Como instalar um alerta sonoro de farol ligado no carro? Esquema fácil e elegante!

Se ainda não aconteceu com você, provavelmente ainda vai: esquecer o farol/luz de posição acesa e deixar o carro por horas na rua. Essa é a segunda vez que me aconteceu, na verdade, e ainda não consigo entender o porquê de os projetos nas montadoras ainda não seguirem um padrão de corte geral no carro quando a chave é removida. Mas enfim. Vamos ao que interessa, então.

Aplicação prática

Esse esquema elétrico deve ser compatível com pelo menos 90% dos veículos, chutando alto. É simples, pequeno e não onera em nada a carga da bateria. E o mais importante:

Antes de qualquer coisa, tenha muito cuidado ao realizar qualquer tipo de reparo, instalação, alteração ou quaisquer tipos de intervenções em equipamentos elétricos, mecânicos ou eletrônicos. Primeiramente, pela sua segurança. Não me responsabilizo por quaisquer prejuízos sofridos por você e/ou por terceiros. Faça por sua própria conta e risco.

O princípio de funcionamento é bem básico

Possui zero consumo de stand by: o circuito só estará energizado se você ligar o farol ou a luz de posição;
É seguro: está protegido pela mesma linha de fusível da chave de faróis;
Circuito inteligente: possui conexão ao ACC para saber se a chave está ou não na ignição.

Com a chave de ignição fora, se você ligar o farol, o alarme vai soar de forma ininterrupta até (1) você desligar a chave do farol ou (2) até você colocar a chave na ignição e girar no primeiro estágio (na maioria dos carros, senão, no segundo). Se você tirar a chave da ignição e mantiver o farol aceso, o ACC da ignição será cortado e o alarme vai soar novamente. Simples, né? Mais simples ainda é esse circuito, olha só.
 
Clica em cima que amplia
 
Essa é uma versão beta, vamos dizer. Montei hoje, mais ou menos na correria pra testar a teoria e deu tão certo que já até fiz o esquema elétrico pra postar. Vou instalar em breve no carro, mais adiante vou gravar um vídeo demo pra mostrar o funcionamento e o som que ficou bem bacana e de certa forma, exclusivo pra esse sistema. Se você for mais esperto na eletrônica, vai notar que o princípio do circuito é quase o mesmo do LED sinalizador de painel residencial ou automotivo, um circuito muito bacana e simples que pode ser implantado em vários projetos.

Basicamente, é isso. Não tem muito o que dizer sobre o projeto, é o que é. Lembrando que:

- Resistores podem ser dos menos potentes, até em SMD dá pra montar esse circuito
- Capacitores devem ser de pelo menos 16V, sendo que o ideal é 25V (de boa qualidade, obviamente)
- O BC337 que tem na base escrito NC é não conectado, pode até arrancar esse pino de base se quiser
- O capacitor de 47uF em paralelo com o buzzer pode ser alterado ou até omitido, e isso afeta drasticamente a forma como se ouve o alerta (sem ele parece um grilo e nesse valor fica bem bacana) enquanto que alterações de valor no capacitor de 470uF afetam o tempo de ação do tom
- É possível alterar tanto o resistor de 4,7k quanto o capacitor de 470uF, bem como o de 47uF para encontrar tom, tempo e características que agradem mais a você (isso é uma das partes bacanas do projeto: a coisa pode se tornar exclusiva para o seu carro)
- O buzzer deve ser de 12V e possuir oscilador interno (a frequência dele varia de lote para lote, por isso você deve experimentar o valor do capacitor em paralelo com ele para modular o tom a seu gosto)
- O optoacoplador admite equivalentes e o circuito deve funcionar com praticamente qualquer modelo desde que respeitados os pinos
- O circuito foi desenvolvido utilizando uma tensão nominal de 12,6V (que é a tensão apresentada numa bateria saudável com o carro desligado) e o tempo de ação do tom depende da tensão aplicada
- Quanto maior a tensão aplicada na entrada, menor o intervalo entre os tons
- Se você utilizar um buzzer de 5Vcc - é seguro porque o resistor de entrada limita a corrente - o tom será mais alto (optei pelo de 12Vcc para não ficar tão alto)
 
Aplicação em veículos com diferentes tensões de trabalho
 
Embora tenha sido desenvolvido para trabalhar em 12Vcc, é possível aplicar o circuito em diferentes tipos de veículos. Para tensões maiores que 12Vcc, como baterias de 24Vcc ou associações, aumente proporcionalmente os valores dos seguintes componentes:
 
