Projeto consolidado e maduro, publicado aqui no site há algum tempo, foi aplicado em vários projetos diyPowered e também em equipamentos de terceiros como melhoria, o speaker soft start protege as caixas acústicas contra pops e thumps originados do acionamento do amplificador.
Características e funcionamento
O funcionamento é muito simples: ao ser acionado pela fonte auxiliar (que não compartilha GND com o amplificador) o circuito temporiza cerca de 2 segundos e ativa os relés, conectando as potências aos alto–falantes. Esse circuito possui dois LEDs, um vermelho (falantes desconectados) e um azul (falantes conectados) que foram montados estrategicamente atrás de um acrílico–espelho, promovendo um efeito de fade muito bacana durante a temporização – do vermelho para o azul – fornecendo um visual muito elegante ao projeto e servindo como indicador de 'ligado'. Na partida, as potências estão conectadas via relés aos resistores de acionamento, para evitar que a comutação seja 'seca', sem carga para os canais de potência.
Você pode aproveitar esse esquema e aplicar o protetor em qualquer amplificador que você já possua ou até mesmo em novos projetos que vier a desenvolver. Os relés foram aplicados de forma individual, mas você pode utilizar relés com contatos múltiplos sem problemas. Esse projeto foi aplicado em diversos amplificadores que já montei até hoje, como por exemplo, o Amplificador BTL (bridged) com TDA2030A 35W + 35W, o HS–1875Mi e o mais recente amplificador, o Minimalista Amplifier – um puro classe A single ended inspirado no clássico JLH de 1969.
Download dos arquivos de consulta
Os arquivos com esquema elétrico e design da PCB podem ser encontrados de forma gratuita e livre no Drive diyPowered:
* Os resistores R5 e R6 devem ser alterados para que os valores estejam de acordo com os falantes conectados.
Observações importantes sobre a montagem
A montagem do circuito não requer cuidados especiais, mas é importante observar alguns pontos:
• Use cabos de bitola compatível com a corrente de trabalho nos pinos J1,J2, J3, J4, J7, J8, J9, J10
• A furação de fixação da placa está conectada ao GND do circuito
• Os LEDs sugeridos são de alto brilho, vermelho e azul, mas essa característica pode ser alterada de acordo com seu projeto – observar a necessidade de alteração dos resistores R3 e R4 para adequar o brilho dos novos LEDs
• Ao montar em gabinete dedicado, utilizar bornes de conexão entre amplificador e caixas acústicas com capacidade de corrente adequada para evitar aquecimento
• O transistor Q1 admite equivalentes sem influenciar diretamente no comportamento do circuito
Primeiro acionamento do circuito
A placa disponibiliza uma fonte completa para ser utilizada com um transformador que forneça 12VAC com corrente mínima de 150mA, conectado aos pinos J5 e J6. No entanto, para aplicações em equipamentos que possam fornecer a tensão DC de alimentação, é possível alimentar diretamente o circuito com tensões entre 14V e 16V, a partir dos terminais de C2. Caso opte por essa alternativa, poderá omitir da placa os componentes D1, D2, D3, D4 e C2.
Para verificar o funcionamento do circuito, basta alimentá-lo. O LED2 SPK CUT irá se iluminar e começará a perder brilho enquanto o LED1 SPK ON começará a ser iluminado, gradativamente. Após cerca de 2 segundos, você ouvirá o ‘clique’ dos relés atracando, indicando a conexão entre o amplificador e as caixas acústicas. Qualquer comportamento diferente, pode indicar uma montagem deficiente e/ou componentes defeituosos. Revise os valores e a posição de cada componente na placa, de acordo com as instruções de montagem e o layout da PCB.
Depois da grandiosa experiência em montar o Pur'A - Amplificador de Potência Hi-End Classe A, o bichinho do classe A me pegou e decidi que já era hora de ter outro 'A' pra chamar de meu. Mas dessa vez queria fazer algo mais clássico, mais vintage e com um timbre ainda mais puro. Nas minhas pesquisas e leituras no TCAAS - The Class-A Amplifier Site, minha primeira opção era usar o circuito original de 1969 e experimentar alguns toques de ousadia nesse circuito que, até hoje, é uma pérola da simplicidade e da qualidade, demonstrando que nem todo classe A precisa ser complexo para soar como um dos grandes.
