentos, esta etapa estará concluída.

Acionamento por módulo GPS/GPRS/3G​ ​(disponível na versão Premium)

Além do disparo seguido de bloqueio a partir do sinal das setas da central de alarme e por meio da chave-segredo, também é possível fazê-lo a partir do pulso positivo contínuo de um módulo GPS/GPRS/3G desde que esta função exista no sistema. Desta forma, quando você enviar para seu módulo GPS/GPRS/3G um comando de bloqueio, a Célula Imobilizadora efetua o corte/bloqueio da mesma forma como o faria nas condições de acionamento primárias (sinal das setas e chave-segredo) oferecendo um recurso extra e maior redundância.

Em módulos GPS/GPRS/3G que disparem pulso negativo contínuo, é necessário utilizar um relé auxiliar para acionar a Célula Imobilizadora com pulso positivo direto que pode ser coletado diretamente da linha B+ (positivo da bateria) para ser aplicado ao fio amarelo GPS+ para utilizar o recurso. Em qualquer caso, utilize tubo termorretrátil para soldar e proteger as conexões efetuadas nos sistemas. Neste ponto da instalação, já temos todos os componentes externos à Célula Imobilizadora interconectados e poderemos avançar para a conclusão da implantação do dispositivo.

Funcionamento esperado após a instalação


Teste #1: ativar e desativar o alarme pelo controle remoto da central

Para verificar se a Célula Imobilizadora está ativa, acione o controle remoto da central de alarme ativando o sistema. Se você optou por utilizar o LED indicador de status, poderá observar que o LED se ilumina por alguns segundos e se apaga logo em seguida. Isso indica que a Célula Imobilizadora está recebendo o sinal da central de alarme do veículo e que a comunicação está efetiva. Caso não tenha instalado o LED indicador de status, você poderá se guiar pelo bip indicador de status, item presente no interior da Célula Imobilizadora que atua com um toque longo indicando que a central de alarme ativou ou desativou o sistema.

Desative o alarme pelo controle remoto da central. O comportamento do LED indicador de status se repetirá, se iluminando e se apagando em seguida. O bip indicador de status soará com um toque longo indicando que a central desativou o sistema. Este é o comportamento padrão da Célula Imobilizadora para estes eventos e em ambos os casos, não há disparo, apenas eventos pontuais. Mostrados estes sinais pelo LED e/ou bip indicadores de status, a Célula Imobilizadora retorna ao estado anterior de espera. 

Nas centrais de alarme que não possuem saída para eventos nas setas, será utilizada a saída dedicada de pulso positivo contínuo para disparar a Célula Imobilizadora. Os eventos de ativar e desativar a central de alarme talvez não sejam enviados como pulsos na saída da central, o que pode variar de modelo para modelo. A maioria das centrais que utiliza a saída dedicada de pulso positivo (ou negativo) apenas envia o pulso em caso de disparo para esta saída, sendo assim, é possível que os eventos de ativar e desativar a central de alarme não sejam emitidos pela Célula Imobilizadora por meio do LED e/ou bip indicadores de status. Neste caso, o único evento emitido pela Célula Imobilizadora será no disparo da central, quando o LED indicador de status se ilumina permanentemente até o bloqueio do veículo e consequente disparo da sirene. Quando houver sirene dedicada na central de alarme, esta será disparada imediatamente à violação de algum dos sensores do veículo, e o bloqueio da partida do motor se dará normalmente pela Célula Imobilizadora, aproximadamente 16 segundos após ser iluminado o LED indicador de status. Sirenes dedicadas geralmente emitem alertas sonoros para eventos de ativar ou desativar o alarme. Em todos os casos, a sirene da  Célula Imobilizadora somente é acionada quando em modo disparo, não servindo como alerta sonoro dos eventos de ativar ou desativar a central de alarme. Se a sua central de alarme possui sirene dedicada ou se utiliza da buzina do próprio veículo para disparo e eventos, não há necessidade de utilização da sirene da Célula Imobilizadora.