- Resistor de 4,7k (por exemplo, para 24Vcc utilizar 9,2k ou 10k para ficar mais fácil)
- Resistor de 22R (por exemplo, para 24Vcc utilizar 47R)
- Resistores de 10k (por exemplo, para 24Vcc utilizar 22k)
- Resistor de 1R (por exemplo, para 24Vcc utilizar 2,2R até 4,7R)
- Tensão de trabalho dos capacitores deve ser pelo menos 50V
- Buzzer deve ser compatível com a tensão de trabalho (por exemplo, para 24Vcc utilizar buzzer para 24Vcc - ou de 12Vcc se quiser um tom mais alto)
 
Quanto ao gabinete que você for usar, recomendo a selagem do circuito com o componente de sua preferência - epoxi é uma excelente opção - para evitar umidade e danos pela vibração natural do ambiente. Pode ser montado P2P (ponto a ponto, sem placa) numa configuração compacta, com placa padrão ou ainda em placa com um layout totalmente SMD, tornando o projeto o menor possível. Não tem erro. Boa sorte!

** no começo do vídeo falo 'FIO VERMELHO: GND, MASSA, NEGATIVO' mas o correto é 'FIO PRETO: GND, MASSA, NEGATIVO'.


The Boot Configuration Data file doesn’t contain valid information for an operating system Error code: 0xc0000098 ** como resolver fácil


Session. 
 
Sem mais delongas porque de mimimi cultural a internet está cheia, vamos lá. Esse problema ocorreu num notebook Samsung com Windows 10 de um cliente após ele deixar os filhos soltos nos sites de download de jogos, preciso nem terminar de contar a história né. Parte do tutorial foi retirado daqui.

Bem simples, quando estiver na tela de recuperação do sistema, abra o prompt de comando. Encontre a letra correspondente aos arquivos e pastas que precisamos acessar - boot, bcd etc. Nem sempre a letra correta é C, então, fica atento.

- Digite no prompt: Bootrec /RebuildBcd e pressione Enter. Se a ferramenta Bootrec.exe executar com sucesso, ela lhe apresentará um caminho de instalação do Windows.

- Para adicionar esta entrada ao BCD store, digite Y ou S (de acordo com seu idioma) e pressione Enter. Uma mensagem de confirmação indicará que a entrada foi adicionada com sucesso ao BCD Store.

Se a ferramenta do Bootrec.exe não puder localizar uma instalação faltante de seu Windows, você precisará remover o BCD store, e depois precisará recriá-lo.

Para fazer isso, digite os comandos abaixo na ordem em que são apresentados. Pressione Enter ao final de cada comando.

Bcdedit /export C:\BCD_bkp ** esta etapa é importante, não pule

ren UNIDADE:\boot\bcd bcd.old ** onde UNIDADE é a letra correta

Bootrec /fixmbr ** esperamos aqui uma mensagem de êxito na operação

Bootrec /fixboot ** esperamos aqui uma mensagem de êxito na operação

Bootrec /rebuildbcd ** esperamos aqui uma mensagem de êxito na operação
 
Reinicie o Windows e pronto.
 
Aqui tudo funcionou de primeira, sem maiores dramas. Uma das coisas que mais gosto no Windows 10 é a sua capacidade de recuperação. Boa sorte!

Reparo geladeira Consul Facilite CRB39ABBNA51 (congelando dutos, não degelando, não gela embaixo)

Session.

Há alguns meses tenho me incomodado com a Consul Facilite CRB39ABBNA51 que temos em casa há 8 anos. É um refrigerador simples, pequeno e de controle eletrônico da temperatura e degelo automático - o famoso e indispensável frost free. O problema é recorrente pelo que pude ver na internet: ela permanece por muito tempo ligada, a temperatura interna chega aos 5ºC até que, de repente, começa a aumentar devido ao congelamento do duto que leva ar frio para baixo. Daí que ela não desliga mesmo, já que o sensor da parte de baixo 'informa' que a temperatura está alta, chegando a congelar muito próximo ao ventilador do congelador, podendo até travar ele... 

Também não funciona o frost free, o que leva um problema de encontro ao outro. Mas a solução é bem simples e barata, perto do que custa um reparo em assistência técnica ou ainda, um novo refrigerador. Basta paciência, boa vontade e um quê de curiosidade para economizar uns bons dinheiros e ainda de quebra, aprender algo novo.

