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7 dicas para projetos DIY, seja você iniciante ou veterano

Pois bem. Vou tentar me resumir em sete grandes dicas para projetos DIY, seja você um novato ou um veterano, para que seu tempo seja otimizado e para que o produto final tenha mais qualidade. E se você não leu a série de dois capítulos 'Planejamento e execução de projetos DIY', seria muito produtivo que o fizesse antes de continuar o artigo atual.


Dica #1 - Planejamento prévio

Não adianta juntar as peças na bancada e sair corroendo placa se você não planejou suas ações antes. Isso vai gerar desperdício de tempo e de material, caso você cometa algum erro ou se esqueça de algum detalhe que deveria estar ali mas não está. Abra um documento de texto e vá anotando os passos do seu projeto. Ou até, paralela ou exclusivamente, tenha um caderno e uma caneta sempre à mão para eventuais anotações e ideias. Meus projetos sempre saem do papel, geralmente, antes de qualquer teste prático em bancada. E sou resistente a simular circuitos no computador: prefiro fazer tudo fisicamente. Então, resumindo, planejamento é fundamental para evitar projetos furados, dispendiosos e que vão tomar muito tempo em retrabalho.

Dica #2 - Testes

Se você seguiu a dica #1, certamente vai seguir a dica #2: teste tudo de forma incansável, verifique aquecimentos, tensões incorretas, variações de corrente ou fugas em circuitos. Verifique a massa, certifique-se de que tudo está conforme antes de qualquer coisa. Se é um projeto de áudio ou que envolva RF, seja ainda mais cuidadoso. Uma ou duas trilhas mal traçadas na PCI podem se transformar em antenas que não deveriam existir, colocando seu projeto em risco e fazendo você perder um tempo precioso analisando um circuito que está montado corretamente, mas que ficou prejudicado pelo layout da placa. Outro erro clássico nos projetos é montar uma fonte mal dimensionada, pobre ou ruidosa. Antes de alimentar seu precioso circuito, monte a fonte com toda atenção, teste quantas vezes achar necessário e somente dê o circuito por finalizado quando realmente sentir confiança na sua montagem. Uma fonte fora de padrão certamente vai comprometer seu projeto, tomando mais tempo em bancada do que o necessário.

Dica #3 - Componentes

Nunca, mas nunca trate seus componentes sem o devido respeito. Se você é do tipo que lê datasheet, sabe muito bem dos cuidados que se deve ter para evitar a perda do CI ou do FET. Um descuido e você conecta um circuito com a polaridade invertida, ou se engana com a pinagem na hora da montagem, se esquece de cuidados básicos e coloca seu projeto em risco. Depois, perde mais tempo refazendo o projeto do que o testando, de fato. Selecione cuidadosamente os componentes, teste cada um deles antes de colocar no circuito, cuide os valores de tensão de trabalho dos capacitores, a corrente máxima dos diodos e não ultrapasse os limites de cada componente. De preferência, mantenha uma margem de segurança para componentes ativos, como os capacitores e os diodos da fonte de alimentação: se você tem uma fonte que fornece 18V em aberto (sem carga) mas que com carga (ou regulador) cai para 12V - que é a tensão necessária para alimentar seu projeto - tenha o bom senso de não utilizar um eletrolítico de 16V, como se vê por aí. Certamente vai acontecer o inevitável, mais cedo ou mais tarde: esse capacitor vai estufar e passar a não trabalhar corretamente. O resultado num circuito de áudio, por exemplo? Ruídos fortes e mau funcionamento, estalos e, na maior maré de azar, a queima das saídas. Tomando por exemplo meus projetos, no HS-1875Mi tenho uma fonte simétrica de +/- 20V x 5A com 17600MF de reserva em dois bancos de 8800MF cada. Sabe a tensão de trabalho dos capacitores? 35V. Sim, margem de segurança alta para evitar problemas futuros. Caso tenha curiosidade, tenha a oportunidade de desmontar um receiver ou amplificador de potência dos anos 80/90 e você entenderá o porquê de esses aparelhos ainda funcionarem até hoje, muitas vezes com componentes intactos e originais de fábrica. 

Dica #4 - Montagem

Particularmente, prefiro as montagens em caixas metálicas. Além da grande resistência mecânica, também fornece blindagem efetiva aos circuitos, afastando qualquer ruído irradiado ou parasitas do gênero. Claro que é mais complicado trabalhar com metais, principalmente na furação de painéis, mas vale o trabalho que dá. Quando for montar seu projeto, após todas as dicas anteriores, atente-se ao organismo interno que você está criando. Quanto mais organizado, melhor trabalhará seu organismo. Passe cabos de forma que a estética não esteja acima do bom senso de isolar a alimentação dos sinais, use cabos de qualidade, avalie corretamente os componentes ativos para não economizar no dissipador de calor e, sempre que necessário, utilize cabos blindados para sinal. Outra coisa muito importante é aterrar todo e qualquer ponto metálico 'solto' dentro do gabinete, como o corpo de potenciômetros, dissipadores de calor, suportes metálicos e tudo o que puder se revelar uma antena. Se o gabinete for metálico, esse problema se torna quase nulo, mas por questões de qualidade, o faça da mesma forma. No final de tudo, aterre o gabinete também, de uma forma que não haja loop de terra, casando tudo de forma bonita e técnica, sem aranhas e emaranhados de fios medonhos, por favor. Se o case for pequeno, avalie a necessidade de isolar cada circuito fisicamente.

Dica #5 - Isolando circuitos

Por ter montado muitos projetos em gabinetes compactos, acabei aprendendo essa na marra. Se você deixar um circuito sensível muito próximo do trafo ou de algum componente similar, certamente vai ganhar ruído irradiado. E isso vale para circuitos muito próximos, que podem influenciar negativamente no funcionamento coletivo, seja irradiando ou conduzindo de forma parasita alguma frequência. Por isso, sempre que necessário, isole fisicamente os circuitos utilizando a fantástica gaiola de Faraday - há muitas formas de criar uma, basta estudar sobre o assunto. Esses cuidados também se aplicam ao layout da placa de circuito impresso, para que trilhas críticas não se cruzem ou circuitos não estejam distantes o suficiente para evitar interferências. Um descuido, nesse caso, pode invalidar totalmente o funcionamento do projeto, principalmente se tratando de circuitos de RF ou com osciladores precisos.

Dica #6 - Revisão final

Antes de declarar finalizado um projeto, mesmo após seguir rigorosamente cada etapa de testes, faça o mais importante: teste tudo novamente! Siga o equipamento da entrada AC até cada setor. Se tudo está de acordo, cada cabo passado corretamente, tudo bem afixado, nenhum curto ou placa tocando onde não deve tocar, daí sim: ligue o equipamento e comece a testar as tensões da fonte, se tudo bate e está correto. Verifique se algum componente está aquecendo além do previsto no projeto e tome as providências. Um exemplo clássico é na montagem de fontes, de inversores ou de amplificadores de potência, quanto ao dissipador de calor escolhido. Quem tem experiência em montagem e desenvolvimento, seleciona dissipador no olho, sem pensar. Mas quem chegou dia desses, pode se confundir e aplicar menos área do que o necessário. Vejo muitos projetos com LM, TDA, IRF, TIP e pontes de diodos com menos área dissipativa do que o ideal, e com menos área ainda do que o desejável num projeto seguro. O resultado é sempre o mesmo: vida útil reduzida e um projeto fadado ao fracasso. E quando falo em fracasso, falo de equipamentos que deveriam funcionar milhares de horas sem qualquer problema, mas que terminam condenados por imperícia ou por economia de projeto. Ouço muito o termo 'mas estava no datasheet' na tentativa de justificar um projeto falho e o que eu tenho a dizer sobre isso é o seguinte: datasheet não ensina técnico, apenas parametriza suas aplicações. Se o datasheet diz que tal componente dissipa 40W, obviamente que isso é um parâmetro máximo e jamais um limite máximo para seu projeto. Seguindo cegamente o datasheet, sem possuir experiência ou senso crítico, você encurtará drasticamente a vida útil do componente, embora ele vá funcionar 'normalmente' dentro do seu circuito. Por isso, tenha bom senso.