Teste #2: acionando a chave-segredo

Com o motor do veículo ligado ou desligado, é possível acionar a Célula Imobilizadora pela chave-segredo a qualquer tempo. Esta função é muito útil quando o motorista é abordado em um assalto ou situação similar onde é obrigado a deixar o veículo. Vamos fazer o teste da chave-segredo com o veículo parado mas com o motor ligado. Dessa forma, poderemos verificar tanto o funcionamento da chave quanto da própria Célula Imobilizadora, que deverá atuar fazendo com que o motor do veículo pare de funcionar. Dê a partida no motor, aguarde alguns segundos e acione a chave-segredo. Neste momento, o LED indicador de status se iluminará permanentemente mas não será possível ouvir o bip indicador de status, situação muito desejável que permitirá a atuação discreta da Célula Imobilizadora. Após aproximadamente 16 segundos do acionamento da chave-segredo, o motor deixará de funcionar e a sirene da Célula Imobilizadora será disparada. Nesta condição, o LED indicador de status permanece iluminado, a partida do motor será inibida mesmo na tentativa de ligação direta ou similar e a sirene continuará em disparo. A única maneira de interromper este programa é desativando a chave-segredo. Desative a chave-segredo e aguarde alguns segundos. O LED indicador de status deverá se apagar e a sirene será desligada. Nesta condição será possível dar a partida no motor novamente. Dê a partida no motor para validar que a Célula Imobilizadora desbloqueou o veículo.

Teste #3: disparando a central de alarme do veículo

Ative o alarme pelo controle remoto da central. Aguarde alguns segundos e efetue o disparo ao abrir uma das portas com a chave ou botão pânico do controle remoto, se possuir. As setas passarão a piscar por alguns segundos, o LED indicador de status se iluminará e se ouvirá um bip indicador de status a cada piscada das setas até que a Célula Imobilizadora entre em disparo também, acionando a sirene e inibindo a partida do motor. Nesta condição, tente dar a partida no motor para verificar que a Célula Imobilizadora inibiu o seu funcionamento. Desative o alarme pelo controle remoto da central. Aguarde alguns segundos e o LED indicador de status se apagará, a sirene será desligada e o bip indicador de status deixará de soar assim que as setas deixarem de piscar. Nesta condição você deverá dar a partida no motor com sucesso. Nas centrais de alarme com sirene dedicada que não possuem saída para setas, ao disparar o alarme pela porta ou botão pânico no controle remoto, o LED indicador de status se iluminará mas não será ouvido o bip indicador de status e a sirene da central soará imediatamente. Dentro do período padrão, a Célula Imobilizadora bloqueará o veículo. Nas centrais de alarme sem sirene que não possuem saída para setas, ao disparar o alarme pela porta ou botão pânico no controle remoto, o LED indicador de status se iluminará mas não será ouvido o bip indicador de status. Dentro do período padrão, a Célula Imobilizadora bloqueará o veículo e a sirene será disparada. Em todos os casos, com a central de alarme e a Célula Imobilizadora em disparo, não será possível dar a partida no veículo.

Teste #4: disparo por rastreador GPS/GPRS/3G (pulso positivo contínuo ou pulso negativo contínuo)

Para este teste, não é necessário ativar a central de alarme. Dê a partida no motor e envie o comando de bloqueio para seu módulo GPS/GPRS/3G. O LED indicador de status deverá ser iluminado permanentemente mas não serão ouvidos bips, como nas condições anteriores. Após aproximadamente 16 segundos, o motor deixará de funcionar e a sirene da Célula Imobilizadora será disparada. Nesta condição, o LED indicador de status permanece iluminado, a partida do motor será inibida mesmo na tentativa de ligação direta ou similar e a sirene continuará em disparo. A Célula Imobilizadora permanecerá em disparo ininterruptamente e a única maneira de interromper este programa é enviando o comando de desbloqueio para o módulo GPS/GPRS/3G.

fim do trecho copiado do manual redigido em 2020


Baixe aqui o esquema elétrico do bloqueador, tenha acesso aos diversos materiais de consulta sobre o projeto e também ao desenho sugerido da placa de circuito impresso. Curtiu a dica e vai aproveitar o projeto? Considere apoiar este site : )

Reparo monitor LG Flatron W2243SV com placa inverter universal SQB 422 V 1.2

Session.

Tenho esse monitor há alguns anos e ele estava encostado num canto por um grave defeito que deu no inverter, destruindo parte das trilhas e tornando a recuperação um pesadelo. É meu segundo monitor LG de mesmo modelo, e tenho muito apreço por ele e pela qualidade da imagem, mesmo se tratando de uma tela antiga e com geração de vídeo somente VGA.