Primeiramente, esse reparo serve para outros modelos também, que utilizam a mesma tecnologia e até os mesmos sensores. Mas antes de sair feito louco comprando os sensores apenas, teste a 'resistência' de degelo - não gosto desse termo para esse componente, mas ilustra melhor e também o termofusível. Muitas vezes a geladeira deixa de executar o frost free por conta dela, que abre. Assim como o termofusível. Meça a resistência com multímetro na escala de Ohms e você deverá encontrar uma leitura baixa, como se deve esperar de um resistor. Se não encontrar valor algum, compre uma nova resistência também, custa barato. Já o termofusível, a leitura deve ser zero, ou seja, como se fosse um curto-circuito. Como meu elemento de aquecimento - a 'resistência' de degelo - está bom, comprei somente os sensores, dois de temperatura e o termofusível, todos originais da montadora do equipamento. Resolvi trocar também o termofusível, para deixar todo mo conjunto novo. Um dos sensores de temperatura vai no congelador, preso à serpentina enquanto que o segundo sensor fica na descida do ar frio para a parte de baixo, onde você guarda sua comida. O termofusível vai próximo à 'resistência' e funciona como uma proteção caso ela permaneça ligada, impedindo de derreter tudo ali dentro.

Esse kit é original, veio até com aqueles conectores de emendas Scotchlok 3M incríveis pra você não precisar fazer aquela chinelagem com fita isolante. Daí você diria 'ahhhh mas como você ia fazer sem essas emendas da 3M?!' e eu diria 'ahhh com espaguete termorretrátil e solda né'.

Vamos começar?

Antes de qualquer coisa, tenha muito cuidado ao realizar qualquer tipo de reparo em equipamentos elétricos ou eletrônicos. Primeiramente, pela sua segurança. Não me responsabilizo por quaisquer prejuízos que você possa causar ao equipamento, a você e/ou a terceiros. Faça por sua própria conta e risco.

Comece deixando a geladeira desligada e de portas abertas a noite toda pra descongelar. É sério, se você tentar desmontar ela congelada, vai destruir o isolante interno que é de isopor. Ele fica totalmente preso pelo gelo e você vai estragar tudo se tentar fazer assim. Feito isso, solte a bandeja inferior 'mais frio', a porta dela e também a porta do 'congelador'. A porta do congelador tem um pino superior que deve ser pressionado com uma chave para liberar a porta, tem uma mola na parte de baixo dele. Fácil.

Solte as travas da base do congelador nas laterais por embaixo e puxe para fora. Pronto, você abriu caminho e precisa agora soltar os dois parafusos na parte superior da tampa e puxar as travas que ficam mais ou menos no meio dessa tampa central. Tem marcações ali, só puxar pra fora com uma chave de fenda.

Puxe gentilmente a tampa. Tire o isopor e voilà. Com tudo isso feito, basta soltar o sensor de temperatura e o termofusível. O sensor você tem que cortar os fios mesmo, corte bem rente ao sensor pra ficar mais fácil de fazer as pontas e as emendas com o novo sensor utilizando o reparo da 3M que vem junto. O termofusível tem um conector que está coberto por essa fita preta, só descolar a fita e cortar a cinta plástica - presilha, abraçadeira, enforca gato etc. - para soltar o conector. 

O sensor de temperatura do congelador está envolto na manta metálica, abra com cuidado pra não detonar ela. Faça as trocas usando o reparo de emenda 3M, embrulhe o sensor novamente na manta metálica e o prenda com cinta plástica bem firme, como estava o anterior.

O termofusível novo é só conectar no lugar do antigo, fixar na mesma posição que estava antes com cinta plástica e recolocar a fita preta prendendo os conectores e os fios, pronto.

O sensor de temperatura da parte de baixo fica colado com uma espécie de silicone branco. Puxe ele e corte os fios, repita o mesmo processo de troca do sensor de temperatura do congelador. Igualzinho. Não tem polaridade aí, ok? Positivo e negativo e tal. Só cortar o sensor velho e colocar o novo. Eu colei o sensor novo com a boa e velha pistolinha de cola quente, e colei os reparos de emenda 3M na parede interna pra ficar padrão.

Curiosamente, somente o sensor de temperatura que vai fixado na serpentina estava com valor muito alterado (quase o dobro do valor nominal). O sensor de temperatura interna tinha pouca variação. Troquei o termofusível que estava bom, como falei antes, por vaidade. Só mesmo pra deixar tudo novo.

Finalizando

Fixe os sensores da mesma forma que estavam fixados antes, nas mesmas posições. Não tem mistério. Remonte a geladeira seguindo a ordem inversa de desmontagem e pronto. Se você fez tudo certinho, seus problemas acabaram. Fiquei bastante contente em ver a geladeira trabalhando normalmente após meses de problemas. Liga o compressor, baixa a temperatura e desliga o compressor. Tudo dentro do padrão, como ela já foi antes. Fora a economia de energia elétrica que isso me trará, dei uma grande sobrevida a esse aparelho gastando apenas R$ 143 e pouco mais de uma hora para fazer todo o procedimento e observar o funcionamento da geladeira.