Dica #7 - Projeto finalizado nunca está pronto!

Se todas as dicas anteriores foram úteis, dentre seus próprios métodos de produção e desenvolvimento, você finalizou um projeto. Mas sempre fica aquela vontade de ter feito alguma coisa diferente, uma função que você não pensou na época e que gostaria de aplicar agora. E nem sempre dá certo ou é possível. Isso porque projeto fechado é projeto fechado, mas você tem uma linha, agora. Dentro do mesmo projeto, crie variações, uma nova versão, ou até uma versão experimental. Você estará exercitando suas técnicas e descobrindo mais do universo DIY. Mas deixe o projeto atual intacto, a menos que você apenas queira atualizar um microcontrolador ou alterar algum parâmetro interno sem alterar painéis e funções principais. 

A ideia básica por trás do DIY é criar e por isso, crie! Encontre maneiras de desenvolver novas soluções a partir das grandes ideias que você já teve, como forma de aperfeiçoamento pessoal, profissional e executivo. Um projeto finalizado nunca está pronto, mas um projeto finalizado é um ponto de partida prontinho para novas soluções, novas ideias e grandes projetos. 

Conclusão

Imagine quanto tempo você vai levar para desenvolver uma fonte de alimentação bacana e segura. Agora, leve em conta que essa mesma fonte de alimentação poderia servir de base para inúmeros projetos, e que esse tempo que você dedicou no desenvolvimento dessa fonte será poupado, podendo ser aplicado aos demais setores do projeto. Isso é DIY, é desenvolver e produzir de forma ascendente, sem olhar para os erros passados como falhas, mas sim como degraus evolutivos para seus projetos.

Planejamento e execução de projetos DIY 3

fonte: diyPowered
Depois de alguns anos desenvolvendo projetos DIY, é interessante perceber que muitas das dificuldades encontradas durante a construção de um equipamento não estão necessariamente relacionadas ao circuito eletrônico. É claro que escolher componentes, projetar uma fonte de alimentação, dimensionar dissipadores ou desenhar uma PCB são etapas importantes, mas existe uma parte menos evidente do processo que costuma aparecer somente depois de vários projetos concluídos: aprender a tomar boas decisões antes, durante e depois da construção.

Nos primeiros textos da série, falei principalmente sobre planejamento, organização, escolha de componentes, testes, layout, dissipação térmica e acabamento. São pontos fundamentais e continuam válidos, porém com o tempo, surgem outras questões que não aparecem quando estamos começando. Quanto um projeto realmente custa? Como lidar com componentes que deixam de existir? Como saber se uma nova função realmente vale a complexidade que acrescenta? Como documentar corretamente uma versão? E talvez a pergunta mais difícil: em que momento devemos considerar um projeto terminado?

Este terceiro artigo é justamente sobre essas questões.

Antes de começar, defina o que realmente precisa ser construído


Um dos maiores problemas em projetos DIY é começar pela solução antes de definir claramente o problema. Encontramos um circuito interessante, um componente novo ou uma ideia em algum fórum e imediatamente começamos a imaginar como incorporá-la ao próximo projeto. O resultado pode ser tecnicamente interessante, mas nem sempre será um equipamento melhor.

Antes de escolher componentes ou desenhar a primeira placa, vale definir exatamente o que o projeto precisa fazer. Um amplificador, por exemplo, pode precisar de determinada potência, duas entradas, controle de volume, proteção para os alto-falantes e uma fonte adequada. Isso já é um projeto suficientemente completo. Adicionar display, controle remoto, VU meter, Bluetooth, monitor de temperatura e outras funções pode ser interessante, mas cada recurso acrescenta componentes, conexões, espaço, possibilidades de falha e tempo de desenvolvimento. Por isso, uma pergunta simples costuma ser muito útil: o que este projeto não precisa fazer? Saber retirar funções é tão importante quanto saber adicioná-las. 

Um projeto bem planejado não é aquele que possui o maior número de recursos, mas aquele em que cada recurso existente tem uma razão para estar ali - pense como se está ali, é porque precisa estar ali.

O escopo precisa ter um limite


Projetos DIY são particularmente vulneráveis ao chamado escopo infinito. Durante o desenvolvimento sempre aparece uma nova ideia que parece simples de implementar. Depois outra. E mais uma. Quando percebemos, aquele pequeno projeto que deveria levar algumas semanas transformou-se em um equipamento completamente diferente da ideia original.

Isso não significa que devemos impedir mudanças, muito pelo contrário! Algumas das melhores soluções aparecem justamente durante a construção. O importante é reconhecer quando uma ideia representa uma mudança real de escopo. Adicionar uma proteção pode ser uma melhoria natural; acrescentar um sistema completo de controle remoto já é uma nova parte do projeto e precisa ser avaliado como tal. Essa percepção ajuda a preservar uma das coisas mais importantes em qualquer projeto: a capacidade de terminá-lo.

Divida o projeto em blocos


Outra mudança importante que acontece com a experiência é deixar de enxergar o equipamento como um único circuito. Um projeto eletrônico normalmente é formado por vários blocos independentes que precisam trabalhar juntos. Em um amplificador, por exemplo, podemos separar entrada, pré-amplificação, controle de volume, estágio de potência, fonte, proteção, interface e alimentação auxiliar... essa divisão facilita muito o desenvolvimento porque permite testar cada parte individualmente. Mais importante ainda, permite reutilizar aquilo que já foi desenvolvido. Uma fonte que funcionou muito bem em um projeto pode ser adaptada para outro, um circuito de proteção já testado não precisa ser reinventado. Um padrão de painel ou uma solução mecânica pode se transformar em uma referência para vários equipamentos futuros.

É nesse ponto que o DIY começa a deixar de ser uma coleção de projetos isolados. Aos poucos, criamos uma biblioteca própria de soluções, conhecimentos, circuitos, componentes e decisões que podem ser reaproveitados. O projeto seguinte não começa mais do zero.

Reutilizar também faz parte do desenvolvimento


Existe uma ideia interessante no universo maker de que um projeto precisa sempre apresentar alguma coisa completamente nova, mas na prática, isso não faz muito sentido. Se uma determinada solução foi desenvolvida, testada e documentada, reutilizá-la é uma demonstração de maturidade, não de falta de criatividade. Reutilizar um circuito significa que você já conhece suas limitações, que parte do risco do próximo projeto foi eliminada. Também significa que o tempo pode ser direcionado para aquilo que realmente é novo.