O circuito original de 1969 é simplista, tema de muitas discussões até hoje a respeito da sua topologia. A complexidade dele gira em torno da sua simplicidade, promovendo uma audição muito interessante com tão poucos componentes e ajustes necessários. Claro que um circuito assim tem seus segredos para uma montagem de sucesso, e isso você pode ver no site que citei anteriormente, que possui vários materiais muito interessantes para leitura - além de algumas melhorias no circuito original de 1969 que você pode se guiar caso tenha vontade de aprofundar no assunto. Não vou repetir algumas informações sobre o projeto original aqui porque todas essas informações podem ser obtidas facilmente no TCAAS - The Class-A Amplifier Site ou mesmo e outros locais na internet. Material e roda de conversa não faltam sobre o JLH 1969!
Montagem robusta e visual vintage
Fiz a montagem inicial seguindo o esquema elétrico original como guia. Como gostaria de algo inspirado no JLH 1969, minhas alterações começaram nos componentes, onde alterei alguns valores e tipos como forma de contornar os componentes obsoletos do projeto original. Algo que pode ser muito interessante é substituir os transistores de saída por Darlington para um desempenho acima do esperado - e um aquecimento possivelmente maior, também. O dissipador de calor precisa ser muito eficiente pra manter a temperatura de trabalho dentro dos limites dos componentes, senão você vai perder o amplificador na primeira vez que deixá-lo ligado por alguns minutos - sim, acredite, um classe A consome corrente e gera calor mesmo que nenhum sinal seja injetado na entrada.
No fim, eu tinha um circuito com valores um pouco diferentes e transistores de outros tipos também, casando entre si num classe A single ended inspirado no JLH de 1969 soando de forma muito limpa e presente. Agudos sempre cristalinos, médios aveludados e na medida, graves naquela faixa esperada por um classe A de baixa potência. Fiz várias audições ainda com o circuito aberto e pendurado por fios, ajustando cada detalhe, testando novos valores e tentando encontrar o maior ganho possível dentro de uma qualidade acima da média.
A fonte de alimentação é superdimensionada e foi concebida com todo cuidado. Possui regulagem fina da tensão de trabalho a partir do LM317, um por canal, muita filtragem e uma ponte de diodos que eu recomendo fixar num dissipador de calor pequeno para evitar um aquecimento desnecessário. A fonte inicial, de quando comecei o projeto, usava os 1N5408, de 3A, mas eles aqueciam bastante quando os dois canais eram ligados. Dentro da média? Sim, eles poderiam ser usados sem problemas, mas eu não gosto de componente aquecendo demais, mesmo que esteja dentro do esperado e resolvi usar uma ponte que permite transferir calor. Uma alternativa seria dobrar os diodos 1N5408, que aqueceriam bem menos, mas o custo não justificaria. Outra solução seria criar uma ponte de 1N5408 para cada circuito, dividindo a quantidade de capacitores entre eles e compartilhando o mesmo GND no final. São somente ideias, você pode montar da forma que achar melhor para o seu cenário.
O dissipador principal deve ser usado para todos os componentes críticos para que a temperatura total de trabalho possa ser 'vista' pelos reguladores LM317. Isso se torna uma estratégia para aproveitar o circuito de proteção térmica nativa dos reguladores como uma proteção do próprio amplificador, atuando diretamente na tensão de alimentação das potências. Tenha em mente que um dissipador mal dimensionado poderá impactar não somente num aquecimento excessivo, mas também influenciar na leitura da temperatura de trabalho dos LM317, acionando a sua proteção térmica e causando funcionamento irregular das potências.
Antes de qualquer coisa, tenha muito cuidado ao realizar qualquer tipo de reparo, modificação, ajuste ou intervenção em equipamentos elétricos ou eletrônicos. Primeiramente, pela sua segurança. Não me responsabilizo por quaisquer prejuízos que você possa causar ao equipamento, a você e/ou a terceiros. Faça por sua própria conta e risco.