Algumas fotos do equipamento sendo reparado a seguir. Boa sorte!


O conector de emenda Scotchlok 3M

Fixando o sensor novo com o Scotchlok

Fixação definitiva do sensor e dos conectores

Visão geral do sensor novo

Fim do reparo e tudo no lugar de novo

Detalhe do conector do termofusível e o sensor novo instalado

Termofusível antigo sendo retirado

Sensor novo instalado com Scotchlok

Início dos trabalhos e visão interna

Posição dos conectores internos

Os sensores originais comprados

O sensor de temperatura da serpentina

Fixando o novo sensor

Sensor novo pronto para instalação

Removendo sensor antigo

Detalhe do modelo desse aparelho


Salvando seu atendimento de hoje: driver, utilitário e tutorial de instalação Gertec G250

Ainda não entendo como pode um fabricante em terras brasileiras lançar um produto e esconder o software. Esse é o caso da Gertec com a sua G250. Você não vai encontrar facilmente esse driver por aí, assim como muitos colegas da área passaram aperto em atendimentos envolvendo esse modelo, que é bem recente.
 
Sem mais delongas, vou disponibilizar aqui no Drive para que você não passe mais aperto quando precisar reinstalar essa impressora, que por sinal, é muito boa.

Baixe aqui o driver, utility e tutorial de instalação da Gertec G250 e seja feliz ; )

Fonte ajustável com duplo LM317 (quando não tem transistor em bancada pra montar booster!)

Session.

Dia desses precisei de uma fonte com precisos 20V que fornecesse 2.6A de pico. Simples, não é? Basta pegar um LM317 e colocar um transistor PNP parrudo formando aquele booster de corrente esperto e famoso. Mas faltou esse PNP parrudo e eu realmente tinha pressa em resolver isso. Solução rápida e cara: usar dois LM317 em paralelo para formar um booster mais especial.

Não é a solução mais elegante e nem de longe, a mais barata. Mas quando a situação requer uma solução rápida é que se revelam grandes ideias. Funciona perfeitamente sem qualquer problema, consegui alimentar a placa para verificar um reparo com sucesso e, de quebra, ainda coloquei em prática essa gambiarra ideia que tenho há muito tempo - que alguém por aí já deve ter tido algum dia. A vantagem é que você tem todas as proteções do CI ativas sem nenhuma modificação direta no esquema, é literalmente dois LM317 trabalhando como se fossem um só.

Só um aviso: se não tiver um dissipador parrudo, você precisará de um cooler para forçar a ventilação. O conjunto aquece bastante a partir dos 1,7A e sabemos que circuitos integrados reguladores não gostam de trabalhar muito quentes. Gostei tanto dessa solução inusitada que talvez até aprimore esse circuito aí, vamos ver.
 
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KB5000XXX BSOD 2021 Windows 10 - Deu tela azul aí também?

Vou ser bem sucinto porque a Internet já está inundada dessa informação. Session.

Nós, macacos velhos da TI, sabemos que de tempos em tempos a MS (Microsoft para os íntimos) lança um KB (atualização para os íntimos) que causa de pequenos incômodos a grandes dores de cabeça. Muitas vezes acabamos reinstalando o Windows para ganhar tempo ao invés de procurar qual KB causou o problema. Dessa vez o KB gerava uma tela azul da morte com o código de erro APC_INDEX_MISMATCH ao enviar uma impressão, seja para impressoras de cupom fiscal, laser ou jato de tinta. Tanto faz. O Windows escolhia uma das suas impressoras e dava a ela o poder da Blue Screen Of Death: era certinho, mandava impressão e tomava uma tela azul na cara.

Tive inúmeros problemas em clientes com automação comercial desde o dia 11/03. Mas para não alongar demais, a solução:

- Desinstale TODAS as atualizações possíveis instaladas a partir do dia 10/03/2021 até 12/03/2021 (ou iniciadas com KB5000XXX) e reinicie o computador
- Desinstale COMPLETAMENTE os drivers da impressora que deu problema (somente a impressora que deu tela azul, não precisa remover de todas)
- Reinstale os drivers da impressora que deu problema e seja feliz!

Tive um único cliente que a solução não resolveu o BSOD, mas no caso dele, a instalação já estava bastante bagunçada mesmo e o Windows foi reinstalado e atualizado. Felizmente a MS já se deu de conta da cagada e suspendeu essa atualização até que ela mesma (a MS) entenda o que causou isso.