Isso vale para fontes de alimentação, circuitos de proteção, módulos de controle, padrões de PCB, sistemas de montagem, bibliotecas de componentes e até mesmo procedimentos de teste. Com o tempo, o maior patrimônio de quem desenvolve projetos DIY deixa de ser a quantidade de equipamentos construídos e passa a ser o conhecimento acumulado entre eles.

Componentes também precisam entrar no planejamento


Um projeto pode funcionar perfeitamente no papel e ainda assim ser uma escolha ruim para o futuro se depender de componentes difíceis de encontrar. Essa é uma preocupação que normalmente aparece tarde demais. Escolhemos um transistor, regulador ou circuito integrado porque suas características são excelentes, construímos a placa e, meses depois, descobrimos que o componente desapareceu do mercado ou passou a ser encontrado apenas em fornecedores de procedência duvidosa. Por isso, a disponibilidade dos componentes deve fazer parte da decisão de projeto. Não significa que devemos utilizar somente peças populares ou modernas, componentes antigos podem ser excelentes e muitas vezes são justamente parte da personalidade de um projeto. O importante é saber quando estamos criando uma dependência e, sempre que possível, explorar alternativas.

Também vale guardar alguns componentes críticos. O custo de comprar algumas unidades extras geralmente é muito menor do que o trabalho necessário para redesenhar uma placa porque determinado componente deixou de ser encontrado.

O custo real é maior do que a BOM


Outro aspecto que costuma ser subestimado é o custo. Uma lista de materiais pode mostrar que determinado circuito custará R$ 200, mas dificilmente esse será o custo real do projeto. Existe a PCB, o frete, o gabinete, conectores, fios, parafusos, dissipadores, ferramentas, materiais de teste e, principalmente, tudo aquilo que foi comprado durante o desenvolvimento e acabou não fazendo parte da versão final e... existe o tempo.

Não é necessário transformar um hobby em uma planilha financeira ou atribuir um valor ao prazer de construir alguma coisa, mas é importante reconhecer que um projeto de quarenta horas de desenvolvimento é diferente de outro que pode ser concluído em quatro horas. O objetivo do DIY não precisa ser produzir algo pelo menor custo possível. Muitas vezes estamos pagando justamente pela experiência de desenvolver e aprender : )

O importante é saber o que estamos comprando com esse investimento.

O protótipo tem liberdade para dar errado!


Uma das maiores vantagens de um protótipo é justamente permitir erros. Na bancada, podemos utilizar fios maiores, fontes externas, componentes provisórios, placas perfuradas e soluções que jamais fariam parte do equipamento definitivo. Essa etapa existe para responder uma pergunta simples: a ideia funciona? Porque o problema começa quando o protótipo passa a ser tratado como produto final.

Depois que o circuito está comprovado, começa (ou deveria começar!) uma segunda etapa. Precisamos descobrir se ele funciona de forma segura, estável e previsível durante longos períodos, verificar temperaturas, consumo, comportamento sob carga, proteção e montagem mecânica. Uma coisa é conseguir fazer um circuito funcionar durante dez minutos na bancada, outra é construir um equipamento que possa permanecer ligado durante horas sem problemas.

O protótipo deve ser um lugar seguro onde podemos errar e o (possível e viável) equipamento final deve ser o resultado de termos aprendido com isso.

Defina critérios para considerar o projeto pronto


Um dos problemas mais comuns em projetos pessoais é não existir um momento claro de encerramento, pois quase sempre encontramos algo que poderia ser melhorado. Um capacitor poderia ser trocado, o gabinete poderia ser diferente, o layout poderia ser mais compacto, o dissipador poderia ser maior ou uma função adicional poderia ser incluída. Se não estabelecermos algum tipo de limite, o projeto nunca termina. Por isso, é interessante definir previamente o conceito de 'pronto'. 

O projeto pode ser considerado concluído, por exemplo, quando todas as funções previstas estão funcionando, as tensões estão dentro dos limites, a temperatura foi avaliada, a proteção foi testada, o equipamento passou por um período de funcionamento contínuo, se toda a documentação foi atualizada. O que vier depois disso, seja melhoria ou correção, deverá gerar uma nova versão ou revisão.

Lembra que existe o tempo? Então, é sobre isso.

Versionar é preservar a história do projeto


Quem já desenvolveu vários projetos certamente conhece a sequência de arquivos chamados final, final2, final_novo, final_agora_vai e assim por diante. Esse método pode funcionar enquanto existe apenas uma placa sobre a bancada, mas rapidamente se torna um problema quando o projeto evolui. Adotar versões simples, como v1.0, v1.1 e v2.0, muda completamente essa organização. E claro que, tão importante quanto o número, é registrar o que mudou em cada versão. Por exemplo, uma pequena correção de layout pode ser uma revisão, já uma mudança significativa na arquitetura deve justificar uma nova versão principal.

A versão antiga não é necessariamente uma versão ruim, ela é parte da história do desenvolvimento.

Documente também o que deu errado


Existe uma tendência natural de mostrar apenas o resultado, o produto final, o que é bonito. A placa pronta, o gabinete acabado, a fotografia final e o projeto funcionando. Mas os problemas encontrados durante o desenvolvimento são justamente algumas das informações mais valiosas. Se uma determinada disposição de cabos provocou ruído, isso deve ser registrado; se um dissipador ficou pequeno, vale anotar. Uma fonte não suportou determinada condição de carga, a informação pode evitar que o mesmo erro seja repetido no futuro. Uma boa documentação não deve explicar apenas como reproduzir ou validar um projeto, mas também registrar aquilo que aprendemos durante o processo. Às vezes, saber o que não fazer é mais útil do que conhecer apenas a solução final!

Funcionou é uma informação importante, mas é uma informação limitada. Quanto consumiu? Qual foi a temperatura? Qual era a tensão de alimentação? Qual foi a tensão DC na saída? Qual carga foi utilizada? Quanto tempo permaneceu funcionando?

Quanto mais complexo for o projeto, mais importante é transformar observações em números. Não é necessário transformar cada montagem em um laboratório profissional, mas algumas medições simples podem mudar completamente a qualidade da documentação. Numa próxima versão desenvolvida, esses números passam a ser referências. E quando outra pessoa reproduzir o projeto, ela terá parâmetros para comparar seu próprio resultado.

A diferença entre parece funcionar e foi testado nestas condições é enorme.

Pense na manutenção antes de fechar o gabinete


Um equipamento DIY provavelmente será aberto novamente algum dia. Pode ser para uma manutenção, uma medição, uma atualização ou simplesmente porque surgiu uma dúvida depois de algum tempo.

É comum pensar primeiramente na eletrônica e somente depois definir onde e como tudo será montado. Essa abordagem funciona até certo ponto, mas pode criar problemas difíceis de resolver quando você precisar montar o projeto de forma definitiva. A placa precisa caber com perfeição e possuir fixação estrutural, os conectores precisam ficar acessíveis, o cabeamento precisa ter seu ponto de passagem, os dissipadores precisam ter espaço, o transformador precisa estar corretamente posicionado... e tudo precisa ser montável. Por isso, o projeto mecânico deve evoluir junto com o eletrônico. Não existe uma separação absoluta entre o circuito e o equipamento. A placa, o gabinete, a fonte, os cabos, os dissipadores e o painel fazem parte do mesmo corpo.