Algumas considerações se você pretende montar este ou qualquer outro amplificador classe A:
Dissipador eficiente para trabalho seguro
Fonte de alimentação superdimensionada
Reguladores de tensão e transistores de potência devem ser isolados e bem apertados no dissipador de calor
Fiação robusta e GND bem feito evitarão problemas
Gabinete com bastante ventilação (tente montar o dissipador externamente)
Transformador pode ser convencional, mas atente ao posicionamento no gabinete para evitar ruídos - ou use um toroidal
Circuito PET (ponto de equilíbrio térmico) é opcional e os valores dos resistores (27k e 10k) devem ser recalculados de acordo com o dissipador escolhido
Circuito original possui um trimpot do GND até a base do transistor de entrada que eu substituí por resistores fixos depois de ajustar a tensão no positivo do capacitor de saída (esse ajuste deve ser feito ao ligar pela primeira vez e após 20 minutos, conferir se precisa de novo ajuste)
Nota pessoal: você pode manter esse trimpot se quiser porque o ajuste pode ser conferido de tempos em tempos e será necessário em caso de manutenção (se precisar trocar algum transistor, por exemplo).
Placa deve ter trilhas largas e bem construídas, sem cruzamento de trilhas críticas e com isolamento/blindagem GND eficiente (instalar distante o suficiente do transformador)
Circuito antipop (relé de saída) é opcional, mas eu recomento aplicar no projeto de qualquer amplificador
A corrente máxima fica em torno de 800mA por canal com a configuração apresentada, mas se você alterar o resistor de 560R (ou utilizar um trimpot) poderá ajustar a corrente de trabalho
Primeiro acionamento do amplificador
Antes de qualquer coisa, revise novamente as conexões. Depois que conferir tudo, acione o amplificador com os falantes conectados e uma lâmpada-série para evitar possíveis danos. Deu tudo certo? Remova a série e ligue diretamente à rede elétrica.
Primeiro passo: 'aterre' as entradas ou feche completamente o potenciômetro de volume dos dois canais, conecte as caixas de som e alimente o circuito. Feito isso, ajuste perfeitamente a tensão de saída dos LM317 para 22V.
Segundo passo: ajuste de BIAS é 11V entre GND e o positivo do capacitor de saída, a partir do trimpot entre GND e base do transistor de entrada.
Aguarde pelo menos 10 minutos e meça novamente a tensão dos reguladores e BIAS. Se necessário, refaça o ajuste e aguarde estabilizar. Importante usar trimpots multivoltas para maior precisão no ajuste das tensões de 22V e 11V de BIAS.
Minha opinião sobre o Minimalista Amplifier
Eu tive uma experiência muito boa com o circuito do Pur'A - Amplificador de Potência Hi-End Classe A, mas posso dizer com toda certeza que o Minimalista Amplifier inspirado no JLH 1969 soa mais claro, possui nuances que o Pur'A não alcançava mesmo em volumes mais elevados. Acredito que a qualidade desse circuito possa ser explorada ainda mais com transistores de diferentes características, em busca de mais ganho e clareza no espectro das frequências audíveis. Eu quis aplicar os TIP41C por ter tido bons resultados com o Pur'A, mas nada impede que sejam feitos testes com outros tipos, e eu encorajo que alguém o faça!
Baixe aqui o arquivo PDF com o esquema elétrico completo e placa de circuito impresso do Minimalista Amplifier.
Visualização 3D da placa de circuito impresso (versão 1.2)
A PCB da versão 1.2 foi gerada no Kicad 9 e pode ser utilizada como referência se você for montar o projeto. Possui todos os circuitos numa placa só, bastando alimentar com o transformador recomendado no esquema elétrico.
Nova versão 1.3
03/2026 - Versão aprimorada com alterações no layout anterior, placa desenvolvida em formato monobloco para maior fidelidade e compromisso com a qualidade hi-end. Estou preparando a montagem de um novo modelo de gabinete para aplicação dessa versão : )
03/2026 - O projeto está na PCBWay e atualizado para versão 1.4 da PCB. Importante: o esquema elétrico da versão 1.3 atende a placa de versão 1.4. Você pode encomendar as placas a qualquer tempo:
Este é um circuito clássico e muito simples que garante a proteção dos alto-falantes no acionamento de amplificadores de potência. Sabe aquele 'thump' forte que empurra os alto-falantes pra frente quando você liga ou desliga o amplificador? Então, isso pode causar danos aos drivers, tweeters e até reduzir a vida útil do woofer - fora que não é muito elegante um amplificador com esse tipo de característica. Mas tudo isso pode ser facilmente evitado ao usar esse circuito.