Provavelmente ainda teremos alguns casos em máquinas que já baixaram esse KB mas ainda não o instalaram, então, se você se deparar com esse pequeno caos do Tio Bill, aplique essa solução antes de pensar em formatar a máquina e reinstalar o Windows. Na maioria dos casos, levei menos de 20 minutos para executar todo o processo. Um fato curioso é que TODOS os clientes que atendi com essa demanda não possuíam licença do Windows 10 enquanto que TODOS os outros clientes que tenho que possuem licenciamento não sofreram com esse KB - ele está instalado lá.

Boa sorte!

Home theater 5.1 Timpano H5902 - compra 'no escuro', reparo e informações

Session.

Quem acompanha este humilde blog sabe que adoro garimpar coisas na OLX. E que quase sempre encontro coisas bem legais. Dessa vez foi esse home theather 5.1 com somente a informação 'não liga'. Gosto dessa informação 'não liga' porque a chance de reparo costuma ser maior do que aquelas do tipo 'só não sai som'. Porque 'não liga' pode ser um fusível, uma ressolda e o 'só não sai som' pode ser um microcontrolador ou processador de áudio quase impossível de ser encontrado no mercado - na remota chance de você conseguir identificar o carinha, já que essas peças costumam vir com a impressão raspada. Vamos ao que interessa.

Comprei por R$ 50 e fui buscar longe. O vendedor garantiu que tudo estava lá dentro, que nada foi retirado, então, na hipótese de não conseguir reparar o home, teria muito mais que esse valor em peças lá dentro. E não tinha todos os satélites, somente dois deles e com os cabos cortados. Paciência. Retirei a tampa traseira e já fiquei contente só de ver um baita dissipador, um trafo parrudo e várias peças boas. Mas fiquei ainda mais feliz quando vi os canais tocados pelo TDA 2030! Ah, esse CI é muito bom - não chega perto do queridinho LM 1875, mas é bom! O fusível de entrada da rede elétrica é de 1A e estava aberto. Troquei e liguei o home na lâmpada série para evitar mais problemas e para minha surpresa, nenhum curto se manifestou. Bom sinal: as tensões que alimentam as potências (enrolamentos de 12V + 12V e 14V + 14V x 2,8A) estavam lá mas o terceiro enrolamento de 10V x 500mA estava totalmente sem tensão. Seguindo as trilhas na placa, vi que ele é dedicado ao regulador de 5V da lógica que controla tudo nesse aparelho. Um resistor SMD estava torrado na linha de entrada retificada desses 10V (AC 10VAC -> diodos retificação onda completa -> capacitor 470MF x 25V -> resistor SMD 2,2R -> resistor SMD valor desconhecido torrado -> regulador 7805) e a julgar pela configuração, era também de valor baixo servindo apenas como um fusistor. Alimentei diretamente o 7805 com uma fonte de 7,5V e medi sua saída totalmente estável em 5V. Decidi ligar tudo e surpreendentemente funcionou de primeira todas as funções. O subwoofer dele é muito potente, pela rápida passada de olho na configuração, os TDA 2030 estão em ponte para tocar os graves - configuração bastante comum nos home theater de entrada. Não testei o leitor de cartão SD, mas a entrada USB está funcionando perfeitamente, assim como o rádio FM. Infelizmente não encontrei informação relevante sobre ele na internet, menos ainda no Mercado Livre.

Como não tinha um trafo pequeno entre 10V e 12V x 500mA em mãos e queria muito utilizar o home, optei por uma solução pouco ortodoxa: a fonte que utilizei de teste de 7,5V x 500mA chaveada foi fixada dentro da caixa. É a solução mais elegante? Não. É a melhor escolha? Não. Mas é o que deu pra fazer agora. Com mais tempo, vou procurar em casa alguma fonte antiga que ainda use trafo pra fazer um serviço mais elegante nesse home. 

Também quero comprar satélites novos pra ficar tudo padrão. Também quero revisar canal por canal pra ver se todas as saídas estão trabalhando corretamente, já que esse CI é bastante sensível e quando não queima, deixa a saída pro falante com potência reduzida. No mais, valeu o garimpo e certamente vou ficar com ele por muito tempo. A caixa é de madeira, bem pesada, e está num estado de conservação excelente. Fotos? Tem sim.
 















Modificando um no-break SMS New Station 700BiFX (como colocar um voltímetro, revisão e melhorias)

Session.
 
falei aqui antes que gosto muito da SMS e seus projetos e esse aí é o meu fiel escudeiro de várias gambiarras e aventuras. Dessa vez, coloquei em prática uma ideia antiga só por diversão: colocar um voltímetro nele para monitorar a carga da bateria. É idiotice mas a gente gosta.