Por isso, vale lembrar durante a montagem que você terá de reparar aquele equipamento em algum momento no futuro. Será possível chegar à placa? Os conectores estarão identificados? Os cabos poderão ser removidos? Será possível medir as tensões sem desmontar tudo? Um componente poderá ser substituído sem desmontar metade do equipamento? Um projeto bem construído não é apenas aquele que funciona quando é novo, ele também deve ser pensado a longo prazo em todos os cenários.

Não tenha medo de abandonar uma solução


Depois de investir tempo e dinheiro em uma solução, existe uma tendência natural de tentar salvá-la a qualquer custo. Mas insistir em uma solução ruim apenas porque já investimos muito nela não recupera o investimento e menos ainda, o tempo. Geralmente, apenas aumenta o prejuízo. Uma placa que precisou ser refeita não representa necessariamente um fracasso, mas pode representar uma etapa necessária para entender o problema.  Um circuito descartado ensina algo que será utilizado no próximo projeto. 

É importante também entender que existem diferentes objetivos para um projeto DIY. Alguns são feitos para aprender, outros para experimentar uma ideia, outros para construir algo que será utilizado diariamente e outros, apenas para validar algo. Existem ainda projetos pensados para serem compartilhados e reproduzidos por outras pessoas e cada cenário exige um nível diferente de documentação, comunicação, detalhamento e conclusões. Por exemplo, uma montagem experimental pode ser perfeitamente válida mesmo que possua fios espalhados pela bancada e um equipamento de uso diário precisa ser mais robusto; um projeto publicado precisa ser compreensível, um projeto que pretende ser reproduzido por outras pessoas precisa oferecer arquivos, componentes, processos bem definidos e informações suficientes para que alguém consiga chegar a um resultado satisfatório.

Compartilhar muda a responsabilidade


Quando um projeto é publicado, ele deixa de ser apenas seu. Outra pessoa pode baixar os arquivos, fabricar uma placa, reproduzir aquilo que você construiu ou até modificar o propósito original. É nesse momento que pequenas omissões podem se tornar grandes desafios para quem olha de fora seu projeto.

Regule a fonte precisa ser explicado para qual valor, faça a calibração precisa explicar como. Use este componente precisa indicar exatamente qual componente e possíveis substitutos, de acordo com a realidade geográfica. Documentação não precisa ser complicada e cheia de detalhes inúteis, precisa ser suficientemente precisa. Um bom projeto publicado permite que outra pessoa compreenda não apenas o que foi construído, mas também as decisões que tornaram aquela construção possível.

Preserve os projetos antigos


Com o tempo, acumulamos arquivos, fotos, anotações, placas e versões que parecem não ter mais utilidade. É tentador apagar tudo e manter somente a versão mais recente, mas uma versão antiga pode ter uma solução que será útil anos depois, por isso, mantenha todos os registros do projeto desde seu início. Uma foto pode esclarecer uma montagem assim como um esquema elétrico anterior pode explicar uma decisão que deixou de ser aplicada na época e aquela placa de validação que seria descartada pode servir como referência para outro projeto, eliminando etapas por você já saber qual caminho seguir ou não, para obter determinado resultado.

Organizar e preservar esquemáticos, PCBs, Gerbers, listas de componentes, desenhos mecânicos, fotos, medições e documentos é preservar a possibilidade de compreender que, no final, o circuito pronto é apenas uma parte do resultado. Ficam também as decisões que funcionaram, os componentes que aprendemos a utilizar, os erros que não queremos repetir, as soluções que podem ser reutilizadas e, principalmente, o conhecimento adquirido durante todo o processo. É por isso que um projeto DIY não precisa ser perfeito para ser valioso, e tudo isso faz parte de uma experiência que se renova a cada ideia ou necessidade.

Não construa apenas o circuito, construa o projeto


Um circuito é apenas uma parte daquilo que estamos construindo. O projeto inclui a ideia, o escopo, a escolha dos componentes, os testes, a PCB, a fonte, o gabinete, a segurança, a documentação, a manutenção e todas as decisões tomadas ao longo do caminho. E existe ainda uma última parte, que talvez seja a mais importante: aquilo que aprendemos. Um bom projeto DIY não é necessariamente aquele que funciona perfeitamente na primeira tentativa, mas aquele que, quando termina, deixa você sabendo mais do que sabia antes. E isso torna possível começar o próximo projeto de uma maneira diferente.

Visualize o projeto antes de pensar em como começar qualquer coisa, valide cada processo, anote, mensure, refaça. E quando pensar que o projeto está bom o suficiente para colocar em produção, volte uma casa.

Planejamento e execução de projetos DIY 2

Se você não leu a primeira parte do artigo, leia antes aqui

fonte: Internet
Como já falei um pouco sobre meus critérios técnicos de desenvolvimento dia desses, achei válido deixar registrado também meus critérios estéticos de desenvolvimento, na prática. Será mais uma postagem voltada para quem está começando no DIY - também para quem foi iniciado ou já é veterano, mas deixa a desejar em alguns pontos práticos - e costuma exagerar no visual dos projetos. Uma das grandes queixas minhas é a utilização desenfreada de LEDs de alto brilho, coolers desnecessários e microcontroladores para funções primárias que seriam facilmente resolvidas com CIs discretos. E outra, são tentativas falhas de criar silk para painéis dos projetos onde o resultado não vale sequer o tempo perdido. Na dúvida, deixe cru.

Painéis, controles e indicadores visuais

fonte: Internet
Tenho um senso estético bastante chato apurado e me incomodo facilmente com LEDs grandes e brilhantes em painéis que deveriam ser discretos e foscos. Me incomodo mais ainda quando as cores escolhidas são berrantes ou não fazem sentido. Tenho um cérebro bastante confuso. Penso que as cores devem fazer algum sentido com aquilo o que elas querem indicar. Principalmente se tratando de equipamentos de áudio, que geralmente são utilizados em locais com pouca iluminação - como salas de vídeo e entretenimento. Quando olho para algum equipamento de áudio, simpatizo quando os LEDs indicadores fazem alguma menção à função e mais ainda quando consigo linkar a cor com sua função. Sou daqueles que buscam projetos bacanas de serem vistos na Internet e que dedicam alguns minutos em leituras estrangeiras de grandes projetos.

Também me irrito facilmente quando vejo um painel muito bacana com knobs toscos, mal pensados e com cores burras. Pior ainda é quando tentam reaproveitar potenciômetros antigos com knobs mais modernos... Não satisfeitos com o carnaval, aplicam LEDs bizarros com cores diversas e com alto brilho. Fico imaginando a sala desses caras quando eles ligam os projetos: deve ser uma festa rave só.

fonte: Internet
Portanto, cuide bastante na escolha dos LEDs e de suas cores. Case as características de consumo e brilho, os formatos e leve em consideração todo o conjunto. Lembre que LEDs de alto brilho possuem um consumo bastante alto, principalmente se você vai montar algo que seja alimentado por baterias ou pilhas. E seja crítico consigo mesmo, busque inspiração em projetos pela Internet e vá aperfeiçoando suas técnicas e senso crítico. Seja saudável, também, na criação de silk e na adesivação dos painéis. Muitas vezes, o resultado desse trabalho falho não vale sequer o tempo que você perdeu. Então, na dúvida, crie painéis com indicadores e controles dispostos com alguma lógica visual. Mesmo que somente você entenda o que cada LED queira indicar, é mais elegante nada ter descrito num painel a querer arrancar os olhos com adesivações medíocres.