Funcionamento do circuito
O funcionamento é muito simples: ao ser acionado pela fonte auxiliar (que não compartilha GND com o amplificador) o circuito temporiza cerca de 2 segundos e ativa os relés, conectando as potências aos alto-falantes. Esse circuito possui dois LEDs, um vermelho (falantes desconectados) e um azul (falantes conectados) que foram montados estrategicamente atrás de um acrílico-espelho, promovendo um efeito de fade muito bacana durante a temporização - do vermelho para o azul - fornecendo um visual muito elegante ao projeto e servindo como indicador de 'ligado'. Na partida, as potências estão conectadas via relés aos resistores de acionamento, para evitar que a comutação seja 'seca', sem carga para os canais de potência.
Você pode aproveitar esse esquema e aplicar o protetor em qualquer amplificador que você já possua ou até mesmo em novos projetos que vier a desenvolver. Os relés foram aplicados de forma individual, mas você pode utilizar relés com contatos múltiplos sem problemas.
Baixe aqui o arquivo PDF com o esquema elétrico completo do amplificador e se tiver alguma dúvida, comenta aqui na postagem que respondo bem rapidinho : )
** 06/03/2026
Circuito atualizado com esquema elétrico e PCB gerados pelo KiCad. Os arquivos podem ser baixados aqui no site ou você pode encomendar diretamente pelo site PCBWay e receber no seu endereço.
Baixe aqui o arquivo PDF com o esquema elétrico completo do amplificador e se tiver alguma dúvida, comenta aqui na postagem que respondo bem rapidinho : )
Sempre fui apaixonado por montar amplificadores de potência, pré-amplificadores e circuitos de áudio em geral. Nem sei quantos já montei até hoje, foram vários. Meus preferidos são os classe AB, por uma questão de equilíbrio entre qualidade de reprodução e custo de montagem - embora eu tenha uma forte queda pelos classe A, como já falei por aqui antes, no projeto do Pur'A.
Neste projeto, o escolhido foi o clássico circuito integrado TDA2030A, que equipou vários amplificadores comerciais - tive até um cubo de guitarra que usava ele no projeto - em configuração de ponte (bridged) simples, sem o acréscimo dos transistores externos que podem ser vistos no datasheet do componente. A ideia básica era montar um amplificador com boa potência, que fosse compacto, com uma montagem sólida e confiável, extraindo o máximo de potência sem sacrificar a qualidade. E se você conhece a linha de integrados TDA, sabe que possuem uma boa reputação até hoje, principalmente os TDA2030, TDA2040 e TDA2050. Claro que, entre os monolithic integrated circuit in Pentawatt package, ainda prefiro o LM1875, que equipava um outro amplificador que produzi por aqui há algum tempo, mas todos eles possuem características muito interessantes.
Existem outros CIs amplificadores com maior potência e qualidade que o TDA2030A - como o próprio LM1875 que citei antes - mas como possuo vários em casa, já vinha pensando em dar um destino justo para eles! Lembrando que há equivalência entre alguns TDA e LM da Pentawatt package e você poderá compará-los via datasheet para decidir qual será o melhor para o seu projeto, de acordo com a sua necessidade.
Antes de qualquer coisa, tenha muito cuidado ao realizar qualquer tipo de reparo, modificação, ajuste ou intervenção em equipamentos elétricos ou eletrônicos. Primeiramente, pela sua segurança. Não me responsabilizo por quaisquer prejuízos que você possa causar ao equipamento, a você e/ou a terceiros. Faça por sua própria conta e risco.
Montagem do amplificador
Segui o datasheet com algumas pequenas alterações que já usei anteriormente em alguns projetos com o TDA2030A, com foco em uma configuração de ponte. A alimentação vem de uma fonte simétrica com transformador toroidal, bem dimensionada e largamente filtrada - 4 capacitores de 6800uF e 2 de 2200uF na linha final - que entrega 18V + 18V em aberto com capacidade para até 5A, montada cuidadosamente para eliminar possíveis ruídos. A vantagem de uma boa reserva de potência é perceptível quando se reproduz graves e médios graves, dando a percepção de profundidade e clareza, amanteigando os ouvidos e amaciando os woofers. Os bornes de saída possuem duas conexões a mais, que são os pontos de aterramento do amplificador que poderão ser aproveitados em interconexões com outros equipamentos.
