CM6631P50A - um CI versátil e surpreendente (carregador veicular e aplicações similares)

Session.

Estava precisando de uma fonte confiável para manter carregado um rastreador veicular - que possui bateria interna mas que não possui conexões diretas para integração elétrica com o carro - que de forma recorrente precisa ser recarregado, tornando-se um inconveniente. As baterias internas já estão meia boca, daí pensei em manter ele conectado direto no pós-chave do carro, para que todas as vezes que fosse dada partida, ele recebesse carga. Pensei em várias soluções, mas todas foram descartadas quando me lembrei desse CI, muito visto em carregadores veiculares (é meu caso) e em carregadores de baterias de pequeno porte em geral. 

Tenho há alguns anos um carregador veicular i2GO 2USB (I2GDBL197) que NUNCA deu problema e não aquece mesmo quando utilizadas as duas portas que ele possui. Uma ideia muito convincente de que isso daria certo se sobrepôs ao resto e decidi sacrificar o bichinho em prol de uma causa maior. Fui atrás do datasheet do CM6631P50A e ele realmente surpreende. Inúmeras proteções, controle avançado de corrente e tensão na saída, compensação de cabo (perdas) e um tamanho super reduzido com poucos componentes externos. Achei muito viável aplicá-lo nessa solução, já que seu consumo é extremamente baixo e pelo que li no datasheet, possui requisitos de segurança bastantes fortes quanto ao gerenciamento de energia.

Foi muito simples: removi as portas USB, soldei diretamente o cabo de alimentação microUSB, soldei dois cabos de entrada de energia e pronto. Assim que for instalado no veículo, dou mais detalhes sobre o acabamento, a forma como mantive o circuito selado contra as intempéries do ambiente e também sobre a instalação elétrica em si.




** 13/07/2020

Para finalizar, consegui uma caixa plástica do tipo 'passa fio' que era de uma sucata de fonte, abrigava o conector AC que vinha da tomada e entrava na fonte. Coube perfeitamente o circuito, e para selar usei a boa e velha fita isolante 3M depois de colar a caixinha com Araldite. Fixado por trás do painel do carro, tudo bem preso e discreto. 

A conexão ficou no pós-chave (não vejo razões maiores para ligar direto na bateria) e no mesmo circuito do acendedor que tem capacidade de corrente maior, fusível dedicado de fábrica e facilidade na hora de soldar os cabos. Ficou muito bom, fim do problema da carga!

Detalhe: apesar do circuito 'prometer' até 2,1A a medição de carga com o rastreador conectado ficou cravada em 300mA, um número muito desejável para essa aplicação.


Detalhe do CI

Soldas e conexões

Carregador sacrificado

Carregador sacrificado 2

Finalização dos cabos

Aspecto final

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