Microcontroladores

Já falei o que penso sobre essa molecada nova que transformou eletrônica em informática e não vou me repetir. Só vou acrescentar que, se você pretende aplicar microcontroladores nos seus projetos, que você os utilize sabiamente para funções avançadas. Nada de ATMEGA para piscar LED ou para temporizar relé. Tenha piedade daqueles que pesquisaram décadas até chegarem a acessíveis dispositivos programáveis destinados a funções avançadas. Deixe de preguiça e vá estudar eletrônica analógica também.

Se você pretende desenvolver projetos envolvendo lógica digital e controle de portas I/O com display e tudo mais, certamente vou lhe recomendar a aplicação de algum microcontrolador, escolhido de acordo com a sua aplicação. No mais, pense em soluções extremamente simples e eficientes utilizando apenas e boa e velha eletrônica analógica.

Coolers (ou FAN)

fonte: Internet
Nos primeiros projetos de fontes e amplificadores de potência, o cara fica meio confuso na escolha dos dissipadores de calor corretos para cada caso. Principalmente quem escolhe projetos mais complexos mesmo sendo um iniciante - meu caso, aos 14 anos de idade, ao escolher um amplificador transistorizado de 180W e fonte simétrica. Me lembro até hoje da peleja que era encontrar bons dissipadores de calor... Hoje é tudo mais fácil, temos muitas lojas físicas e sites dedicados que dispõem de quase todo material necessário para um bom projeto, fora as sucatas e as toneladas de lixo eletrônico disponíveis quase sempre gratuitamente. O caso é que, diferentemente dessa molecada de hoje, eu já sabia mensurar os dissipadores que eu precisaria utilizar caso a caso e somente utilizei coolers em projetos compactos de alta potência, como o PWA 5000 e o PWA700T, 500W e 700W classe AB de pura potência, respectivamente. E somente utilizei coolers por conta do espaço reduzido e por falta de um dissipador maior. É que, como fiz testes de carga máxima e os dois se mostraram grandes e calorosos amplificadores, não quis arriscar a dissipação passiva em dois equipamentos projetados para trabalho contínuo por horas em grande potência. Eis o meu respeito para com os componentes. Mas o que eu vejo por aí são projetos que dispensam por completo a dissipação ativa mas que, por alguma razão, os projetistas insistem em instalar coolers. E não ficam por aí: muitas vezes instalam coolers iluminados por LEDs, o que torna a estética ainda mais sofrível. Isso sem falar do consumo desses coolers, que pode chegar a 400mA! E antes que você fale do PWA 700T possuir um cooler medonho desses, se você puder ler toda a postagem vai entender a razão desse crime. O mesmo não ocorre no PWA 5000, que se utiliza de coolers discretos e devidamente instalados de forma harmônica e planejada, onde até a atuação (velocidade e acionamento de acordo com a necessidade) e direção do fluxo de vento foram pensadas. Isso garante a aplicação dos recursos e promove qualidade, um bom andamento do cronograma e a redução dos custos com dispositivos desnecessários.

Portanto, mais uma vez, seja crítico. Calcule as dissipações, trabalhe com gabinetes que promovam a troca de ar com grandes e inteligentes frestas de ventilação. Se realmente for necessário aplicar um ou mais coolers ao projeto, o faça de forma discreta e elegante. Se possível, controle esse cooler para que somente gire a 100% se realmente for necessário, otimizando o consumo de corrente, aumentando a vida útil do cooler e silenciando o funcionamento do equipamento. De preferência, crie um controle de velocidade baseado em eletrônica analógica. Você vai ficar impressionado com a facilidade de montagem de um circuito de controle de velocidade para cooler utilizando apenas componentes discretos.

Uma boa ideia é avaliar se seu projeto necessita de constante fluxo de ar. Vamos utilizar como parâmetro um amplificador classe AB de 250W. Potências de classe AB dissipam calor proporcionalmente ao volume de sinal em que estão operando. Se você pretende manter uma boa temperatura de trabalho interna, calcule a rotação desse cooler em torno de 20% da sua capacidade total. Quando o amplificador começar a aquecer, por volta dos 50ºC internos, calibre o circuito de controle do cooler para que libere a rotação a 100% para iniciar a manutenção da temperatura. Obviamente, quando esse limite for gradualmente reduzido, o cooler passará a girar em velocidade proporcional à temperatura medida, até chegar novamente aos 20% iniciais. Dessa forma, você mantém uma faixa de temperatura segura internamente tanto em baixas potências quanto em altas, pelo período de tempo em que o equipamento estiver operando. Lembre-se sempre de que a temperatura interna de trabalho deve ser observada, nunca permita que um amplificador trabalhe em altas temperaturas, mesmo que o limite do componente esteja dentro dos valores admissíveis. Quanto mais cuidados com seu projeto, mais qualidade você conseguirá. Logo, a durabilidade e a robustez serão pontos altos.

Dica quente: existem modelos de fontes ATX que possuem uma plaquinha dedicada ao controle do cooler que pode ser facilmente reaproveitada. Elas já vem com sensor e se utilizam da tensão de 12V fornecida pela própria saída da fonte. Basta conectar o cooler desejado, alimentar a plaquinha e posicionar o sensor no ponto crítico de aquecimento do seu projeto. Se quiser utilizar mais de um cooler ou um cooler mais parrudo, substitua o transistor/MOSFET original por outro que atenda a nova faixa de corrente. A faixa de atuação desses plaquinhas é muito desejável e você pode facilmente alterá-la se for necessário.

Em suma, vai reduzir espaço? Utilize cooler de forma inteligente. Tem espaço? Dissipe passivamente.

Conclusão

Seja o seu maior crítico.


F5812ADJ - Fonte tripla para bancada com saída dedicada ajustável

Indispensável em qualquer bancada e com múltiplas utilidades, uma boa fonte necessita de estabilidade, blindagem, ótima filtragem, proteções AC/DC e corrente útil para acionar equipamentos ou para testes em protótipos de projetos DIY. Com este propósito e com um projeto enxuto, foi desenvolvida a F5812ADJ

Partindo do princípio que uma fonte de bancada não tem mistério, não hesitei em iniciar o projeto com o clássico: filtro AC, fusível, transformador, diodos, capacitores. A grande sacada fica por conta da saída tripla 5V, 8V e 12V, sendo esta última ajustável até 20V. Com capacidade para fornecer 1A de corrente simultaneamente nas três fontes, a F5812ADJ também conta com proteção exclusiva 'Passive Charge', que só libera a tensão da fonte para os controladores cerca de dois segundos após o acionamento da fonte. Dessa forma, ao acionar a fonte, os capacitores principais se carregam rapidamente sem qualquer carga, o que promove maior eficiência na filtragem e protege o setor primário (diodos e capacitores principais) e o secundário (controladores) aumentando a vida útil de todo o sistema e minimizando ao máximo qualquer possível ruído. Todas as saídas possuem proteção contra curto, corrente reversa, sobrecarga e podem ser facilmente desarmadas em caso de aquecimento excessivo. Componentes como diodos, fiação e trilhas da placa, bornes, tensão de trabalho de capacitores, dissipação de resistores e até o dissipador de calor dos controladores foram superdimensionados para aumentar a vida útil da fonte. Isso é respeitar os limites do bom senso, contrário ao que fazem por aí.