Não tem mistério e não vou me alongar: pegue um voltímetro chinês qualquer igual a esse aí, solde GND e +Vcc na bobina do relé de saída (cuidado com a polaridade); solde agora o SIG (geralmente é um fio amarelo, mas na placa está impresso) na linha de 12Vcc que vem da bateria para a placa (é o fio vermelho que também está ligado ao transformador no TAP central) e pronto. Só isso??!! Só. O display só será alimentado quando o no-break estiver em uso. Simples assim.

Aproveitei para fazer algumas melhorias: afastei da placa os diodos do carregador que aquecem muito e coloquei um dissipador de calor no transistor que fica na frente da placa, que também aquece muito (um regulador por zener) e chega a marcar a placa de tanto calor que gera. Tirei fotos também dos CI's LM324 que coloquei soquetes da última vez que deram defeito, pra facilitar a vida no futuro. É isso.
 








DELL Inspiron N4050, Intel Core iX 2ª e 3ª gerações e a terrível falha no LCD (tela preta no Windows 8/8.1 e 10)

Session.
 
Faz algum tempo que guardei esse artigo para postar aqui mas acabou caindo no esquecimento até ontem, quando precisei dessa informação novamente. Muitos técnicos arrancam os cabelos quando atualizam o Windows 7 para 8/8.1 ou 10 e se deparam com esse pau de tela. O problema é recorrente nas segundas e terceiras gerações dos Intel Core i3, i5, i7 mas também vem acontecendo nas sétimas e oitavas gerações. As melhores fabricantes detectaram o problema cedo e disponibilizaram a solução tão logo foi possível mas alguns outros ainda não divulgaram sequer uma notinha escondida no site.

Sem mais delongas, o problema é resolvido após a atualização do firmware do BIOS. Vou ilustrar a situação com o DELL Inspiron N4050 mas a solução é a mesma para vários modelos DELL e também se aplica a alguns outros fabricantes que utilizam os gráficos Intel HD. Esse equipamento vem com o Intel Graphics HD 3000.

Vá até o site da DELL ou do fabricante do equipamento e utilize preferencialmente a Service Tag para localizar mais facilmente as informações importantes. No caso da DELL, logo de cara aparece essa atualização de firmware do BIOS como recomendada. Não tem mistério algum.

Se você já está com o problema da tela preta, conecte um monitor à saída VGA ou HDMI para poder visualizar o procedimento. Se ainda vai atualizar o Windows 7, execute o procedimento normalmente pelo display do equipamento.
 
ATENÇÃO! Atualização de firmware sempre é um risco, vários outros problemas podem acontecer e qualquer detalhe que você deixar passar pode comprometer o equipamento. Particularmente, firmware só deve ser atualizado em casos de problemas e correções críticas, como neste caso. Execute o procedimento por sua conta e risco, não me responsabilizo por quaisquer danos e prejuízos que possam ocorrer.

Os passos são os seguintes:

  • Mantenha a fonte conectada para evitar problemas maiores (você já tem um problema na mão, está caminhando para um processo de atualização de firmware que pode trazer problemas maiores ainda)
  • Baixe o arquivo recomendado pelo fabricante e siga religiosamente as instruções
  • Acompanhe o processo até o final (não vire as costas e vá fazer outras coisas e jamais interrompa um processo de atualização de firmware)
  • Se você seguir tudo à risca, o problema da tela preta será resolvido em 10 minutos

Após o procedimento de atualização do BIOS nesse DELL em específico, o equipamento é reiniciado automaticamente, a tela se apaga e o equipamento é religado novamente. O Windows deve subir normalmente após a atualização e o problema que parecia sem solução, acaba.

Vou deixar disponível aqui o software de atualização do BIOS para o DELL Inspiron N4050 para quem precisar de uma mãozinha com esse pepino aí. No meu caso, a versão do BIOS era A07 e após a atualização foi para a A08. Antes e depois do procedimento, verifique a sua versão de BIOS com o seguinte comando via CMD (administrador):

wmic bios get smbiosbiosversion

Monte uma super fonte de bancada para testes e projetos de 1,2V a 20V até 5A

Devido ao grande sucesso do projeto da minha nova fonte de bancada e também pelo número expressivo de acessos naquele post, achei que já era hora de disponibilizar um novo projeto aqui no site. Para quem não sabe, este site é alimentado com minhas experiências diárias, meus projetos de uso próprio ou encomendados e nunca foi um site de referência para esquemas e projetos públicos. Se você buscar no site inteiro, encontrará poucos artigos técnicos que disponibilizam esquemas elétricos de circuitos - se não me falha a memória, o último grande projeto foi o pisca alerta para moto, que ainda tem milhares de acessos até hoje.