Como já havia estudado, existem algumas placas universais na China que salvam esses monitores com uma simples adaptação, por um valor muito interessante. Essa placa é a SQB 422 V 1.2 e não existem muitas informações sobre ela por aí. Por isso, fiz uma grande pesquisa e consegui algumas rasas informações sobre ela:

  • Entrada de tensão de alimentação entre 12V e 15V (máximo)
  • Em meus testes de bancada, consumiu cerca de 2,3A com as lâmpadas no brilho máximo
  • É possível usar jumper nas saídas para ligar telas com menos lâmpadas
  • Possui boa montagem, simples, com transformadores independentes
  • A aparência pode variar de acordo com a sua compra, mas a placa é a mesma

Claro que eu havia me esquecido que a tensão de trabalho do driver original é 22V e comprei essa placa sem pensar. Ah, mas você pode regular os 22V da fonte original; claro, eu tentei fazer isso e gerei muito calor, a perda é grande. A solução mais fácil foi instalar uma fonte adicional de 12V internamente para alimentar a placa, deixando os 22V originais somente como referência* para a placa de sinal. Por isso, quando você for comprar uma dessas placas inversoras CCFL universais, atente-se a esse detalhe da alimentação para poder usar a fonte original do monitor.

* a placa de sinal recebe 5V e 22V da fonte original. Se você ligar o monitor somente com os 5V, a placa até aciona normalmente, mas, ao desligar e ligar novamente, costuma acontecer de gerar erro na leitura dos 22V e o LED acender e piscar a cada 3, 4 segundos

Conectando os fios


A placa vem com quatro fios: preto GND, vermelho + 12V ~ 15V e dois amarelos. O fio amarelo ao lado do fio vermelho é conectado ao EN (enable) da placa de sinal e faz o acionamento do driver para acender as lâmpadas, enquanto que o fio amarelo ao lado do fio preto é quem faz o controle de brilho. A única 'queixa' foi que não consegui aproveitar o controle de brilho (dimmer) porque a placa de sinal desse monitor provavelmente possui alguma peculiaridade, dessa forma, não funcionou e eu mantive a configuração como está - sem o controle, as lâmpadas permanecem com brilho total. Assim, ao tentar controlar o brilho digital pelo menu, nada acontece. Demais funcionalidades que não usam o backlight seguiram funcionando, claro - contraste, cor etc.

No mais, não tem mistério nessa adaptação e eu salvei um ótimo monitor para usar como primário - tenho outro de 19" que será usado como secundário. 

Antes de qualquer coisa, tenha muito cuidado ao realizar qualquer tipo de reparo, modificação, ajuste ou intervenção em equipamentos elétricos ou eletrônicos. Primeiramente, pela sua segurança. Não me responsabilizo por quaisquer prejuízos que você possa causar ao equipamento, a você e/ou a terceiros. Faça por sua própria conta e risco.

Resolução máxima do monitor

Visão geral SQB 422 V 1.2

Parte inferior da SQB 422 V 1.2

Driver original com trilhas destruídas

Detalhe da fiação SQB 422 V 1.2

Primeiros testes

Placa de sinal do LG W2243S

Lâmpadas acesas após anos!

Fonte adaptada para o inverter

Fechado o monitor

Sim, troquei o LED original vermelho por este!

Detalhe do LED verde

Software gratuito para criar esquemas elétricos e desenhar placas de circuito impresso

Não é sempre, mas às vezes me perguntam qual programa eu uso para 'desenhar' os esquemas elétricos dos projetos que publico aqui. Já faz tempo que uso o ExpressPCB Classic 7.9.0 (Classic) e além de gratuito, é muito leve e intuitivo. É dividido em dois 'módulos', vamos dizer assim: o ExpressSCH (para gerar esquemas elétricos) e o ExpressPCB (que permite a criação do layout da placa de forma fácil e rápida)  e ambos são instalados quando você roda o setup.

ExpressSCH






ExpressPCB





O download da minha versão (Classic, 7.9.0) pode ser encontrado aqui e não possui mais atualizações disponíveis. Embora não possua tantos recursos como outros similares - e pagos, claro! - para pequenos e médios projetos, ele vai atender muito bem. É possível criar alguns componentes que não existem no catálogo, e isso facilita muito!

Você pode optar por baixar a versão Plus também, o site exige um e-mail para liberar o link. Para manter esse software 'disponível' e evitar que se perca com o tempo - e com possíveis novas políticas do desenvolvedor - optei por manter ambos os instaladores no diyPowered Drive, nas versões 7.9.0 para o Classic e 3.2.0.0 para o Plus.