Os voltímetros digitais são comerciais e foram adquiridos pelo Banggood. Demoraram para chegar, mas valeu a espera. São ligeiramente precisos e possuem consumo extremamente baixo, podem ser alimentados com tensões entre 4,5V e 30V e medem tensões até 99VDC.

Sistema Passive Charge

Ao acionar a fonte pela chave ON/OFF (painel traseiro) nenhum dos voltímetros é acionado, tampouco há tensão nos controladores e nos bornes de saída; o LED amarelo se ilumina. Cerca de dois segundos depois, o LED amarelo se apaga, os controladores recebem a tensão da fonte, os voltímetros indicam as tensões na saída e o LED verde se ilumina. A fonte se encontra funcional neste momento.

Ao desligar a fonte pela chave ON/OFF, a tensão geral começa a diminuir até certo ponto - sem zerar - onde a proteção 'Passive Charge' atua novamente cortando a tensão presente nos controladores, mantendo-a nos capacitores principais que se descarregam muito lentamente. Mesmo com essa descarga lenta, sempre existirá uma tensão residual nos capacitores principais para auxiliar a fonte num próximo acionamento. Assim, os capacitores principais não serão carregados 'do zero' novamente - a carga será retomada a partir da tensão residual, aumentando a vida útil do setor primário e acelerando a liberação da proteção 'Passive Charge'. 

Mais uma vez o lixo eletrônico ganhando vida nova: a carcaça é de um estabilizador, o transformador de 15V+15V x3A saiu de um no-break antigo; capacitores, diodos, controladores e todos os componentes foram reaproveitados de placas da sucata. Apenas os voltímetros foram comprados - há algum tempo, e bem baratinhos. 



Painel frontal com a fonte ligada
(bornes da esquerda +V e bornes da direita GND)

Detalhe da ventilação (dissipadores estrategicamente montados)

Com carga

Fonte sendo ligada (LED amarelo = 'Passive Charge')

Painel traseiro com a chave ON/OFF

* O voltímetro dos 8V mostra sempre 0,1V a mais do que deveria. Dado o preço e a distância para reclamar garantia, decidi deixar por isso mesmo.

** 22/09/2014 - O voltímetro dos 8V que apresentava 0,1V a mais passa a exibir a tensão correta após alguns minutos. Os outros dois voltímetros funcionam corretamente, somente este apresenta esse problema. Como disse anteriormente, pelo valor do produto e pelo tempo que levaria a troca por um novo, decidi não reclamar garantia. E levando em conta que todos os projetos DIY são protótipos de uso, se algum dia eu for produzir a F5812ADJ por alguma razão, o farei com todo cuidado e selecionarei os componentes corretamente.

Decidi melhorar a aparência gerando o silk para o painel. Atualizo a postagem assim que for aplicado.


Detalhe do voltímetro dos 8V


** 27/09/2014 - Silk finalizado e afixado no painel da fonte. Como a ideia é não gastar - ou gastar o mínimo possível - com os projetos, tudo foi feito em casa mesmo. Como eu disse anteriormente nesta postagem, se por ventura eu for produzir essa fonte algum dia, o farei da forma mais digna possível. Porque o protótipo é perfeito.


Silk aplicado (meia boca, mas custo zero)


Quanto ao sistema Passive Charge - que só libera a tensão da fonte para os controladores cerca de dois segundos após o acionamento da fonte - criei um vídeo demonstrativo.


SM1 Platinum - Switch de áudio true bypass com relés de platina

Uma evolução natural do clássico M1, produzido e já publicado há alguns anos, o SM1 Platinum agrega todos os valores de produção DIY com relés de seleção com contatos de platina e bobinas duplas

Não há muito o que ser falado sobre o SM1 além dos detalhes técnicos mais recentes. É um switch de áudio que será utilizado na sala para permitir a audição da TV e da jukebox com mais duas entradas extras, que não existiam no M1 - que era para duas entradas (dois canais) e switch digital - além do generoso display indicativo muito elegante por trás do espelho fumê do gabinete. Esse gabinete, aliás, era de um receptor de satélite mais moderninho, que serviu perfeitamente para o projeto. Adoro trabalhar com esses gabinetes.

Os relés especiais

Cinco relés por segmento
Esses relés foram doados pelo meu sogro, gente fina e expert em telefonia e eletrônica, ex-funcionário da Ericsson do Brasil e da extinta CRT, no Rio Grande do Sul. Ele possuía algumas caixas desses relés e quando eu soube da extrema precisão e qualidade deles, não pensei duas vezes em chorar algumas caixinhas. Ele me presenteou com seis delas, duas das quais foram empregadas no SM1 Platinum - antes que me perguntem: SM1 de Super M1, e o 'Platinum' eu me recuso a ter que explicar... Pretendo colocar alguns relés à venda na Lojinha diyPowered, para quem quiser utilizar em projetos similares.

Últimas quatro caixinhas
Cada segmento possui cinco relés integrados com bobinas duplas e contatos de platina. Segundo ele, eram usados nas comutações das centrais, que dependiam de precisão e qualidade. Não sei qual a tensão de trabalho deles, mas fui testando a partir dos 5V e com 8V eles já fechavam os contatos. Como são duplas e trabalhavam em centrais grandes, a tensão de trabalho deveria girar entre 12V e 48V. Liguei cada bobina dupla em série para evitar aquecimento/alto consumo e trabalhei com folga em 12V, mantendo os contatos muito firmes e o aquecimento das bobinas em boa margem de segurança.

Como tinha 5 relés disponíveis em cada segmento, no total de 10, utilizei dois deles para controle da saída de áudio. Isso significa que, quando nenhuma das fontes de sinal está selecionada, a saída dele é cortada, evitando cliques ou algum sinal indesejado nas comutações. Ou seja, temos 4 canais utilizando 8 relés, um para cada canal, mais dois extras que cortam ou conectam as saídas. Assim, sempre temos quatro relés comutados ao mesmo tempo, dois de cada fonte de sinal (L/R) e dois das saídas.

A fonte de alimentação

A fonte de alimentação do SM1 Platinum é das mais simples - e não confunda 'fonte das mais simples' com 'qualquer projetinho meia boca de fonte' - já que não temos qualquer tipo de circuito atuando sobre os sinais. Um trafo de 15V x 500mA fornecendo algo em torno de 20V em aberto e dois reguladores, um de 12V para os relés e outro de 5V para a lógica. Tudo perfeitamente casado e montado, como todo diyPowered! 

E aqui fica um bom exemplo para iniciantes ou para veteranos preguiçosos do mundo DIY: por mais simples que seja o projeto, projete uma boa fonte de alimentação.

Circuito de controle

Já disse antes e continuo repetindo que a utilização de microcontroladores nos projetos DIY é um grande salto na criação de funções, na economia de componentes e de tempo de bancada, e que nunca devem ser empregados para funções simples que podem ser facilmente resolvidas com eletrônica pura. Infelizmente - para alguns, é claro! - a onda dos microcontroladores está transformando pessoas inteligentes em pessoas acomodadas e rotuladas, justamente por acharem que tudo se resolve em código.