Por quê?

Para iniciantes ou veteranos, projetistas ou hobbistas, uma fonte de bancada digna é mandatório. Sempre montei as minhas fontes de laboratório, nunca comprei nenhuma e isso se tornou quase que uma filosofia diyPowered: construa seu próprio equipamento. Pena que a documentação dos meus projetos nunca foi tão religiosa quanto agora, tanto que só tenho registro de duas ou três das várias fontes de bancada que montei aqui no site.

A ideia é manter este projeto em aberto para que qualquer pessoa possa montar a sua fonte também. É um esquema simples, com componentes facilmente encontrados no mercado nacional, sem ajustes nutella e com uma qualidade altíssima. É para montar projetos, para testar equipamentos, para uso diário na batalha sem se entregar.

Princípios

A ideia aqui é ter força, qualidade e simplicidade. Utilizando como coração do projeto um dos mais queridos reguladores de tensão, o LM317T, a fonte é capaz de entregar toda a corrente disponível no transformador graças ao booster auxiliar provido pelo par de transistores Darlington TIP127. Um dos meus favoritos. O projeto utiliza um transformador de 16V+16V x 5A mas você pode utilizar outros transformadores com faixas diferentes de corrente e tensão, ou ainda utilizar enrolamento simples, sem TAP central. O circuito é versátil e várias configurações são possíveis alterando-se o transformador.

A etapa retificadora está superdimensionada e é recomendável mantê-la assim para evitar gargalos e aquecimentos desnecessários. Qualidade, lembra? Se você for utilizar um transformador com maior corrente, eles deverão ser alterados para entregar a corrente desejada com alguma folga. Os capacitores de 4700uF e 2200uF devem ser alterados caso a corrente máxima seja maior que 5A para manter a qualidade. Até 10A recomendo adicionar mais um capacitor de 4700uF antes dos resistores de 0,22R e substituir o capacitor de 2200uF por um de 4700uF. Lembrando que as tensões de trabalho devem ser respeitadas com um limite bem distante da máxima fornecida pelo transformador. 

O LED 1 utilizado como piloto (indica que a fonte está ligada) e o LED 2 ground/lift são de 5mm vermelhos, por isso foram utilizados resistores limitadores de 4,7k. Se você for utilizar LEDs de outras cores ou formatos, recalcule estes resistores de forma a evitar aquecimento neles e também para que os LEDs trabalhem somente com a corrente necessária para serem iluminados, preferencialmente a menor corrente possível.
 
Ao alterar a faixa de tensão da fonte substituindo o transformador original do esquema, não ultrapassar 40V na entrada do LM317T, que é seu limite de operação - como margem de segurança,  não ultrapassar os 33V.

Etapa de potência

Consiga um excelente dissipador de calor, sério. Os Darlingtons geram bastante calor em aplicações como essa e quanto mais frio eles puderem trabalhar, melhor. O LM317T - que também aquece bastante - deve ser montado no mesmo dissipador dos transistores, isolados entre si de preferência com mica, montado entre os transistores, ficando fixado no meio do dissipador com os dois transistores nas suas laterais. Dessa forma, o integrado consegue gerenciar a temperatura de trabalho do conjunto de forma muito eficaz, protegendo a fonte em um possível sobreaquecimento. O torque dos componentes no dissipador deve ser controlado, nem muito e nem pouco, para que toda a superfície dos componentes esteja em contato com o dissipador, aumentando a eficiência da transferência de calor. Pasta térmica é fundamental em ambos os lados dos isoladores. Os diodos 1N4007 não devem ser esquecidos, eles protegem o integrado regulador LM317T.

Quando for montar a fonte no método ponto a ponto (P2P) opte por encurtar ao máximo a distância entre os componentes, aumentando a eficiência do conjunto, e utilize fiação de bitola compatível com a corrente máxima. Em casos de placa de circuito impresso, é extremamente importante traçar largas trilhas para os pontos de alta corrente e também mantendo a distância segura entre elas e as trilhas menores. 
 