Todos os integrados são montados no mesmo dissipador de calor, isolados entre si, e com o menor espaço possível entre componentes, aumentando a eficiência do projeto. Particularmente, gosto muito de montagens P2P/PTP, ou ponto a ponto, aquelas montagens sem uma placa de circuito impresso, onde os componentes são soldados entre si mesmos ou em ilhoses, com curtas conexões. Os prós ficam por conta da simplicidade da produção, da grande efetividade na conexão dos componentes, baixo risco de interferências (trilhas sobrepostas, ruídos etc.) e os contras começam na dificuldade de uma manutenção futura e na probabilidade de erros na montagem. Nesse caso, como se trata de um projeto simples, sem muitos componentes, uma única placa de circuito impresso pode incluir todo o circuito, sem maiores dificuldades. Mas é você quem deve avaliar qual é a melhor opção para o seu projeto.
Se você nunca montou um amplificador Pentawatt package, cuidado na escolha do dissipador: esses integrados geram muito calor, precisam estar bem fixados e com pasta térmica para evitar danos térmicos e funcionamento intermitente - eles possuem proteções internas muito poderosas e ativas. Não subestime a dissipação de calor desses amplificadores: apesar da potência final deles não ser das maiores, geram muito calor e precisam de uma área considerável para manter a temperatura de trabalho segura. O gabinete que eu escolhi permitiu uma montagem muito precisa, cada componente possui um espaço muito delimitado para ser fixado e precisei medir minuciosamente cada item enquanto fazia a montagem dos circuitos.
O resultado é um amplificador com potência final de 70W em 8Ω, com uma montagem robusta e de qualidade, com um tamanho reduzido e leve, e com um visual elegante. Considere utilizar caixas acústicas de qualidade para aproveitar as características desse amplificador.
Proteção para os alto-falantes (antipop/thump)
Também incluí um circuito de proteção 'soft start' para eliminar aquele 'pop' chato do amplificador ao ser acionado, que empurra com muita força o alto-falante para frente. O funcionamento é muito simples: ao ser acionado pela fonte auxiliar (que não compartilha GND com o amplificador) o circuito temporiza cerca de 2 segundos e ativa os relés, conectando as potências aos alto-falantes. Esse circuito possui dois LEDs, um vermelho (falantes desconectados) e um azul (falantes conectados) que foram montados estrategicamente atrás de um acrílico-espelho, promovendo um efeito de fade muito bacana durante a temporização - do vermelho para o azul - fornecendo um visual muito elegante ao projeto e servindo como indicador de 'ligado'. Na partida, as potências estão conectadas via relés aos resistores de acionamento, para evitar que a comutação seja 'seca', de 'sem carga' para os alto-falantes. Pequenos detalhes que fazem uma grande diferença e agregam valor e robustez ao projeto.
Você pode aproveitar esse esquema e aplicar o protetor em qualquer amplificador que você já possua ou até mesmo em novos projetos que vier a desenvolver.
Observações sobre a montagem
Use um bom dissipador de calor ou compense com ventilação auxiliar (cooler)
Monte a fonte de alimentação com todo cuidado para evitar ruídos e interferências, não poupe esforços e o projeto vai lhe surpreender
Aperte bem os CIs no dissipador e use pasta térmica para que a transferência de calor seja eficiente
O terra da entrada (E) é comum ao gabinete e ao GND do circuito, mas você pode isolá-los, caso prefira, a partir de uma chave extra (LIFT/GROUND) que está representada no esquema elétrico como 'opcional' e que pode ser útil em alguns casos
Use cabos blindados nas entradas de sinal e dê preferência para gabinetes metálicos - se optar por um gabinete plástico, recomendo forrar internamente com folhas metálicas as partes mais próximas do amplificador e aterrá-las, assim como qualquer ponto metálico 'solto' - como o corpo do potenciômetro, suporte do transformador etc. - para evitar interferências e ruídos (sim, é muito sensível se a montagem não for bem estruturada)
Caixas acústicas de 8Ω com duas ou três vias são recomendadas, para que toda a qualidade da reprodução possa ser apreciada
Atenção aos pontos 'comuns' do circuito, para concentrar a malha e evitar loops de terra
Baixe aqui o arquivo PDF com o esquema elétrico completo do amplificador e se tiver alguma dúvida, comenta aqui na postagem que respondo bem rapidinho : )
Apesar de precisar concluir as laterais do gabinete, o amplificador já está pronto e tocando com muita qualidade! Como de costume, vou deixar algumas fotos atuais dele pra se ter uma ideia do tamanho do gabinete e do desafio que foi montar tudo aí dentro.