E mais uma vez temos o ATMEGA328P-PU como controle principal de um projeto diyPowered. O código é dos mais simples, somente controla o vai e vem dos relés, utilizando dois botões no painel, um LED bicolor e um display LCD 16x2. Simples assim.

Ao ligar o SM1 Platinum, o display dá as boas vindas, exibe a mensagem 'select a source to listen', acende o LED laranja e passa para a tela de operação, exibindo cada canal de entrada. Um toque em CH+ e a primeira fonte é selecionada, alternando do LED laranja para o LED azul e assim sucessivamente até a quarta fonte, mantendo-se aceso o LED azul quando alguma fonte está ativa. Para retornar fontes, CH- até voltar a tela inicial 'select a source to listen', apagando o LED azul e acendendo novamente o LED laranja. Muito útil para dar um 'mute' no sistema para trocar cabos de lugar sem ter que desligar e religar tudo de novo.

A grande vantagem do SM1 Platinum sobre seu antecessor M1 é justamente o switch. No M1 temos o famoso 4066 comutando os sinais com um pré-amplificador compensativo na saída. No SM1 Platinum temos os relés especiais comutando os sinais de áudio sem qualquer circuito ativo, promovendo um true bypass mais que perfeito, geralmente encontrado somente nos grandes e caros equipamentos hi-end. A grande sacada nessa seleção de sinais é utilizar lógica digital, como foi feito, ao invés de chaves de seleção no painel. Um display informativo sempre fica melhor nesses projetos.

Porta serial

Como o gabinete já possuía uma porta serial, decidi mantê-la para eventuais atualizações do SM1 Platinum - que certamente acontecerão. Fica mais fácil somente injetar o novo código pela porta serial do que recolher o equipamento, abrir, retirar o MC... Nos projetos futuros que necessitem dessas atualizações, certamente vou manter uma porta serial externa disponível também.

No mais, o sistema trabalha folgado, de forma muito precisa e elegante. Numa versão mais funcional do SM1 Platinum, poderia até utilizar um display VFD (que deixa tudo mais bonito) e entradas de sinal dedicadas para tape, phono, etc. com seus níveis definidos e prontos para conexão direta. Quem sabe até uns VU's... Mas isso fica para um próximo nível.


Tela inicial já conhecida por aqui

Tela de apresentação e versão

Já operando...

...e aguarda seleção

Selecionada fonte 01

Selecionada fonte 02

Visão aberta aguardando seleção (LED laranja = mute)

Porta serial para atualizações

Referência de dimensões

Entradas RCA (minhas favoritas)

Ruminações do criador sobre suas criaturas

O então batizado de 'Projeto Labrador' se tornou um padrão imbatível na montagem de projetos para áudio, e dificilmente será deixado para trás, já que o padrão é altamente resistente, confiável e facilmente adaptável a diversas configurações. Sem falar na blindagem natural da caixa, que é altamente desejável em projetos sensíveis.

Alguns anos após a produção dos modulares, algumas questões que eu havia pensado na época voltaram a fazer sentido. Mas agora, com 6 módulos, algumas dessas ideias já se tornaram inviáveis ou dispendiosas, tanto pelo tempo quanto pelo (possível) custo embutido. Hoje fiz uma limpeza e organização do set e decidi registrar essas ideias.


Set atual (outubro 2017)

Pois bem, vamos dar nomes aos modulares, começando da esquerda para a direita e logo atrás, as duas caixas acústicas com o amplificador de potência.

1. PH'AMP v2 - Amplificador HI-FI para fones de ouvido (retorno) 
3. PKL2v1 - Monitor visual de ajuste de linha 
4. H2PV1 Home2Pro Limiter & Clear
7. HS-1875Mi - Amplificador de potência de alta fidelidade para monitor de referência

As caixas acústicas não entram para a lista porque não são feitas por mim, são caixas Toshiba de alta qualidade com madeira de verdade e peso. Comprei há alguns anos pelo Mercado Livre, paguei uma merreca e fiquei muito feliz com a aquisição. Elas tem uma tela frontal - tem fotos com as telas aqui - que eu retirei e guardei, porque acho mais bonito assim. 

Se você é uma pessoa atenta e já leu todas as publicações de projetos, pode estar se perguntando onde diabos se meteu o SLF2PRO. Pois bem. Além do fato de que eu não atualizei a publicação dele na época, o carinha foi retirado do set para melhorias e acabou não voltando mais porque eu não consegui aplicar essas melhorias. O gabinete era pequeno demais para o que eu pretendia fazer e o projeto original ficou estacionado até segunda ordem. O grande problema de eu ter tirado ele do set é que passei a ouvir clicks e coisas do tipo em horários de pico da rede elétrica local. Mas certamente que ele volta, numa versão muito mais inteligente e bonita.

Então, o que eu pensei em fazer na época e não fiz?

Fonte modular para alimentar todos os módulos: dessa forma, somente uma tomada AC seria necessária para ligar todos os módulos. Eu deveria ter feito isso, mas não fiz e hoje pago o preço por ter tanto cabo AC para ligar, fora a quantidade de trafo ligado desnecessariamente e a bagunça que fica até que a gente decide arrumar e 'fitar' tudo com velcro. E a manutenção seria descomplicada, já que teríamos apenas uma fonte para verificar. E outra: ainda fiz a grande burrada de optar por cabo de força PP tripolar do mesmo padrão da linha de informática, mais precisamente.

Pintura do gabinete: na época da produção do segundo módulo, eu pensei seriamente em tratar e pintar o gabinete metálico. Ficaria bacana, limpo e protegeria contra possíveis corrosões do material. O que eu fiz? Mais módulos sem pintura. Mas isso ainda posso fazer sem problemas, basta ficar dois ou três dias sem o set para que a pintura fique boa. Claro, incluindo o HS-1875Mi, que até poderia ter sido montado com a carcaça de uma fonte ATX pretinha, já...

Padronização de conectores: desde o primeiro módulo, fiz o possível para me manter num padrão de conexão RCA. Falhei. Isso se deve ao fato de reaproveitar muitas peças, de ficar com preguiça de sair para comprar e também de valorizar bastante meu dinheiro: se eu tenho P10, para quê gastar com RCA na loja? Enfim, esse pensamento me fez desviar do propósito de padronizar o RCA nos modulares. Mas também me fez poupar um monte de dinheiro e no final das contas, ter o projeto finalizado e funcionando perfeitamente. Sou radicalmente contra poupar dinheiro e esforços se isso vai conduzir a uma baixa qualidade de produção, mas se você for capaz de alcançar o mesmo objetivo sem gastar dinheiro com coisas que podem ser substituídas sem ônus, vá em frente.