Duplo TIP

É sabido que o TIP127 fornece 5A de corrente máxima. Daí você deve estar se perguntando o porquê de ser utilizado em par nessa fonte. Simples: qualidade. Podemos dividir a carga máxima para dois transistores ao invés de utilizar a capacidade máxima do componente, aumentando a vida útil e reduzindo a geração de calor. Para 5A de corrente máxima, cada um trabalharia metade da carga tornando o conjunto de saída seguro. Para cargas maiores que 5A, utilize um transformador de maior corrente e aumente o número de TIP127 na saída de acordo com a corrente máxima do transformador, mantendo uma margem de segurança de pelo menos 2A.

O ajuste da tensão de saída é feito pelo potenciômetro linear de 5k. Não utilize valores maiores, a precisão no ajuste ficará prejudicada. Os valores possíveis ficam entre 1,2V e 20V com o transformador original do esquema. 

Ground/lift

Fontes de qualidade geralmente trazem essa função. Serve para isolar o ground (o comum interno, negativo, GND) do terra (o terra físico, chassis, externo) com uma simples chave, o que é muito útil em várias ocasiões. O LED 2 é iluminado quando o terra externo se une ao ground interno e se apaga quando são desconectados.

O terra (chassis) está conectado o tempo todo unindo o gabinete metálico ao terra externo mas não está conectado ao ground da fonte (negativo, GND) enquanto a chave estiver desligada.

Considerações finais

Este esquema é quase o mesmo da minha atual fonte de bancada, a AT5. Portando, é um circuito maduro e testado. Melhor que isso, é um circuito em uso. Tudo funciona perfeitamente, sem qualquer problema. Algumas atualizações poderão ser feitas com o passar do tempo, e serão publicadas aqui para que todos possam ter acesso ao material. 

Sempre me perguntam qual o software que eu utilizo para gerar esses esquemas e é ExpressPCB na versão Classic. Não é o mais completo e alguns componentes eu preciso improvisar porque ele não traz na lista, mas até hoje foi o único que consegui trabalhar de forma intuitiva. E é gratuito.
 

 
** 20/01/2021

Fiz com muito cuidado e tempo um layout para confecção de placa de circuito impresso pra essa super fonte. Lembrando que precisa espelhar o layout pra poder imprimir, ele está em modo de visualização nos PDFs. Lembrando que essa PCI é para a versão 1.0 da fonte, a primeira versão que está no esquema elétrico ali em cima.
 
Baixe aqui os arquivos em PDF. Pads na placa marcados como A, B, C e D são jumpers.


** 21/01/2021

Para agradar a gregos e troianos, aqui vai o link do PDF contendo o layout já espelhado. Basta imprimir em tamanho real e pronto. Boa montagem!

Reparo no adaptador AC/DC chaveado 12V x 10A Eletrônica MM (fonte chaveada bivolt para CFTV)

Session.

Gosto de ver projetos bem feitos e gosto mais ainda quando esses projetos são nacionais. Essa fonte é de fabricação nacional, utiliza um gabinete padrão no estilo Patola e uma montagem bastante surpreendente para algo feito aqui. Não tive como deixar passar esse reparo sem uma session...

Eu não gosto de fontes chaveadas para projetos com áudio, mas sou fã delas em outros projetos. A fonte chaveada revolucionou a forma como projetávamos os circuitos, tornando fácil a obtenção de grandes correntes com um volume final de hardware muito desejável. Você consegue facilmente 10A de uma fonte chaveada como essa da MM, de pequeno volume físico, mas se vai montar uma fonte tradicional com trafo para essa mesma faixa de corrente, o hardware vai ficar ogro. Então, minhas impressões à parte, vamos ao projeto da MM.

A placa é muito bem traçada, utiliza trilhas largas onde deveria ter trilhas largas e utiliza uma boa distância entre componentes críticos. Os dissipadores são generosos e ainda assim foi montada com um cooler para ajudar na dissipação - ponto positivo, já que uma fonte para CFTV permanece ligada 24h por dia e qualquer ajuda com a dissipação de calor é bem vinda. Um LED vermelho de 3mm no painel frontal indica que a fonte está em operação e um borne frontal foi montado para facilitar as conexões externas. O gabinete é de plástico mas possui boa resistência e várias aletas para facilitar a ventilação. Eu realmente gostei do projeto: é simples, utiliza peças de qualidade (capacitores EPCOS, inclusive), possui filtros AC, terra eficiente e uma preocupação explícita com o dimensionamento dos componentes. Na entrada, a ponte retificadora é formada por diodos da série 1N540X com trilhas largas e folgadas e na saída temos um excelente trabalho!

O controle de qualidade diyPowered aprova o projeto! Parabéns aos projetistas. E o reparo na fonte, na verdade, se resumiu a troca do cooler (estava travado) e do fusível AC. Revisada e limpa, pronta para voltar ao trabalho.