ExpressSCH Plus





ExpressPCB Plus


Melhorias possíveis num relógio digital de mesa da China

Session.

Adoro esse relógio, desde que vi pela primeira vez no Mercado Livre. Eis que, há duas semanas, encontrei alguns modelos na loja All Mini, no Shopping Barra Sul. Tinha somente preto ou azul, na ocasião. É um relógio bem legal, possui um display grande de fácil leitura com amostragem 12/24h, alarme, data, temperatura ambiente e display iluminado com função 'sensor', que mantém uma iluminação bem fraquinha caso o local esteja escuro, sendo possível desabilitar essa função. Também é possível acionar o backlight no modo de brilho total pressionando a tecla SNOOZE por uma vez, o que mantém o display aceso por alguns segundos.

Aqui vão alguns pontos que me levaram a fazer algumas modificações nele:

  • Brilho do display no escuro

    Ele possui um sensor de luminosidade e permite que o display fique iluminado automaticamente, bem fraquinho, para visualizar as horas no escuro. Só que fica muito claro ainda, me incomodou um pouco nas primeiras noites

  • Duração das pilhas

    Utilizando 3 pilhas AAA com a função de iluminação automática ativo, as pilhas duraram 2 semanas corridas. Mesmo com pilhas alcalinas, essa duração não deve ultrapassar 3 semanas, tornando o custo de manutenção desagradável

Partindo desses dois 'problemas', duas soluções: reduzir o brilho do display e alimentar o relógio com fonte externa, mantendo as pilhas apenas como backup, para não perder as horas na falta de energia elétrica.

Reduzindo o brilho do display


Quem tem experiência em reparos, sabe que essas placas da China possuem trilhas muito frágeis, tornando algumas manutenções mais demoradas para que não sejam causados danos a elas. Logo de cara, descartei a possibilidade de alterar o circuito que controla o backlight via sensor porque (1) é todo em SMD e (2) possui um ajuste pré-definido que está no limite do menor brilho possível, dentro daquela configuração. A solução foi mais simplória do que qualquer outra: adicionar uma barreira física semitransparente entre os LEDs e o fundo do display. Pronto, resolvido!


Visão do painel traseiro

Furo do sensor de luz



Parte superior da placa dos LEDs

Placa principal do relógio

Vista da placa dos LEDs

Barreira física semitransparente



Adicionando alimentação externa


Para resolver o segundo 'problema', da duração das pilhas, optei por um circuito simples e sem muita enrolação: entrada a partir de qualquer fonte de alimentação a partir dos 7V - exigência para a correta operação do regulador 7805. A tensão máxima de entrada recomendável é em torno dos 15V, para evitar grandes perdas de energia e aquecimento desnecessário do regulador.

Fiz um furo estratégico para que fosse possível instalar um conector P4 para a fonte externa, adicionei um diodo entre a alimentação das pilhas e a fonte para mantê-las como backup somente e pronto. Não tem muito mistério essa modificação, com exceção de dois detalhes:

  • O diodo para essa aplicação precisa ser Schottky, obrigatoriamente, para compensar a queda de tensão nos 3V das pilhas - senão o relógio pira e não funciona - e isso vale para outras aplicações onde você precisa de rápida ação com a menor queda possível

  • A terceira pilha - que consolida os 4,5V que alimenta o backlight do display e o buzzer - foi retirada do circuito para que, na falta de energia elétrica, o display não acenda, evitando o desgaste prematuro das pilhas (com 3V o alarme soa, mas com bips bem baixos)
Na saída do regulador 7805 existem dois resistores que 'fazem as vezes' das alimentações de 3V e 4,5V com um resistor de 1k usado como carga na saída dos 3V, para estabilizar o funcionamento do conjunto, dada a baixíssima corrente de consumo do relógio em espera.

No mais, é só um daqueles mods que a gente faz porque gosta de ver as coisas melhores, mais eficientes e funcionais. Abaixo, o esquema de como ficaram as conexões internas:

Esquema elétrico da fonte interna e conexões

E claro que não poderiam faltar fotos dessa empreitada, que a gente aprecia bastante em registrar por aqui.

Legal, né?

Fixação do P4

Furação para conector P4

Regulador da fonte interna

Isolação da montagem

Eliminação da terceira pilha

Fixação interna

Detalhe do P4

Pronto!

Compartilhe com alguém!