Silk dos painéis frontais e traseiros: uma das coisas que mais sinto falta nos projetos. Não sei fazer e para fazer feio, deixo sem nada. Principalmente nos projetos onde se tem mais conectores e ajustes do que o de costume, fica complicado de entender sem saber como foi produzido. Assim como falei na segunda postagem sobre planejamento e execução de projetos DIY, 'seja saudável, também, na criação de silk e na adesivação dos painéis. Muitas vezes, o resultado desse trabalho falho não vale sequer o tempo que você perdeu. Então, na dúvida, crie painéis com indicadores e controles dispostos com alguma lógica visual. Mesmo que somente você entenda o que cada LED queira indicar, é mais elegante nada ter descrito num painel a querer arrancar os olhos com adesivações medíocres.'. Por isso não me meto a fazer o silk. Mas é uma das coisas que ainda posso fazer, basta tirar as medidas dos painéis e enviar para alguma gráfica com plotter. Quem sabe um dia?!


Modulares montados e funcionando

Bom, acredito que era isso. Se eu me recordar de mais algum ponto, atualizo aqui. No mais, o set ficou arrumadinho e limpo, com seu novo amigo L2 prontamente instalado. E sim, ali tem uma Xenyx Q502USB que eu recomendo muito a compra, se pretende iniciar um home studio.

Planejamento e execução de projetos DIY

Pensei que seria interessante contar meus critérios para desenvolvimento de um projeto DIY para aqueles que não conhecem o processo ou que pretendam iniciar no DIY. Talvez fique somente nessa postagem, talvez eu faça mais de um capítulo sobre o tema. A ideia é que essas informações cheguem àqueles iniciantes que não sabem por onde começar e também aos mais experientes, para que possam aprimorar seus processos. 

O projeto no papel é fundamental

Fonte: Internet
Não adianta levar tudo pra bancada e montar. Isso até pode funcionar quando você está com aquela ideia na cabeça e precisa testá-la rapidamente. Mas um projeto requer roteiros bem definidos a serem seguidos para que as variáveis de erro sejam minimizadas ao máximo. Comece pelo básico do básico e coloque no papel tudo aquilo o que você pretende implantar no seu projeto. Se você vai montar um amplificador de potência, anote todas as funcionalidades e itens que você deseja adicionar - peak level, proteção DC, delay output, conexões, etc. - e não se esqueça de nenhum acessório ou componente. Isso evita retrabalhos dolorosos mais tarde, como quando você não prevê o aquecimento da ponte de diodos e tem que abrir espaço para que ela seja afixada num dissipador, por exemplo. É crítico demais para ser corrigido mais tarde, depois de montar a placa e já estar quase finalizando o projeto. Você vai perder tempo repensando o projeto, você vai gastar dinheiro (e mais tempo) se tiver que refazer a placa. E pior ainda se precisar alterar o layout do gabinete. Por isso você deve colocar no papel todos os passos para seguir na bancada. Melhor 'perder tempo' colocando todo o projeto no papel do que depois amargar um projeto mal sucedido. 

Teste todas as etapas

Fonte: Internet
Cada etapa finalizada requer testes. Se você criou o esquema elétrico, por mais perfeito que pareça, mesmo tendo sido simulado no computador com sucesso, ele precisa ser montado fisicamente. Somente assim você saberá onde está aquecendo, se precisa alterar resistores, onde está ocorrendo corrente demais e se os componentes escolhidos estão de acordo com a sua aplicação. 

Ainda tomando um amplificador de potência como exemplo, cada transistor escolhido poderá lhe dar um timbre diferenciado, ou até mais ou menos potência final. Os capacitores eletrolíticos são vaidosos e se você não souber como aplicá-los, seu projeto já vai começar mal. Por isso teste seu esquema em bancada, afine o circuito e seja caprichoso com seu trabalho. 

Selecione os componentes e calcule sua margem de erro

Fonte: Internet
Este é um ponto crítico. Muita gente compra componentes em qualquer loja, de qualquer jeito, sem qualquer procedência. E fica pior ainda quando se trata de integrados e transistores de alto desempenho. Se você aplica uma tensão de 65Vcc - tensão comumente encontrada em amplificadores de potência e fontes simétricas avançadas - num transistor falsificado por algum tempo - equipamento em uso - ele não terá a mesma durabilidade e qualidade sonora de um original. E você também encontrará sérios problemas com aquecimento. Isso sem falar que os falsificados possuem um péssimo acabamento e uma resistência física pobre. Tenha cuidado ao comprar seus componentes e não acredite em valores baixos demais.

Calcular a sua margem de erro durante testes evita que você precise sair de casa novamente para comprar novos componentes - gastando um tempo precioso que deveria ser aplicado ao projeto. E se lembre de que todos os componentes que você utilizou durante os testes não serão utilizados no seu projeto. Isso mesmo. Protótipo é protótipo e, por mil razões diferentes, você utilizará componentes novos quando for montar seu projeto original. Por isso compre mais componentes para testes do que você compraria para o projeto final.

Seja cuidadoso com o layout da placa

Fonte: Arquivo DIY
Muitos erros acontecem porque a placa foi mal desenhada. Interferências, clock, ruídos e até um circuito que se recusa a funcionar. Por isso evite cruzar trilhas de energia com trilhas de sinal, mantenha o transformador de força afastado dos circuitos sensíveis, utilize seções vazias da placa para formar cercas GND e crie barreiras físicas, se for o caso. Calcule cada espaço antes de desenhar seu layout para evitar retrabalhos e gastos excessivos com o projeto. 

Se você for utilizar a montagem ponto a ponto - técnica de soldar os componentes entre si sem a utilização de uma placa - os cuidados deverão ser redobrados para evitar o contato de componentes que possam danificar o circuito. Montagens ponto a ponto - P2P - são práticas e eficazes mas requerem muita organização e cuidado por parte do montador. E não é a melhor forma de se montar um projeto mais complexo, não tenha dúvidas.

Crie um design limpo

Fonte: Internet
Quando for pensar no painel do seu gabinete, faça algo limpo e simples. LEDs em excesso com cores berrantes e alto brilho não são legais, coolers não são necessários para tudo e menos ainda bonitos. E por falar em coolers, prefira não utilizá-los por conta do seu ruído, da sujeira que ele acumula e pela manutenção futura que você será obrigado a fazer. Cooler não é legal, não é bonito e somente se utiliza em projetos onde realmente existe a necessidade da troca de calor auxiliar. Pequenos amplificadores de potência, fontes de média potência e coisas do tipo não necessitam de cooler. E se mesmo assim você julgar necessário - ou apenas quiser, seja lá por qual razão - utilizar um cooler, seja sensato ao escolher um modelo discreto, com fluxo de ar compatível com a aplicação e sem LEDs. E queira instalá-lo em uma região onde não será visto. E quanto aos LEDs do painel frontal, também tenha bom senso ao selecionar o tamanho, o formato e as cores. Menos é mais.

E por fim, dedique tempo ao seu projeto

Se você não dedicar tempo ao seu projeto, certamente uma de duas coisas acontecerão: a primeira - e mais comum - é que seu projeto não vai sair da bancada; a segunda, o projeto não funcionará como você esperava. Tempo é a ferramenta que você mais precisa. Estude seu projeto, se comprometa a iniciá-lo e a terminá-lo definindo seus prazos, conheça novas maneiras de fazer uma mesma coisa e faça tudo conforme você achar melhor, seguindo o bom senso de pesquisar e ser cuidadoso com as etapas. Somente assim os resultados serão positivos. Erros poderão ocorrer, claro. Por isso devemos trabalhar com margens de erro devidamente calculadas, componentes de qualidade e ferramentas adequadas para cada operação. 


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