Esse vídeo demonstra o acionamento do amplificador e a proteção dos alto-falantes em ação.
Quem acompanha este humilde blog sabe que adoro garimpar coisas na OLX. E que quase sempre encontro coisas bem legais. Dessa vez foi esse home theather 5.1 com somente a informação 'não liga'. Gosto dessa informação 'não liga' porque a chance de reparo costuma ser maior do que aquelas do tipo 'só não sai som'. Porque 'não liga' pode ser um fusível, uma ressolda e o 'só não sai som' pode ser um microcontrolador ou processador de áudio quase impossível de ser encontrado no mercado - na remota chance de você conseguir identificar o carinha, já que essas peças costumam vir com a impressão raspada. Vamos ao que interessa.
Comprei por R$ 50 e fui buscar longe. O vendedor garantiu que tudo estava lá dentro, que nada foi retirado, então, na hipótese de não conseguir reparar o home, teria muito mais que esse valor em peças lá dentro. E não tinha todos os satélites, somente dois deles e com os cabos cortados. Paciência. Retirei a tampa traseira e já fiquei contente só de ver um baita dissipador, um trafo parrudo e várias peças boas. Mas fiquei ainda mais feliz quando vi os canais tocados pelo TDA 2030! Ah, esse CI é muito bom - não chega perto do queridinho LM 1875, mas é bom! O fusível de entrada da rede elétrica é de 1A e estava aberto. Troquei e liguei o home na lâmpada série para evitar mais problemas e para minha surpresa, nenhum curto se manifestou. Bom sinal: as tensões que alimentam as potências (enrolamentos de 12V + 12V e 14V + 14V x 2,8A) estavam lá mas o terceiro enrolamento de 10V x 500mA estava totalmente sem tensão. Seguindo as trilhas na placa, vi que ele é dedicado ao regulador de 5V da lógica que controla tudo nesse aparelho. Um resistor SMD estava torrado na linha de entrada retificada desses 10V (AC 10VAC -> diodos retificação onda completa -> capacitor 470MF x 25V -> resistor SMD 2,2R -> resistor SMD valor desconhecido torrado -> regulador 7805) e a julgar pela configuração, era também de valor baixo servindo apenas como um fusistor. Alimentei diretamente o 7805 com uma fonte de 7,5V e medi sua saída totalmente estável em 5V. Decidi ligar tudo e surpreendentemente funcionou de primeira todas as funções. O subwoofer dele é muito potente, pela rápida passada de olho na configuração, os TDA 2030 estão em ponte para tocar os graves - configuração bastante comum nos home theater de entrada. Não testei o leitor de cartão SD, mas a entrada USB está funcionando perfeitamente, assim como o rádio FM. Infelizmente não encontrei informação relevante sobre ele na internet, menos ainda no Mercado Livre.
Como não tinha um trafo pequeno entre 10V e 12V x 500mA em mãos e queria muito utilizar o home, optei por uma solução pouco ortodoxa: a fonte que utilizei de teste de 7,5V x 500mA chaveada foi fixada dentro da caixa. É a solução mais elegante? Não. É a melhor escolha? Não. Mas é o que deu pra fazer agora. Com mais tempo, vou procurar em casa alguma fonte antiga que ainda use trafo pra fazer um serviço mais elegante nesse home.
Também quero comprar satélites novos pra ficar tudo padrão. Também quero revisar canal por canal pra ver se todas as saídas estão trabalhando corretamente, já que esse CI é bastante sensível e quando não queima, deixa a saída pro falante com potência reduzida. No mais, valeu o garimpo e certamente vou ficar com ele por muito tempo. A caixa é de madeira, bem pesada, e está num estado de conservação excelente. Fotos? Tem sim.